terça-feira, 14 de outubro de 2014

O coração


Nosso coração bombeia milhares de emoções por segundos... Emoções novas e às vezes as emoções antigas que parecem não querer sair de dentro da gente. Muitas vezes a gente vive pensando que fazer com tantos problemas que temos dentro do coração. Às vezes guardamos tantas coisas dentro dele que mais parece um quartinho de bagunças e que ao longo dos anos vamos deixando lá dentro sem sequer mexer neles. São coisas naturais de um ser humano, deixamos ali algumas vezes a raiva, o ódio, o ciúme, o orgulho e todas as coisas negativas que só servem para destruir a nossa vida. Mas também dentro do mesmo coração guardamos coisas boas é como se tivéssemos outro quartinho só de coisas boas, que conquistamos ao longo de nossas vidas. O amor, bondade, mansidão, fazem parte de uma conquista que valorizamos mais que todas coisas negativas que podemos ter. Com isto caminhamos sempre rumo a vitória, porque as coisas ruins de nossas vida, por mais que deixamos elas ficarem, as de maiores valores é que nos sobressaem com valores insuperáveis. Então dentro do nosso coração pode-se até deixar coisinhas e afins, mas que embora achassem que estão tudo bem elas corrói como uma gangrena sem cura. Por esta razão não podemos deixar que estas “coisinhas” afetem nosso estilo de vida, porque sentimentos bons ou ruins fazem de nos o que somos. A nossa boca fala do que existe dentro do nosso coração. Somos peritos em guardar tantas “coisinhas” que acabamos esquecendo-se das coisas boas que fazemos ao longo de nossas vidas. Às vezes nosso passado fica estampado em nossa mente e não percebemos que a vida segue seu curso e não podemos viver se lastimando de um passado mal resolvido em nossas vidas. Precisamos aprender que a vida segue e sempre para frente e precisamos limpar a “ nossa lixeirinha do coração” e eliminar toda coisas que nos perturba e nos faz ficarmos tristes e as vezes com mágoas que não nos levará a lugar algum. Por esta razão precisamos olhar para o futuro e vivermos o presente, porque o passado embora tenha sido útil com lindos momentos em nossas vidas, é passado, então tenhamos firmes em nossas propostas de continuar enfrente porque lá na frente coisas novas e boas poderemos alcançar. Pensemos então com o coração, mas com a razão e não com sentimentos, porque os sentimentos são inconstantes, variáveis e pode mudar a qualquer momento, mas a razão não. Então diante de uma decisão importante em nossas vidas olhemos para dentro de nos mesmo e examinemos que para todas as situações a uma resposta, procuremos então estas respostas com sabedoria diante de Deus, porque Deus dá ao símplices a sabedoria para discernir o bem e o mal. Se plantarmos coisas boas, coisas boas vamos colher se, porém plantarmos coisas ruins destas coisas ruins iremos também colher. Sondemos nossos corações e vejamos quais são nossas prioridades, e busquemos de Deus para tirar todo empecilhos para uma vida nova. Porque as misericórdias de Deus se renovam a cada manhã. E somente por causa destas misericórdias que homem sobrevive. Mas se continuarmos aguardar em nossos corações “coisinhas”, estas mesmas “coisinhas de estimação” que guardamos continuará fazendo estragos terríveis em nossas vidas e sentimento. Portanto é mister que deixemos todo o embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e que nos prende. Confiemos nas promessas de Deus porque são elas que nos fazem viver e ser vencedor. Em outras palavras guarda o seu coração para não pecar contra o Senhor, e viva seu dia a dia um dia de cada vez, porque Deus nos dará vitória.

Agenivaldo Almeida Silva

AS ROSAS


À
Minha amiga Rosa Soares
De
Rosa P

Rosas que desabrochais,
Como os primeiros amores,
Aos suaves resplendores
Matinais;

Em vão ostentais, em vão,
A vossa graça suprema;
De pouco vale; é o diadema
Da ilusão.

Em vão encheis de aroma o ar da tarde;
Em vão abris o seio úmido e fresco
Do sol nascente aos beijos amorosos;
Em vão ornais a fronte à meiga virgem;
Em vão, como penhor de puro afeto,
Como um elo das almas,
Passais do seio amante ao seio amante;
Lá bate a hora infausta
Em que é força morrer; as folhas lindas
Perdem o viço da manhã primeira,
As graças e o perfume.
Rosas que sois então? – Restos perdidos,
Folhas mortas que o tempo esquece, e espalha
Brisa do inverno ou mão indiferente.
Tal é o vosso destino,
Ó filhas da natureza;
Em que vos pese à beleza,
Pereceis;
Mas, não...
SE A MÃO DE UM POETA
VOS CULTIVA AGORA, Ó ROSAS
MAIS VIVAS , MAIS JUBILOSAS
FLORESCEIS.

Machado de Assis

O fantasma da culpa


“Tem gente que parece ter o poder de me tirar do sério. Me acusam pelos erros do passado como se eu os renovasse todos os dias. Isso me angústia muito!”
Essa é um situação bem frequente. Alguém comete um ou mais erros no passado e aquilo vira um eterno fantasma, uma sombra que o acompanhará por muito tempo.
Em primeiro lugar, quem de nós jamais cometeu erros? O que nos diferencia não é o fato de comete-los ou não, mas nossa capacidade de enxergá-los, reconhece-los e superá-los. Quando identifico algo que não deveria ter feito cabe exclusivamente a mim aprender, modificar, e, sobretudo, me perdoar.
Isso porque ninguém tem o poder de te “tirar do sério”, mantendo sobre o sequestro psicológico da acusação, como se por conta de um erro do passado precisasse ser punido eternamente com a lembrança do que já foi. Isso só acontece enquanto permito. O dedo apontado, o argumento hostil, o peso de uma acusação só nos achata se for absorvido pela via da culpa.
É como se eu aceitasse o “castigo eterno” por inconscientemente acreditar que mereço, afinal, “como fui mau! que venha o carrasco, eu devo apanhar!”. Essa energia alimenta o “acusador” que por sua vez ganha poder, se sente mais forte.
Sei que às vezes a gente pisa na bola, que nem sempre agimos com coerência, há erros graves que interferem na vida de outras pessoas, que deixa sequelas. Talvez sua culpa esteja ligada à uma sucessão de enganos, de escolhas erradas, talvez seja a sensação de ter arruinado um passado inteiro, mesmo assim, você tem consciência disso hoje? Está claro que os erros do passado ficaram lá? Já reconheceu e de alguma maneira tentou se desculpar (caso seja possível) com quem foi prejudicado com possíveis erros seus? Então, só falta perdoar a si mesmo.
Não há necessidade de punição eterna, de alimentar uma culpa incessante, de permitir que quem quer que seja lhe domine pela via da acusação. Se você deixar o erro aonde ele ficou, no passado, se aceitar que de fato é uma pessoa diferente, pacificará consigo mesmo e sua paz será impenetrável por qualquer acusação.
Pacifique-se, todos erramos, somos humanos, estamos aprendendo. O que nos diferencia é a capacidade de abrir mão dos excessos que nos “deformam”, deixar para trás e seguirmos nosso caminho. Se alguém quiser permanecer no passado, paciência, mas não permita que te segurem por lá.
Perdoar-se é necessário.

Flavio Siqueira

É assim que deve ser.... se a mudança de fato aconteceu, corrigiu o erro, o passado deve ser deixado para trás,  o verdadeiro perdão para te trazer a paz tem que partir de você mesmo....
É... o Flavio me encanta com os seus textos.... com a sua alma.... com a sua luz... 

Rosa

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

The Winner Takes It All


I don't wanna talk
About the things we've gone through
Though it's hurting me
Now it's history
I've played all my cards
And that's what you've done too
Nothing more to say
No more ace to play
The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
That's a destiny
I was in your arms
Thinking I belonged there
I figured it made sense
Building me a fence
Building me a home
Thinking I'd be strong there
But I was a fool
Playing by the rules
The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
The winner takes it all.
The loser has to fall
It's simple and it's plain.
Why should I complain.
But tell me does she kiss
Like I used to kiss you?
Does it feel the same
When she calls your name?
Somewhere deep inside
You must know I miss you
But what can I say
Rules must be obeyed
The judges will decide
The likes of me abide
Spectators of the show
Always staying low
The game is on again
A lover or a friend
A big thing or a small
The winner takes it all
I don't wanna talk
If it makes you feel sad
And I understand
You've come to shake my hand
I apologize
If it makes you feel bad
Seeing me so tense
No self-confidence
But you see
The winner takes it all
The winner takes it all...
The game is on again
A lover or a friend
A big thing or a small
The winner takes it all
Someone dear...
Takes it all...
The loser ...
 

ABBA

 

♥ Se acaso me quiser...



♥ Se acaso me quiser sou dessas mulheres: Complicadas, determinada, meiga, sincera, louca, carinhosa, arrogante, desajeitada, engraçada, brincalhona, melhor amiga, ácida, apaixonada, sonhadora, sorriso sarcástico e um leve tom de ironia, sou muito boa, mas como toda garota boa também sei ser má. ♥

Paolla Cristiny
Postado por: Rosa P

A Felicidade pode demorar


Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar...é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto.
É a força da natureza nos chamando para a vida.
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.
Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.
Descobre também que outras disseram eu te amo uma única vez.
E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu.
(dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.
Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.
Manifeste suas ideias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra.
Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco.
Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado.
Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.
Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...

François de Bitencourt

Todos um

Agora, exatamente nesse instante, uma ave pousa sobre as pedras, para um tempo, um ou dois minutos no máximo, olha o mar revolto, o céu e voa.
Em algum canto do norte do México um Coiote observa uma presa com cuidado. Ele se movimenta lentamente para não espantá-la até que, de repente, avança.
Há um menino que desistiu do que estava fazendo para prestar atenção em um inseto que escala uma folha com certa dificuldade.
Ele está no jardim da casa do avô que entrou apressadamente para não sei o que. O menino sorri, o inseto se esforça, o menino estica o dedinho para ajudar, o bichinho se assusta e voa, o menino se assusta e corre. O avô também corre assustado.
Longe dali, sobre uma arvore de eucaliptos em algum lugar da Austrália um Coala prossegue no sono que durava horas. Um intenso sopro de vento agita as folhas, um raio anuncia o temporal, ele acorda, se mexe, se ajeita mas não sai do lugar. O vento continua, a chuva está mais perto, o Coala dormiu de novo.
Enquanto isso, olhos alheios as realidades que o cerca passeiam entre letras organizadas em um texto. Lê e ignora os processos de fora e os de dentro. O mundo dos entes, o mundo biológico que lhe habita, o universo de percepções que é.
Em algum canto do que chamamos de mundo há uma menina desiludida, um cara orgulhoso, uma senhora cansada, um adolescente entediado, um homem que não sabe, mas ainda hoje saberá, que a dor de cabeça dos últimos dias é mais do que uma dor de cabeça. Antes que o dia termine ele voltará para casa.
Nosso tempo no tempo, o espaço que ocupamos na relatividade não contempla o universo que nos vincula. Mal sabemos o que somos. Vivemos como se fossemos consciências solitárias, desconectados, dependentes da boa sorte ou do bom comportamento, de premiações, gratificações meritórias, golpes de sorte que abrem caminho para este ou aquele.
Desconsideramos que agora, nesse fragmento de tempo, exatamente nesse instante, estamos vinculados a tudo o que respira, a tudo o que existe, a tudo o que é. A realidade das aves, dos coiotes, dos meninos, dos avôs, dos insetos, da vida que acontece o tempo todo, sem que eu veja, sem que eu saiba, sem que eu sinta.
Vivemos sem noção de que o universo nos habita. O mar que bate nas pedras ecoa em algum lugar dentro de mim, há coiotes caminhando em minha alma, choro de meninos, passos de avô, insetos que voam aqui dentro porque sei que de alguma maneira também estamos conectados, a menina desiludida, o cara orgulhoso, a senhora cansada, o adolescente entediado e o homem que voltará para casa.
Um dia todos voltaremos. Enquanto isso, vivamos como se todas as coisas existissem de alguma maneira em nós. Elas existem.Gratos por pisar em chão sagrado, compartilhando uns com os outros o privilégio de ser casa de Deus, vivos, vidas que se tocam mesmo quando não se conhecem, vinculados mesmo enquanto se sentem sós.
Há muitos mundos acontecendo nesse instante. Há muitas realidades, infinitas conexões que você não vê, não sabe, não sente, mas ainda assim lhe tocam, portanto, cale-se, aquiete-se, ouça, sinta com reverencia.
O avô que estava correndo chegou no menino assustado e o abraça. O inseto voou para longe e não viu que que tudo ficou bem. Foi o que pensou a esposa que vela o corpo do marido. Ele voltou para casa. O choro sempre passa, os sustos são apenas sustos, um dia todos seremos um.

Flavio Siqueira