quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Consumidores moderados de álcool têm saúde melhor, diz estudo

LONDRES (Reuters Life!) - Quem bebe álcool moderadamente em geral tem saúde melhor do que os abstêmios, disseram cientistas franceses na quarta-feira. Segundo eles, o benefício não tem relação direta com o álcool, e sim com fatores indiretos, como o relaxamento, a realização de mais atividade física e o melhor status social.
"O consumo moderado de álcool é um poderoso marcador de um maior nível social, um status superior de saúde geral e menor risco cardiovascular", disse Boris Hansel, do hospital parisiense Pitié-Salpêtrière, que dirigiu o estudo.
Ele salientou, no entanto, que o estudo não aponta uma ligação de causa-efeito e não deve ser usado para promover o consumo do álcool.
O abuso do álcool está associado a várias doenças, inclusive problemas hepáticos e cardíacos e alguns tipos de câncer. A Organização Mundial da Saúde diz que o alcoolismo mata 2,3 milhões de pessoas por ano.
Hansel e seus colegas estudaram quase 150 mil franceses, dividindo-os em quatro grupos - quem nunca bebeu, quem bebia pouco (menos de 10 gramas de álcool por dia, cerca de uma dose), bebedores moderados (10-30 gramas/dia) e bebedores pesados (mais de 30 gramas/dias).
As conclusões foram publicadas na revista European Journal of Clinical Nutrition, publicada pela Nature.
Segundo os pesquisadores, bebedores leves e moderados, homens e mulheres, tinham uma saúde geral melhor do que quem nunca bebia ou quem bebia demais.
Homens que bebiam moderadamente tinham em geral menor risco cardiovascular, menor ritmo cardíaco, menos estresse, menos depressão e menor índice de massa corporal. Também apresentavam resultados melhores em mensurações subjetivas da saúde, como a quantidade de exercícios que faziam.
Os cientistas encontraram tendências semelhantes entre bebedoras moderadas, que tinham menor pressão arterial e cinturas mais finas.
Em ambos os sexos, os bebedores moderados tinham maiores níveis de HDL ("colesterol bom") no sangue.
Hansel disse que isso não significa que o álcool tenha uma influência positiva sobre o colesterol ou proteja o coração.
Segundo ele, a principal conclusão é de que o consumo moderado de álcool é um bom indicador de um "status social ótimo", e que essa pode ser a principal explicação para a saúde melhor desse grupo.
"Essas conclusões sugerem que não é apropriado promover o consumo de álcool como base para a proteção cardiovascular", disse ele, acrescentando que o "prazer" é a melhor justificativa para beber moderadamente.

Por Kate Kelland
Postado em 19/05/2010
Fonte: G1 Mundo

Pesquisa revela que, na ‘hora H’, eles não ligam para os pneuzinhos


Pintura de Fernando Botero


Se você encana e fica tímida na "hora H" por causa daqueles pneuzinhos que estão sobrando, saiba que você é a única preocupada com isso. Uma pesquisa do Instituto Qualibest feita com 300 homens, de 12 capitais brasileiras, mostra, entre outras revelações, que no sexo, os quilinhos a mais de uma mulher não têm importância. Dos entrevistados, 41% disseram não fazer diferença, mas outra grande parcela, de 32% afirmaram que, se a mulher estiver incomodada com as dobrinhas, pode atrapalhar na hora da relação.
De acordo com a sexóloga Carla Cecarello, a vergonha da mulher com o próprio corpo pode comprometer o desempenho sexual.

- As mulheres se preocupam muito com os padrões de beleza. Se acham que estão fora deles, tendem a querer se esconder, a fazer sexo com a luz apagada ou em uma posição que não vá mostrar aquilo que elas consideram um defeito. Tenho várias pacientes que se queixam nesse sentido. A timidez e a inibição podem atrapalhar muito a relação - explicou a sexóloga.

A mesma opinião tem o auxiliar administrativo Gabriel Fernandes, de 22 anos, que tem uma namorada "gordinha":

- Os pneuzinhos não atrapalham em nada o sexo. Quando você está com vontade e a outra pessoa também, isso não tem a menor importância. O pior é quando ela se incomoda ou fica com vergonha.

Segundo a pesquisa, apenas 15% afirmaram que as dobrinhas podem impedir alguns movimentos e 12% disseram se incomodar com o sobrepeso. Além disso, quase metade dos entrevistados não se importa com o fato de a luz estar acesa ou apagada na hora da transa. Mas 39% dos homens preferem as lâmpadas acesas porque revelam o corpo da parceira.

Outro ponto polêmico das respostas é o fato de a maioria dos homens querer praticar sexo anal. Para 37% dos entrevistados, essa "modalidade" seria tão excitante por seu caráter proibido. Já 24% dizem que ela evoca o fetiche da submissão feminina e o mesmo número afirma que a graça está em ser "mais apertadinho". Apenas 15% consideram que a prática excita as parceiras. De acordo com a sexóloga Carla Cecarello, as atividades menos convencionais interessam mais aos homens.

- O esperado de uma relação é pênis e vagina. Por isso, os homens consideram o sexo anal uma prática extra. Mas a maioria das mulheres pensa de maneira diferente sobre o assunto. Elas se sentem submissas, e tendem a achar que apenas prostitutas devem fazer a prática - explicou Carla, completando: - O mesmo ocorre com o sexo oral no primeiro encontro. Elas já ponderam se é correto ou não transar com o cara. O sexo oral então é tabu.

A pesquisa revela ainda que, quando estão se masturbando, 8% dos homens pensam em mulheres famosas, 23% nas namoradas, mas a grande maioria, 67%, pensam "em todas elas".

O machismo, no entanto, fica claro quando questionados se participariam de um suingue de casais: 31% deles afirmaram que fariam apenas se estivessem solteiros.

- O suingue nada mais é do que a troca de casais. Se o cara diz que aceita praticar, mas só se estiver solteiro, isso não é suingue. Ele só está se expondo a uma outra relação. A maioria dos homens não tem cabeça aberta - disse Carla.

E isso é visto na negativa de 25% dos homens em participar de suingues. Outros 25% que afirmaram que topariam fizeram uma ressalva: "desde que a namorada não estivesse com eles".

Gabriela Ferreira, postado em 22/05/2010

Fonte: Extra

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Para que o perdão não seja necessário


Haverá o dia em que o “mal” que o outro fizer não lhe tocará. Aceitar a maldade é uma opção. Independentemente do que venha de lá, é você quem processa os acontecimentos, transformando-os em combustível para mágoas ou oportunidades de ser amor. Essa opção nunca será do outro, mas sua.
Chegará o tempo de olhar para o que lhe incomoda e perceber com clareza que não passa de uma expressão de alguém que ainda não enxergou. Acolher essa dor e torná-la pessoal é uma escolha que deixa de ser quando você finalmente entende que, por mais que pareça, a questão não é pessoal, mas uma infeliz tentativa de alguém que ainda não aprendeu ser de outro jeito.
Se acolhemos os maus tratos, a antipatia, a injustiça que porventura nos atinja, adicionarmos irritação, vingança, auto vitimização, o que nascerá? É possível que saia algo bom?
Na Terra todos sofreremos de alguma maneira. Seremos expostos a atritos, enfrentaremos atitudes completamente desnecessárias de gente que aparentemente age sem motivos, nos destrata, nos desgasta, nos humilha, tenta nos apequenar, seja com palavras, seja com atitudes, portanto a questão é: Quando isso acontece, o que você devolve? Que tipo de energia irá gerar para alimentar ou modificar os processos? É uma escolha.
Haverá o dia em que entenderá. Verá o que o outro pratica como expressão da própria sombra, oportunidade para ser, para transformar a partir de você um ambiente, um comportamento, uma atitude hostil.
Você não é vítima, mas parte do processo. Se não pode escolher exatamente como serão os acontecimentos, cabe a cada um decidir o que fazer com o que lhe toca, se assimilará ou transformará.
Nossas histórias estão se cruzando, se conflitando, se inter conectando sempre, mas os desgastes não existirão se você não quiser. É necessário posicionar-se acima dessa zona de conflito, entender como as coisas funcionam para que o “perdão” não seja necessário, pois não houve mágoa que o precedesse.
Nesse dia tudo estará claro, em equilíbrio, na dimensão da consciência e do amor.
Se ainda não é, sigamos no caminho em alegria por todas as oportunidades que estão acontecendo agora, com o único intuito de que venha a ser.

Flavio Siqueira


A beleza está nos olhos de quem vê...


Nem sempre a beleza está contida nas coisas ostensivas. O que parece lindo aos nossos olhos pode na verdade não ser. Somos condicionados a achar bonito aquilo que o mundo considera bonito. Assim, corremos o risco de viver classificando as pessoas como belas e feias. A pergunta a ser feita é esta: o que é ser belo? O que é ser feio?
Os padrões de beleza vistos por aí na verdade não passam de uma maneira disfarçada para despertar o consumismo. Gastamos “rios” de dinheiro para ficarmos parecidos com o outro. Perdemos nossa identidade. Copiamos para ficar na moda. Imitamos aqueles que no fundo gostariam de ser diferentes.
A pessoa bela é aquela que se permite ser ela mesma. Muda o que pode ser mudado, mas não vive na paranoia do corpo perfeito. Cada pessoa é linda na sua essência. Deus não nos fez iguais. As diferenças realçam o que temos de melhor. Somos atraídos pelo diferente. Viver ao lado de uma cópia de si mesmo deve ser estressante.
Pra mim, ser feio é fingir ser que não se é para agradar os outros. O feio sabe disso. Não se cansa de procurar “modelos” para copiar e nunca está satisfeito com o que já conseguiu. Quer sempre mudar algo em seu corpo. Segue o que os outros seguem. São folhas levadas pelo vento.
A beleza não está (somente) na forma do rosto, na estrutura do corpo. Uma pessoa é bela quando tem a capacidade de mostrar para os outros o seu melhor, sem se comparar a ninguém. O belo não se preocupa em estar na moda, porque sabe que a moda passa. O belo concentra sua beleza nas coisas simples, vistas somente por quem conseguiu encontrar seu espaço neste mundo formado por pessoas diferentes.
Quem é bonito pra mim, pode não ser tão belo assim pra você. “A beleza está nos olhos de quem vê” (Augusto Cury). Quando aprendermos a respeitar as diferenças poderemos crescer como pessoas e entenderemos enfim que o diferente não me diminui: o diferente me completa.

Paulo Franklin

Despedida é uma palavra que não deveria existir no dicionário de quem ama.


Despedida é uma palavra que não deveria existir no dicionário de quem ama. É triste ter que dizer adeus as pessoas que marcam nossa história. Muito mais triste ainda é saber que nunca mais veremos este certo alguém. A morte continua sendo uma grande interrogação. Não sabemos o que vem depois, mas sabemos que ela existe. Todo mundo já passou pela experiência de ter que se despedir para sempre de um amigo ou de um parente. A dor da partida é inexplicável. Parece que um pedaço de nós é “enterrado” com o falecido. Saber que “nunca” mais veremos esta pessoa enche nossa alma de um profundo desespero. É normal chorar a perda de quem amamos. Jesus chorou quando seu amigo Lázaro morreu. O que não pode acontecer (e acontece em muitos casos) é viver como se também estivesse morto, ou seja, viver um luto eterno. A dor deve dar espaço à conformação. Levar uma vida querendo “ressuscitar” quem se foi é assinar um contrato com a infelicidade. Chore quando for preciso. Acenda velas se você acredita nisso. Reze pela pessoa. Mande celebrar missas. Faça tudo o que a sua consciência pedir (bem, nem tudo: conheço uma pessoa que ia “conversar” todos os dias com o falecido (!)), mas não se permita estagnar diante da perda de alguém. Você continua vivo e seus sonhos não podem ser enterrados junto com a pessoa. O maior “presente” que podemos dar a quem se foi é vivermos bem a vida que ainda nos resta. Quem quer morrer bem deve viver bem. Temos medo da morte e por isso vivemos “fugindo” dela, fingindo que ela não existe. Quem consegue encará-la de frente sabe superar qualquer perda porque entende a dinâmica da vida: por mais que nos esforcemos para não deixar este mundo, mais cedo ou mais tarde teremos que “experimentar” o descanso eterno. E quando este dia chegar, tomara que tenhamos do que nos orgulhar.
 
Paulo Franklin
 
Texto retirado do site:http://www.textolivre.com.br

Tentando um novo amor


Para curar uma dor de amor, digam o que quiserem, só conheço um remédio: um amor novinho em folha. Enquanto nosso coração não encontrar outro pretendente, ficaremos cultivando o velho amor, alimentando-o diariamente, sofrendo por ele e, no fundo, bem no fundinho, felizes por ter para quem dedicar nossos ais e nossa insônia. A gente só enterra mesmo o defunto quando outra pessoa surge para ocupar o posto.
Se isso lhe parece uma teoria simplista, toque aqui. É simplista sim. Isso de enterrar o defunto do dia pra noite só funciona quando o defunto era apenas uma paixonite, um entusiasmo, fogo de palha. Porém, se era algo realmente profundo, um sentimento maduro, aí o efeito do novo amor pode revelar-se um belo tiro pela culatra. Ele acabará servindo apenas para dar a você a total certeza de que aquele amor anterior era realmente um bem durável. E a dor voltará redobrada.

Um beijo que deveria inaugurar uma nova fase em sua vida pode trazer à tona lembranças fortes do passado, e nem é preciso comparar os beijos, apenas as sensações provocadas. Quem já vivenciou isso sabe o constrangimento que é beijar alguém e morrer de saudades do antecessor.

Um novo amor pode transformar o que era opaco em transparência: você não sabia exatamente o que sentia pelo ex, se era amor ou não, então surge outra pessoa e você descobre que sim, era amor, caso contrário não sentiria esse abandono, essa perturbação, essa forte impressão de que está fazendo uma tentativa inútil, de que não conseguirá ir adiante.

Mas o que fazer? Encarar uma vida monástica, celibatária? Nada disso. Viva as tentativas inúteis! Uma, duas, três, até que alguma delas consiga superar de vez a inquietação do passado, que venha realmente inaugurar uma nova fase em sua agenda amorosa, que deixe você tranquilo em relação ao que viveu e ao que deve viver daqui pra frente.

No entanto, quanto mais escrevo, mais me dou conta de que não há fórmula que dê garantia para nossas atitudes, de que não há pessoa neste mundo que não possa nos surpreender, de que tudo o que vivemos são tentativas, e que inútil, inútil mesmo, nenhuma é.

Martha Medeiros

Internet é um refúgio perigoso para os tímidos: fobia social

Internet: um refúgio perigoso para os tímidos
Quase metade da população sofre de timidez e prefere os contatos do mundo virtual.

Especialistas alertam: há risco de desenvolver doença chamada fobia social

Conhecer alguém, falar em público ou ir numa festa pode ser um problema para quase a metade das pessoas no mundo. Segundo estudos, 48% da população se considera tímida. Para um outro grupo, que sofre do transtorno de fobia social, a timidez é exacerbada a ponto de comprometer a vida pessoal e até profissional. Tanto tímidos quanto fóbicos sociais têm encontrado nos sites de relacionamento o território “seguro” longe da principal causa de seus medos: gente.

NAS BANCAS: TESTE SOBRE TIMIDEZ

Um estudo da Universidade de Windson, no Canadá, mostrou que tímidos passam mais tempo no Facebook do que os não tímidos. Especialistas alertam, no entanto, para o risco de a internet facilitar o isolamento social.

A psicóloga Fátima Bittencourt, diretora do Grupo Sanare, afirma que não se deve substituir o contato com os amigos por conversas virtuais. “A internet em exagero pode fazer com que o tímido tenha ainda mais dificuldades de se expor, caso ele comece a limitar seus contatos ao mundo virtual. E nos casos mais sérios pode até mesmo levar ao transtorno de fobia social”, afirma.

RISCO DE ALCOOLISMO

A presidente da Associação Psiquiátrica do Rio, Fátima Vasconcellos, concorda que a internet permite ao tímido maior contato com outras pessoas. “Mas é importante que o tímido procure enfrentar a timidez. O importante é não se isolar na internet, onde o tímido não sofre”, afirma ela.

“A timidez é um traço de personalidade: a pessoa fica inibida em certas situações que envolvem contato com outros. Já o transtorno de fobia social é uma doença. A pessoa tem medo de ser exposta à observação dos outros. A ansiedade é muito intensa e causa sofrimento. A ansiedade é tão grande e incapacitante que muitas vezes os pacientes usam bebidas alcoólicas para relaxar e lidar com a doença”.

Chefe do setor de psiquiatria da Santa Casa, Vasconcellos diz que os que têm o transtorno acham que estão sempre “no centro das atenções”. “Alguns pacientes não conseguem sair de casa para trabalhar. Já tive paciente que não conseguia sair sem beber. Outros têm que levar o cheque assinado para o banco porque não conseguem assinar na frente do caixa”, explica.

Ela diz ainda que pessoas com o transtorno de fobia social — que atinge 3,5% da população — devem buscar tratamento. Já os tímidos podem buscar a psicoterapia caso o problema comece a prejudicar o desempenho na escola, no trabalho e no contato social.

PAIS PODEM INFLUENCIAR

Vasconcellos afirma que a timidez geralmente começa na infância. Os pais podem ajudar os filhos a ser menos tímidos. “Eles devem estimular o contato da criança com outros. É importante levá-la em locais novos, amigáveis, para que se sinta segura com pessoas novas. A ideia é mostrar que elas não devem temer situações novas”.

O DIA
POR PÂMELA OLIVEIRA