quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Um ano.... Saudades....


Perder alguém que amamos é como se a nossa alma estivesse sendo rasgada a cada segundo, é uma dor que não se expressa com palavras... o nosso querer é ir junto... a vida perde completamente o sentido...
Complicado dormir e acordar durante dez anos ao lado de uma pessoa e no outro dia ela desaparecer ... somos obrigados a caminhar sozinhos e tudo que acontece de ruim pensamos: Se ele estivesse aqui, eu não estaria passando por isso... tentamos nos segurar em qualquer coisa para não interrompermos nossa caminhada...foi exatamente isso que senti, e depois de tantas outras decepções, com a fé um tanto quanto abalada, olhei para mim mesma e descobri que o meu corpo é a casa de Deus, e tudo o que eu precisava para voltar a sorrir, estava dentro de mim mesma...
Um ano depois... é, hoje faz um ano... sou grata ao meu Pai, Eduardo foi um grande presente em minha vida!!!!!

"A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.
Me deem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi."
Santo Agostinho

Rosa Soares

Internet e Amizade


Tive o prazer de ler hoje este excelente texto do Ricardo C. Que fala sobre amizade e Internet, e como esse novo ambiente influencia o surgimento de novos relacionamentos e que, apesar de inovar na forma, mantém inalterado o seu conteúdo. Recomendo que leia antes de ler minhas palavras a seguir que, na verdade, são observações sobre o texto dele.


Interessantíssimo o tema Internet e Amizade, por tratar do desenvolvimento de uma instituição social antiga - tão antiga quanto a própria humanidade - dentro de um meio totalmente novo. Novo em tempo de vida e novo no conceito.

Sendo a amizade uma “família que se escolhe” é indispensável para seu surgimento conhecer a pessoa que se tem por amigo. Os laços que unem duas pessoas numa amizade somente podem ser feitos conhecendo-se as virtudes e os defeitos mútuos. Não se constrói uma amizade sobre um conhecimento incompleto (dentro dos limites razoáveis, obviamente) do outro.
Dito isso, como fica a criação desses laços no ambiente hermético da internet? Será possível conhecer uma pessoa sem ter contato real com ela? Muito bem colocado quando ele diz que existem duas situações distintas, a da amizade virtual que não tem como se tornar real por impossibilidade física e a pseudo-amizade virtual que não se torna real por falta de interesse (mútuo ou de uma das partes).
A Internet inova (e é uma enorme inovação, diga-se de passagem) quando torna realidade a “cauda longa”, que é a capacidade de elevar ao infinito as possibilidades de interação. Enquanto no mundo físico somos limitados pelo tempo e espaço - nossa possibilidade de conhecer pessoas se limita aos lugares que frequentamos, que é uma parcela infinitesimal de todos os lugares que existem no mundo - na rede mundial podemos contatar centenas, milhares de pessoas que jamais estariam fisicamente ao nosso alcance.
Isso traz os relacionamentos sociais para uma nova realidade, que possui quatro grandes diferenciais em relação à realidade tradicional. Primeiramente, como foi dito, a possibilidade de contatar muito mais gente. Fóruns, salas de bate-papo, Orkut, Facebook, MSN, Twitter, Blogs, et cætera. São os mais diversos ambientes virtuais por onde circulam milhões de pessoas, todas disponíveis. Em consequência disso surge a segunda característica, que é o pouco tempo que dispomos para dedicar a cada uma dessas pessoas, em virtude da vontade que temos de aproveitar ao máximo essas possibilidades.
Em terceiro lugar, a extrema facilidade que o ambiente proporciona para que as pessoas se mostrem de forma diferente do que realmente são; É extremamente fácil mentir e fingir sobre quem somos, em todos os aspectos. Podemos conversar pela internet com alguém por anos sem saber de fato se é ao menos homem ou mulher. E, por fim, existe uma facilidade extrema para simplesmente desaparecer sem cerimônia; ao contrario de um contato real, na internet podemos excluir e bloquear qualquer pessoa a qualquer momento, sem passar por nenhum confronto ou desconforto.
Junte esses quatro elementos e o que temos? Um ambiente desorganizado, apinhado de gente, com pessoas que quase nunca são o que dizem ser e que, em um segundo, podem desaparecer para sempre. Porém, com imensas possibilidades de interação e, consequentemente, de relacionamentos. Basta aprendermos a separar o joio do trigo, o que é bem diferente de fazer na Internet de como fazemos no mundo real.
Para essa nova realidade necessitamos de uma nova joeira, novos valores éticos e morais, pois os valores tradicionais pouco se aplicam e pouco podem ser úteis nesse novo ambiente. Precisamos aprender a lidar com as novas realidades e as novas possibilidades da internet, no campo dos relacionamentos. E isso leva tempo. Toda essa realidade ainda é muito recente e ainda está tomada por uma euforia muito grande. Ainda falta na Internet a maturidade e a serenidade que somente o tempo pode conceder. Creio que assim que a poeira baixar e os ânimos se acalmarem poderemos aproveitar muito melhor as novas possibilidades criadas pela internet.

O “bem” e o “mal” dos sistemas

Não há ideologias perfeitas. Podem ser lindas no papel, mas, na prática haverá contradição entre o real e o ideal. A história está recheada de exemplos assim, lindos começos, tristes finais.
Nenhum sistema, seja político, social, educacional, religioso é a prova de falhas. Muito pelo contrário, quanto mais de perto enxergamos, mais difícil acreditarmos naquilo. A gente ouve os discursos, conhece as propostas e até compartilha dos mesmos ideais, mas, aproxime-se e enxergará que nem tudo é como aparenta ser.
Não é preciso ir longe. Veja no relacionamento humano. Famílias, casais, amigos, olhe mais perto, conviva por algum tempo e perceberá que nem sempre a aparência de estabilidade corresponde ao que acontece no íntimo. Verá gente tentando encontrar o que sobrou do que um dia foi lindo, mas parece que hoje simplesmente dissolveu.
O fato é que nenhuma ideologia, nenhum sistema, nenhum relacionamento sobreviverá com saúde sem a consciência de que não há ideologias, nem sistemas, nem relacionamentos: há humanos. Todos nos refletem, o tempo todo reproduzindo aquilo que somos.
Damos nome, chamamos de “ismos”, construímos prédios, criamos teorias, formamos identidades, fazemos planos pensando que estamos tratando com algo maior, mas é sempre gente. Sempre.
Gente é a causa do colapso dos sistemas. Gente é a esperança que os sistemas sejam menos mecânicos e mais humanos. Sempre gente.
Jamais resolveremos nossos problemas enquanto não olharmos pelo lado correto e, ao invés de pensarmos que trocando um por outro, uma velha teoria por outra nova tudo resolverá. Não é e nunca foi assim.
Que as instituições sejam apenas ferramentas. A política um meio, as ideologias nada a mais do que um jeito de organizar pensamentos, que os grupos humanos não sejam divididos entre “melhores” e “piores”, mas que, em tudo, predomine a consciência de que sempre estamos tratando de gente.
Seja na condução de um governo ou no relacionamento a dois, recuperemos esse olhar, conscientes que, enquanto não pararmos para nos enxergar individualmente, a coletividade projetará as sombras que me habitam e carregará a “culpa” da desarmonia que sou.
Não são os sistemas, não é o governo, nem a política, nem a religião, nem a sociedade, nem sua família, é você. Cure-se primeiro e depois tudo refletirá.

Flavio Siqueira

De bem com a vida


Começar o dia de bem consigo mesmo é um dos segredos para viver a felicidade. Numa sociedade pessimista e desesperançada, o brasileiro abate-se, não vislumbrando salda para os seus problemas. Culpa o governo, a vida, a falta de dinheiro e de trabalho pela infelicidade e mal-estar geral em que vive. É evidente que a sociedade não caminha às mil maravilhas. Os fatos estão aí, colocando à mostra as mazelas existentes – crise, miséria, corrupção, violência.
Não obstante a realidade dura em que todos nos debatemos, há pessoas que conseguem ter paz interior. Elas gostam de si mesmas, lutam pelas coisas que desejam, acreditam, têm esperança. Não são seres vindos de outro planeta. São pessoas como nós, mas que perceberam o alcance do otímismo em suas vidas.
Os otimistas sabem ver o lado positivo da vida. Acreditam no amor, na família, em Deus e, porque têm uma espiritualidade mais acurada, contornam melhor os problemas e sabem se equilibrar diante dos revezes. Não é que a vida seja um mar de rosas para eles. Mas, através da força interior que os sustenta, são capazes de superar os problemas sem grandes traumas.
Há também pessoas que não acreditam em nada, vêem tudo a partir de uma ótica cinza-escuro e fazem de um copo de água uma tempestade. São pessimistas por natureza. Não percebem o lado bom da vida, o amor que desabrocha nas pequenas coisas. Desconhecem que a maior oportunidade para realizar algo é a própria vida que oferece. Por que não aproveitá-la para entender e amar o próximo, saborear o que a vida apresenta de bom e sonhar com coisas possíveis de serem realizadas?
Amar a vida e a si mesmo, administrando as próprias verdades, é a melhor postura que o ser humano pode assumir. Mesmo se carrega um fundo de descontentamento, sempre é possível tomar consciência do problema e enfrentá-lo. Nesse caso, a pessoa pode mudar seu comportamento e aperfeiçoar-se até encarar o descontentamento como um problema superado – fazendo com que os acontecimentos da vida não tenham a força de um furacão destrutivo. A estabilidade emocional, parte integrante desse processo de amadurecimento, funciona como o fiel da balança, e dá uma visão equilibrada para a pessoa.
Quem vive num círculo fechado em torno do próprio eu não pode ser feliz. O espaço que deveria ser ocupado pêlos outros está fechado pelo egoísmo. Resultado: insatisfação consigo e com os outros.
Os pessimistas sufocam o ambiente em que vivem. Nunca estão bem e, por isso, são invejosos. Captam apenas o negativo existente ao seu redor, funcionando como multiplicadores da desgraça. Ao contrário, o otimista transmite seu modo de viver aos outros, contribuindo para que o ambiente em que se encontra seja o mais energizado possível. A tônica do seu alto astral baseia-se no amor, na autoconfiança, nos pensamentos positivos e na apreciação das coisas boas. Vive sintonizado no bem. É aberto e receptivo, por isso se posiciona de forma correta e vai em frente.
Descobre-se e se renova a cada dia, de acordo com a idade, a circunstância e o momento que está vivendo. Jamais pára e está sempre avançando no aperfeiçoamento pessoal. Em qualquer época da vida, se quiser, o homem tem algo a aprender com seu semelhante.
Hoje, num mundo contaminado pela febre do imediatismo, as pessoas estão cada vez mais impacientes, impulsivas, rotulando tudo com a marca da dificuldade: dentro e fora de casa, dentro e fora de si. O mundo está chateado, resmungão, agressivo, infeliz, porque as pessoas estão vivendo num baixo astral, contaminando-se umas às outras com o pessimismo. Mas é muito mais fácil culpar os outros pêlos males existentes do que assumir o próprio papel e contribuir para a melhoria da sociedade.
Se cada um colaborar um pouco, melhorando a si mesmo, a energia positiva passará a circular melhor no próprio ambiente, expandindo-se depois para um círculo maior, e contagiando o todo. Só dessa forma é possível construir uma sociedade onde o otimismo ajudará a vencer problemas tão profundos.
Viver positivamente exige que a pessoa cresça, amadureça, se desenvolva e aprenda a dar uma dimensão lógica e certa aos valores pêlos quais vale a pena lutar. Na inversão de valores em que hoje se vive, o ser humano está perdido num emaranhado sem saída por duas razões: não tem Deus e não tem amor. Quando Deus se torna uma presença viva dentro da pessoa, o amor a si mesmo e ao próximo brotam espontaneamente, motivando, através do otimismo, a busca da felicidade.

Luiz Carlos Gomes

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

"Lutar sempre, vencer talvez, desistir jamais"


Meu intuito era fazer um post sobre "como vencer as barreiras da vida", mas acho que vai acabar saindo um desabafo.

A vida não é tão simples quanto se pensa... Quem não passa por dificuldades é pq não vive. Até pq viver não significa apenas estar vivo.

Tantas pessoas, tantos planos, muitas vidas, muitas balas perdidas, maníacos e pessoas sem coração.

Qual é o propósito da vida de uma pessoa que está cercada pela violência, pelas drogas, pela má influência?

É difícil ser guerreiro pra contrariar as normas da convivência. É difícil dar a volta por cima quando existem pessoas que durante muitos e muitos anos trabalham pra alcançar o sucesso, e dar de cara com um traficantes que são ricos, que tem tudo que quiserem, que de maneira errônea alcançaram o sucesso em dias.

E quando o erro é por diversão, ou simplesmente aventura? Muitas vezes a justiça falha. Quem era pra nos proteger aceita subornos. E quem nos intimida está solto.

Às vezes é preciso fazer vista grossa a essas barbaridades. Querendo ou não, a desigualdade social é a grande responsável por isso tudo e será sempre um problema sem solução. sempre vai existir aquele que é mais poderoso, que se aproveita dos mais desfavorecidos economicamente. Mas é um problema que pode ser amenizado.

Vivemos num país onde a educação não é bem estruturada. A utilização das verbas e legislação não são bem administradas nem constituídas. Diante da falta de organização é difícil consertar um problema que já está bem implantado e evoluído.

A nós, guerreiros, que queremos fazer a diferença diante dessa loucura dos dias de hoje, é complicado ultrapassar todas as barreiras pra ser alguém na vida, pra conquistar nosso espaço. É preciso muita determinação. São inevitáveis aqueles momentos de angústia, que a gente pensa em desistir de tudo, perde a fé , a coragem e o medo toma conta, seguido pela depressão.

Portanto, é importante sempre insistir, nunca perder a fé, seguir o seu caminho e fazer a sua parte. ultrapassar barreiras, dar a volta por cima e nunca desistir, como disse o Che "Lutar sempre, vencer talvez, desistir jamais"

Karine Franco
Fonte: Confissões entre aspas



Obs: Isso é uma constante na vida da gente... medo, angústia, tristeza, a vida realmente não é fácil... um dia chorando conversando com o Pai, perguntei a ele, como podemos lutar tanto para ser filhos, e hoje sentimos medo da pessoa em quem possamos nos transformar? Em um tremendo desespero falei, ou tu seguras as porradas que estou levando, me protege, ou jogo a toalha e desisto dessa luta....e plagiando o texto usarei a frase do nosso amigo Che: "
Hay que endurecer, pero si perder la ternura jamás" ...

Rosa Soares

TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE





Personalidade é definida pela totalidade dos traços emocionais e de comportamento de um indivíduo (caráter). Pode-se dizer que é o "jeitão" de ser da pessoa, o modo de sentir as emoções ou o "jeitão" de agir. (Alguns nem sabe o significado dessa palavra, caráter, rsrsrs, mas deixa eu continuar lendo, para entender algumas criaturas que cruzam meu caminho).
Um transtorno de personalidade aparece quando esses traços são muito inflexíveis e mal ajustados, ou seja, prejudicam a adaptação do indivíduo às situações que enfrenta, causando a ele próprio, ou mais comumente aos que lhe estão próximos, sofrimento e incomodarão. ( Hummm... a ficha tá caindo...) Geralmente esses indivíduos são pouco motivados para tratamento, uma vez que os traços de caráter pouco geram sofrimento para si mesmos, mas perturbam suas relações com outras pessoas, fazendo com que amigos e familiares aconselhem o tratamento. Geralmente aparecem no início da idade adulta e são cronificantes (permanecem pela vida toda) se não tratados. ( Vixe... tem jeito não...rsrs)
As causas destes transtornos geralmente são múltiplas, mas relacionadas com as vivências infantis e as da adolescência do indivíduo. (Curioso...)
O tratamento desses transtornos é bastante difícil e igualmente demorado, pois em se tratando de mudanças de caráter, o indivíduo terá de mudar o seu próprio "jeito de ser" para que o tratamento seja efetivo. ( hummm mais dúvidas... )
Existem muitos tipos desses transtornos, como se vê a seguir:
     ( Vou continuar... talvez ajude a entender algumas criaturas que fazem parte desse mundo.. )

Transtorno de Personalidade Paranóide:

Indivíduos desconfiados, que se sentem enganados pelos outros, com dúvidas a respeito da lealdade dos outros, interpretando ações ou observações dos outros como ameaçadoras. São rancorosos e percebem ataques a seu caráter ou reputação, muitas vezes ciumentos e com desconfianças infundadas sobre a fidelidade dos seus parceiros e amigos.

Transtorno de Personalidade Esquizóide:

Indivíduos distanciados das relações sociais, que não desejam ou não gostam de relacionamentos íntimos, realizando atividades solitárias, de preferência. Pouco ou nenhum interesse em relações sexuais com outra pessoa, e pouco ou nenhum prazer em suas atividades. Não têm amigos íntimos ou confidentes, não se importam com elogios ou críticas, sendo frios emocionalmente e distantes.

Transtorno de Personalidade Esquizotípica:

Indivíduos excêntricos e estranhos, que têm crenças bizarras, com experiências de ilusões e pensamento e discurso extravagante. Falta de amigos e muita ansiedade no convívio social.

Transtorno de Personalidade Borderline:

Indivíduos instáveis em suas emoções e muito impulsivos, com esforços incríveis para evitar abandono (até tentativas de suicídio). Têm rompantes de raiva inadequada. As pessoas a sua volta são consideradas ótimas, mas frente a recusas tornam-se péssimas rapidamente, sendo desconsideradas as qualidades anteriormente valorizadas. Costumam apresentar uma hiper reatividade afetiva, em que as situações boas são ótimas ou excelentes, e as ruins ou desfavoráveis são péssimas ou catastróficas.

Transtorno de Personalidade Narcisista: ( Lembra um pouco...)

Indivíduos que se julgam grandiosos, com necessidade de admiração e que desprezam os outros, acreditando serem especiais e explorando os outros em suas relações sociais, tornando-se arrogantes. Gostam de falar de si mesmos, ressaltando sempre suas qualidades e por vezes contando vantagens de situações. Não se importam com o sofrimento que causam nas outras pessoas e muitas vezes precisam rebaixar e humilhar os outros para que se sintam melhor.

Transtorno de Personalidade Anti-social: (Bingo! Achei... é este)

Indivíduos que desrespeitam e violam os direitos dos outros, não se conformando com normas. Mentirosos, enganadores e impulsivos, sempre procurando obter vantagens sobre os outros. São irritados, irresponsáveis e com total ausência de remorsos, mesmo que digam que têm, mais uma vez tentando levar vantagens. Podem estabelecer relacionamentos afetivos superficiais, mas não são capazes de manter vínculos mais profundos e duradouros. 
( Acho que encontrei um tipo de tratamento....Talvez a família seja um ponto de partida... não custa tentar... O importante é ajudar...  )

Transtorno de Personalidade Histriônica: ( aí... este também parece)

Indivíduos facilmente emocionáveis, sempre em busca de atenção, sentindo-se mal quando não são o centro das atenções. São sedutores, com mudanças rápidas das emoções. Tentam impressionar aos outros, fazendo uso de dramatizações, e tendem a interpretar os relacionamentos como mais íntimos do que realmente são.

Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva:

Indivíduos preocupados com organização, perfeccionismo e controle, sempre atento a detalhes, listas, regras, ordem e horários. Dedicação excessiva ao trabalho, dão pouca importância ao lazer. Teimosos, não jogam nada fora ("pão-duro") e não conseguem deixar tarefas para outras pessoas.

Transtorno de Personalidade Esquiva:

Indivíduos tímidos (exageradamente), muito sensíveis a críticas, evitando atividades sociais ou relacionamentos com outros, reservados e preocupados com críticas e rejeição. Geralmente não se envolvem em novas atividades, vendo a si mesmos como inadequados ou sem atrativos e capacidades.

Transtorno de Personalidade Dependente:

Indivíduos que têm necessidade de serem cuidados, submissos, sempre com medo de separações. Têm dificuldades para tomar decisões, necessitam que os outros assumam a responsabilidade de seus atos, não discordam, não iniciam projetos. Sentem-se muito mal quando sozinhos, evitando isso a todo custo.
O tratamento desses transtornos baseia-se na Psicoterapia (de orientação analítica ou comportamental na maioria dos casos) e Psicanálise. Algumas vezes deve-se também tratar outros transtornos que se desenvolvem juntamente com esses, e na maioria das vezes, por causa desses. Aparece comumente depressão e ansiedade associados a esses transtornos. A procura pelo atendimento é geralmente estimulada pelos amigos e familiares, que são muito mais incomodados pelo transtorno que o próprio indivíduo. Não se pode esquecer que muitas dessas características fazem parte dos traços normais de muitos indivíduos, e somente quando esses traços são muito rígidos e não adaptativos é que constituem um transtorno. 

Colaboradoras
Dra. Alice Sibile Koch
Dra. Dayane Diomário da Rosa

O peso da solidão...


Definida como um estado de espírito, a solidão, quando se instala no interior de uma pessoa, pode servir-lhe de grande bem ou como algo negativo e prejudicial. Pode ser um bem, à medida que o ser humano necessita estar só, quando realiza um trabalho que exige concentração ou reflete sobre sua vida. Há aqueles que até abençoam a solidão em que vivem, porque sabem desfrutar de seus benefícios. A solidão é negativa quando passa a ser um recuo diante da vida.
Há quatro grandes aspectos em que é possível o ser humano se realizar: o afetivo, o profissional, o social e o pessoal. Ele até pode ser bem-sucedido em alguns deles. Mas justamente no aspecto pessoal, em que descobre quem é, o que deseja, com quem gostaria de estar, que se instala a solidão. Quando a pessoa não está bem consigo mesma, quando não digere mágoas, perdas e tristezas, apresenta o terreno propício para que nela se instalem sentimentos negativos. Pode haver, nesses momentos, dois tipos de reação: a daquela que se sente só e definha, e a de quem se sente só e agride. A solidão é o estado de quem não sabe participar da vida.
A solidão não é apenas circunstancial. Alguém pode morar sozinho e ser muito feliz, pois curte o que faz e se encontra de bem com a vida. Mas para quem não alimenta sonhos, não tem objetivos, não vibra positivamente e não é otimista diante dos acontecimentos, é difícil viver. Pára no tempo e ali fica, emperrado.
As pessoas solitárias normalmente são pessimistas, pois ruminam sempre o lado negativo de seu passado: aquilo que não deu certo. Queixam-se de tudo e de todos, e não sobra nada para ser avaliado.
Algumas até gostam de sofrer e se comprazem em chamar a atenção dessa forma. Porém, outras já nascem com esse sentido de solidão – um vazio interior. Experimentam uma tristeza que não explicam, mas que as afasta dos outros. E preciso vasculhar muito para saber o que aconteceu com elas, para ajudá-las a sair dessa situação.
Os que vivem circunstancialmente sós às vezes são solitários, mas nem sempre sentem solidão. Por exemplo: uma pessoa de 80 anos, que não tem mais parentes, está só pelas circunstâncias. Mas, além das circunstâncias, pode se sentir mais só ainda. Dependendo do temperamento, apesar da situação, ela não sente o peso da solidão: faz-se acompanhar pelo rádio, pela televisão, lê um livro, curte sua casa e suas lembranças. Curte o mundo dela. Existe diferença entre a pessoa que se sente sozinha pela vida e a que se coloca sozinha perante ela. Quantas vezes não ouvimos alguém dizer que, no meio de muita gente, se sente só?
Há ainda a solidão do casamento. Tanto a mulher quanto o homem, quando são fechados diante do companheiro e dos filhos, não sabem como trocar experiências. Já a pessoa só não tem com quem repartir, não tem quem lhe dê a mão.
A primeira coisa que alguém em estado de solidão deve fazer é saber por que se sente só, vazio, infeliz, rejeitado e desinteressado de tudo. Há nele uma mágoa profunda que vem de longe. Tem medo das pessoas, sente depressão e angústia.
Nesses momentos, o importante é ir ao encontro da verdade e tentar administrá-la, com o intuito de superar esse estado. Ficar sentada esperando que tudo caia do céu é utopia. Se há interesse em participar da vida, atualizar-se, ocupar-se com algum trabalho manual, a vida se torna mais suave.
Solidão é um estado de espírito. Quem a sente não está bem consigo e com o mundo. Porém, isso depende da história e da natureza de cada um. Na natureza, há a índole e o meio ambiente, duas forças muito poderosas. Às vezes, o meio ambiente é péssimo, mas a índole é ótima. A pessoa supera esse aspecto negativo de sua vida. Outras vezes, acontece o contrário, e ela também supera. Porque há naturezas iguais com histórias diferentes, de pessoas que reagem de forma distinta. Irmãos da mesma família, por exemplo, criados do mesmo jeito, com as mesmas dificuldades, posicionam-se distintamente diante da vida: um se torna encolhido para sempre; outro é a personificação da agressividade, enquanto o terceiro caminha tranquilo pela vida afora. Sua natureza difere da dos demais irmãos. É algo maior que não se explica e que nós, seres humanos pequenos e finitos, não entendemos.
Para vencer a solidão, além de saber a causa, o indivíduo precisa saber o que o tiraria desse estado. E batalhar para conseguir isso. Para cada pessoa existe um caminho diferente, e deve-se lutar para alcançá-lo. A resposta negativa da vida ela já tem, agora é preciso buscar a positiva, pois a solidão costuma matar de tristeza. A pessoa vai se atrofiando e, quanto mais fraca ficar, menos condições de reagir tem.

Luiz Carlos Gomes