domingo, 21 de setembro de 2014

Só valorizamos as alegrias quando a dor se instala...



"A ingratidão é filha da soberba."
(Miguel Cervantes)


Mulher chorando
.
Porque será que a maioria de nós, aliás a grande maioria, não valoriza as alegrias do cotidiano a não ser quando chega o sofrimento?
Reclamamos que a comida está ruim mas, se ela nos falta, nos damos conta de sua importância...
Resmungamos que estamos estressados mas, quando a doença vem, lembramos de como éramos felizes apenas por poder andar, respirar e fazer nossas atividades normalmente, sem os entraves da debilitação...
Quando uma pessoa próxima morre é que nos lembramos de exaltar suas qualidades...
Se, o frio é insuportável, só assim percebemos o valor de ter um teto para morar e roupas quentes...

O Ser Humano abomina os problemas e dificuldades mas, pelo que vejo, eles são necessários para aprendermos o real valor das coisas, dos acontecimentos e das pessoas.
Somos muitas vezes ingratos com os presentes que recebemos da Vida.

É só quando a dor se instala que revemos nossos conceitos, que refletimos sobre a grandeza de ser saudável, de ter ao nosso lado quem amamos, da mesa farta, dos recursos materiais, do nosso trabalho.
A Vida seria tão mais bem aproveitada se soubéssemos apreciar estas alegrias, sem precisar perdê-las; tudo seria vivido com mais intensidade, com mais leveza e satisfação.

Não espere a dor chegar para ser grato pela sua saúde, pela sua casa, seus pertences, pela comida que não te falta, pelas pessoas que te amam...
Pois algumas coisas se vão de maneira irreversível e nesta hora, será tarde demais para arrependimentos.
Perder tempo reclamando de tudo, não muda as coisas e ainda nos faz deixar passar oportunidades incríveis de sermos felizes.
Feche seus olhos agora, agradeça por tudo que tem, pense nas pessoas que não tem nada, naqueles que não tem saúde, não tem comida, não tem um teto e nem alguém com quem contar... Agradeça do fundo do seu coração por ter visão para ler este artigo, por suas mãos perfeitas, por sua mente ativa que pode agora refletir sobre isso, agradeça e abra agora seus olhos e também seu coração para as alegrias que te rodeiam, não subestime suas conquistas e nem se transforme em um ingrato pessimista por causa das derrotas.

Com esta consciência, ao olharmos em volta, podemos perceber e valorizar cada segundo de vida.
Use os problemas e desafios para crescer, aprender, mudar, mas não para lhe despertar para as belezas que te cercam, esta visão, deve ser desenvolvida todos os dias!

Já perdoei erros quase imperdoáveis


Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara muitas vezes"!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!

Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" pra ser insignificante.
Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara muitas vezes"!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!

Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" pra ser insignificante.

Augusto Branco

RECOMEÇAR



Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes? É por que fechaste a porta até para os outros.
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.
Pois é!
Agora é hora de iniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um novo emprego? Uma nova profissão? Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador,
ou qualquer outra coisa? Olha quanto desafio. Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho? Besteira!
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento", tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca ficar amarga.
Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto, queira o melhor do melhor, queira coisas boas para a vida, pensamentos assim trazem para nós aquilo que desejamos.
Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos.
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da Faxina Mental.
Joga fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente, esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida, para um novo amor.
Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
Afinal de contas, nós somos o "Amor".

Paulo Roberto Gaefke

Recomeçar é preciso...



Não sei dizer se a vida nos cansa ou se nós é que nos sentimos fadigados às vezes da existência. Nos repetimos sempre. Ou quase. E nos lamentamos desse dia-a-dia onde nos levantamos, trabalhamos, regressamos e descansamos para no dia seguinte recomeçarmos.
Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta. Ter que recomeçar alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira e imutável causa segurança. Conhece-se os caminhos, os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas.
A consciência de ter que recomeçar é que nos faz sofrer, duvidar, temer. Medimos nossa capacidade e com bastante frequência... nossa incapacidade! Se não medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos.
A mente humana é um poderoso instrumento. Ela condiciona, impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom sentido. Ela sente, ressente, guarda as impressões e as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos. E se pensamos em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha em sinal de atenção. Assim é que muitos paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se.
Porém, a vida nos impõe recomeços a cada instante e os seguimos com
naturalidade, fazemos nossa parte. Somos condicionados e nem nos questionamos.
Me pergunto então por que não nos condicionamos a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez ousar. Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos de nós, por que não pegarmos as rédeas, o comando?
A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la. Mas bem vivê-la. Deus nos criou para sermos felizes, não para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes.
Avança!
Recomeçar é preciso quando o que temos já não nos satisfaz. E recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé.
 
Letícia Thompson

SURPRESAS DA VIDA


Inesperado, o não programado, Faz de nossas vidas um roda moinho. Não temos o controle por completo de quase nada, VIVEMOS O NOVO A CADA ENCRUZILHADA É gostoso de saber, que estamos nas mãos de quem nos criou, Sendo assim percebemos claramente, que fazemos planos, quando o executar VEM DO SENHOR. Nossas emoções, são renovadas, nossos desejos modificados, aprendemos a nos esvaziar na busca da alegria, que esse mundo nada pode acrescentar E os amigos? Familiares e conhecidos? Ficam fazendo parte do nosso show, contribuindo com frases, jeitos, lágrimas e dor. Deixando um espaço em aberto para habitar sem fazer desastre Bem dentro do nosso silêncio o NOSSO SALVADOR. Não temos às vezes palavras, nem roteiros ou metas a cumprir, algumas obrigações, tarefas e cobranças... Que na luta diária, às vezes dar aquela vontade de jogar tudo pro alto ficar sentada olhando o nada, sentindo a brisa do vento BUSCANDO SOMENTE O REFRIGERO QUE VEM DO AMOR. AI o AMOR! Esse amor que arde, que vibra, que nos faz achar e continuar a buscar Um amor que não tem regras, nem tarefas que fica no silencio da alma, dando um renovo Nos mostrando que mesmo quando parece vazio ESTAMOS CHEIO DESSE FAVOR Uma Graça infinita, um AMOR IMERECIDO, Uma alegria sem sorrisos, um paz de esperança É O AMOR DO MEU JESUS, QUE ME ACORDA A CADA DIA.

Célia Freitas

A Morte



Morte, algo tão simples e comum que o ser humano ainda não entendeu. A pergunta é, quando começou a temê-la, se é um fato da vida!
Lidamos com esse fato todos os dias – ou ainda lidaremos com este fato em nossa vida profissional. Mas me pergunto como um fato tão simples pôde se tornar tão complexo ao passar dos tempos. Quando o homem era macaco (supondo a teoria evolucionária) a morte era apenas o fim, e ponto, mas com o passar dos tempos e a evolução começamos a criar vínculos, afetos, nos tornamos conscientes e começamos a pensar, e esse “pensar” trouxe a pergunta, para onde vamos?!
Um atenuante da morte é uma pessoa bem instruída espiritualmente indiferente de religião ou filosofia de vida. Assim como a autora refere, a espiritualidade pode ajudar muito um paciente em seus últimos dias e ajudar o profissional como conversar e ajuda-lo nesse momento tão difícil e até atenuar a dor de familiares e do próprio paciente.
Na espiritualidade encontramos a esperança de uma vida além morte, de que a morte, é apenas uma passagem para uma vida melhor, assim nos traz a esperança de que, a morte não é uma coisa tão sombria e triste, ou solitária! Em minha opinião a morte mais assusta por que não sabemos se estamos sozinhos ou não, sempre vivendo em grupo ou em sociedade o homem teme esse sentimento, a solidão, e a fé de ter um mundo depois da morte traz esse alivio de morrer e saber “teoricamente” para onde iremos.
Uma das funções da enfermagem também é de assistência psicológica com o paciente, conversando e instruindo ele, e como poderei instruí-lo na questão morte se eu mesmo desconheço ou não tenho apoio espiritual? Um das coisas que poderia atenuar o sofrimento fazer com que o paciente procure apoio espiritual.
Aprendemos a humanizar os hospitais tratar as pessoas com igualdade e sempre ajudar salientando o bem estar físico e psicológico, para o prolongamento da vida, mas quando saberemos se o real chamado da natureza chegou e estamos estendendo algo inevitável? Esse seria o caso citado no livro da doação de órgãos, quando um indivíduo está em coma ou morte encefálica e ainda assim insistimos em tratá-lo com o prolongamento da vida, será que não seria a hora de deixar a natureza fazer o seu trabalho e nós deixarmos o indivíduo partir? Ai esta uma pergunta sem resposta, teremos mesmo o poder de decidir quando devemos prolongar uma vida sem saber se ele mesmo tem forças para continuar? Ou saberemos se continuarmos o tratamento esse indivíduo apresentará uma resposta positiva e restabelecerá seus sentidos, não ai esta uma duvida que em muitos casos esse indivíduo que esta sendo prolongada sua existência sem um resultado efetivo poderia estar ajudando outras pessoas com seus órgãos e desocupando um leito e trabalho profissional que poderia ajudar outra pessoa. Sim essa visão pode ser um tanto quanto egoísta em certos pontos de vista, mas é a nossa realidade, não podemos estender uma vida que não tem mais chances, para perder dois ou três que poderiam ser ajudados, uma fato triste, não possuímos infraestrutura para acomodar todos e disponibilizar atendimento profissional, esses indivíduos com “vida vegetativa” que em certos casos poderiam voltar a uma vida normal e em outros jamais voltariam é uma incógnita pois nunca saberemos, se fosse continuado o tratamento o indivíduo voltaria seu estado normal ou morreria, isso depende de vários fatores, médicos, fisiológicos do indivíduo em si, entre outros. Em fim a vida apenas segue seu curso natural a morte.
Uma forma de lidar com a morte é compreendendo-a, é apenas mais um processo natural e temos que aprender a lidar com ela, afinal a morte ensina, vivemos temendo a morte por que tememos a solidão e quando falamos de morte nos vem o vazio, o escuro, o sozinho, e na verdade a morte não deveria ser tão temida é apenas mais um processo fisiológico e natural.
Diogo França

A dor da mãe que perde um filho


Minha história de mãe da Terra se entrelaçou com a história de uma pequena luz que veio nos fazer uma visita breve, partindo alguns dias após nascer. Minha menina tão linda, gerada com tanto amor dentro de meu ventre não resistiu às singularidades deste mundo e passou feito passarinho pelos céus de nossos olhos lacrimejados de tristeza.
É impossível descrever a dor que rugiu de minha alma e entendo que a mesma devia ser sentida e chorada com veemência a cada semana posterior de sua partida. Meu conforto foi atirar-me nos braços da fé, buscando consolo em algo maior e no amor da família. Arranquei forças de dentro de mim que não imaginava existir, para verter lágrimas em sorrisos de querer bem e gratidão a Deus.
Sim, Ele havia me presenteado! Um dia, num passado não tão distante fiz alguns combinados, sabia das escolhas que havia feito com cada uma das pessoas que passaram por mim e que estão comigo, por certo não me lembrava, até que minha pequenina veio para me ensinar e mostrar o caminho. Com a “perda” também se ganha…
Aos poucos a dor foi se dissipando, as emoções foram dando lugar a paz e as orações passaram a confortar nossos corações humanamente egoístas e cansados da matéria que nos é útil nesse plano, mas que por vezes nos pesa tanto. Sabemos que cada minuto de nossa jornada é precioso demais e deve ser vivido com entusiasmo, por isso, sejamos felizes! Minha pequena luz foi uma das melhores educadoras que já tive nessa vida, mostrou-me que a evolução da alma está na disposição de aprender e ensinar com a humildade de uma criança, com a troca de gerar e deixar ir, resignar, voar.
A vida é algo inexplicável! Foi voltando de mansinho a pulsar em nossas veias dia após dia, nossos filhos sabiamente voltaram a sorrir e correr pela casa e nosso sofrimento se estancou através do labor e do carinho de sermos todos unidos pela esperança de um dia desses nos reencontrarmos no caminho de luz que já está sendo trilhado por muitos. As lembranças de uma pequenina que cruzou nossos singelos mundos de mãe, pai, irmãos, avós, tios(as) ficarão para sempre registrados em nossas memórias. Não há de sentir culpa, raiva, mágoa por causa da morte.
Nada que nos faça estagnar no caos de sentimentos irracionais que não nos permite crescer e evoluir através do lado positivo das situações que a vida e por consequência a morte da matéria nos apresenta. A vida é construída através de nossas falas, gestos e pensamentos de amor para conosco e para com nosso próximo e a passagem de cada um de nós é a única garantia que realmente temos.
O que vai ser do futuro? Pergunta tola a minha!
Passei nove meses esperando o futuro e deixei de aproveitar mais e melhor o que era meu presente…
Por isso, aproveitem seus filhos do jeito que eles são, ame-os mesmo que distantes de ti, ame-os mesmo que não sejam como você idealizou, instrua-os para serem pessoas felizes e de bem, aproveitem cada momento com cada um de seus filhos, compartilhem com eles as experiências da vida, criem seus filhos com carinho e entusiasmo, estreitem os laços fraternais, respeitem seu desenvolvimento, suas dificuldades e elogiem seus acertos, não os protejam em demasia, mostrem os limites com clareza e tranquilidade, acompanhem cada fase, cada passo, cada letra, cada amigo, cada livro, cada amor… Não importa se viverão 9 meses e 3 dias ou 93 anos. Vivenciem seus filhos e os deixem partir quando tiverem de ir… E ao partirem, que as lágrimas caídas sejam de puro e verdadeiro amor.
Muita paz à todas as mães que deram a luz para luzes que hoje brilham aqui na Terra ou em algum lugar especial.

TPirituba (SP), 5 de Maio de 2009.

Essa carta escrevi alguns meses após a passagem de minha filha Julia. Que ela esteja em paz, junto aos nossos irmãos de luz.
Autor desconhecido