segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Tobit voltou para a sua casa; e foram-lhe restituídos todos os seus bens.


1. Tobit, da tribo e da cidade de Neftali (situada na Galiléia superior, acima de Naasson, atrás do caminho do ocidente, tendo à esquerda a cidade de Sefet), 2. foi levado para o cativeiro no tempo de Salmanasar, rei dos assírios. Embora cativo, ele não abandonou o caminho da verdade.
3. Tudo aquilo, de que podia dispor, distribuía cada dia a seus irmãos de raça, que partilhavam com ele sua sorte de cativo.
4. Embora fosse ele o mais jovem da tribo de Neftali, seu proceder nada tinha de pueril.
5. Por isso, enquanto todos eles iam adorar os bezerros de ouro que o rei de Israel, Jeroboão, tinha feito, só ele fugia da companhia de todos e 6. dirigia-se ao templo do Senhor em Jerusalém, onde adorava o Senhor Deus de Israel, oferecendo fielmente as primícias e os dízimos de todos os seus bens.
7. De três em três anos, dava aos prosélitos e aos estrangeiros todo o seu dízimo.
8. Esta e outras práticas semelhantes da lei de Deus, tinha observado desde a sua infância.
9. Quando se tornou adulto, desposou uma mulher de sua tribo, chamada Ana, da qual teve um filho, a quem deu o nome de Tobias.
10. Ensinou-lhe desde a sua mais tenra idade a temer a Deus e a se abster de todo o pecado.
11. Desse modo, quando chegou com sua mulher e seu filho, como cativo, no meio de sua tribo, à cidade de Nínive, 12. embora todos os outros comessem dos alimentos dos pagãos, guardou sua alma pura, e jamais contraiu mancha alguma com seus alimentos.
13. E porque ele conservava com todo o seu coração a lembrança de Deus, Deus tornou-o simpático ao rei Salmanasar, 14. que o autorizou a ir aonde quisesse, e a fazer o que quer que lhe agradasse.
15. Ele ia, pois, visitar todos os deportados e dava-lhes conselhos salutares.
16. Foi um dia a Ragés, cidade da Média, com dez talentos de prata que o rei lhe tinha dado.
17. Encontrando entre a multidão dos seus compatriotas um homem de sua tribo, chamado Gabael, o qual se achava em dificuldades, deu-lhe a sobredita quantia de prata, mediante um recibo.
18. Passou o tempo; Salmanasar morreu e Senaquerib, seu filho, sucedeu-lhe no trono. Ora, Senaquerib odiava os israelitas.
19. Tobit ia diariamente visitar toda a sua parentela, consolava-a e distribuía dos seus bens a cada um, segundo as suas posses.
20. Alimentava os famintos, vestia os nus, e, com uma solicitude toda particular, sepultava os defuntos e os que tinham sido mortos.
21. Quando o rei Senaquerib, fugindo da Judéia ao castigo com que Deus o ferira por suas blasfêmias, mandou assassinar, na sua ira, um grande número de israelitas, Tobit sepultou os seus cadáveres.
22. Denunciaram-no ao rei, que o mandou matar e confiscou todos os seus bens.
23. Tobit, porém, despojado de tudo, fugiu com seu filho e sua mulher e, como tinha muitos amigos, conseguiu permanecer oculto.
24. Ora, quarenta e cinco dias depois, o rei foi assassinado por seus filhos, 25. e Tobit voltou para a sua casa; e foram-lhe restituídos todos os seus bens.

1 I am Tobit and this is the story of my life. My father was Tobiel, my grandfather was Ananiel, and my great-grandfather was Aduel. Aduel's father was Gabael; his grandfather was Raphael; and his great-grandfather was Raguel, who belonged to the clan of Asiel, a part of the tribe of Naphtali. 2 During the time that Shalmaneser was emperor of Assyria, I was taken captive in my hometown of Thisbe, located in northern Galilee, south of Kadesh in Naphtali, northwest of Hazor, and north of Phogor.

Tobit's Early Life
3 All my life I have been honest and have tried to do what was right. I often gave money to help needy relatives and other Jews who had been deported with me to Nineveh, the capital of Assyria.

4 When I was young, I lived in northern Israel. All the tribes in Israel were supposed to offer sacrifices in Jerusalem. It was the one city that God had chosen from among all the Israelite cities as the place where his Temple was to be built for his holy and eternal home. But my entire tribe of Naphtali rejected the city of Jerusalem and the kings descended from David. 5 Like everyone else in this tribe, my own family used to go to the city of Dan in the mountains of northern Galilee to offer sacrifices to the gold bull-calf which King Jeroboam of Israel had set up there.

Tobit's Faithfulness to His Religion
6 I was the only one in my family who regularly went to Jerusalem to celebrate the religious festivals, as the Law of Moses commands everyone to do. I would hurry off to Jerusalem with the first part of my harvest, the first-born of my animals, a tenth of my cattle, and the freshly clipped wool from my sheep. Then I would stand before the altar in the Temple, and give these offerings to the priests, the descendants of Aaron. 7 I would give a tenth of my grain, wine, olive oil, pomegranates, figs, and other fruits to the Levites who served God in Jerusalem. Every year, except the seventh year when the land was at rest,[a] I would sell a second tenth of my possessions and spend the money in Jerusalem on the festival meal.

8 But every third year, I would give a third tithe[b] to widows and orphans and to foreigners living among my people, and we would eat the festival meal together. I did this in keeping with the Law of Moses, which Deborah, the mother of my grandfather Ananiel, had taught me to obey. (I had been left an orphan when my father died.)

Tobit's Faithfulness in Exile
9 When I grew up, I married Anna, a member of my own tribe. We had a son and named him Tobias. 10 Later, I was taken captive and deported to Assyria, and that is how I came to live in Nineveh.

While we lived in Nineveh, all my relatives and the other Jews used to eat the same kind of food as the other people who lived there, 11 but I refused to do so. 12 Since I took seriously the commands of the Most High God, 13 he made Emperor Shalmaneser respect me, and I was placed in charge of purchasing all the emperor's supplies.

14 Before the emperor died, I made regular trips to the land of Media to buy things for him there. Once, when I was in the city of Rages in Media, I left some bags of money there with Gabael, Gabrias' brother, and asked him to keep them for me. There were more than 600 pounds of silver coins in those bags. 15 When Shalmaneser died, his son Sennacherib succeeded him as emperor. It soon became so dangerous to travel on the roads in Media that I could no longer go there.

Tobit Buries the Dead
16 While Shalmaneser was still emperor, I took good care of my own people whenever they were in need. 17 If they were hungry, I shared my food with them; if they needed clothes, I gave them some of my own. Whenever I saw that the dead body of one of my people had been thrown outside the city wall, I gave it a decent burial.

18 One day Sennacherib cursed God, the King of Heaven; God punished him, and Sennacherib had to retreat from Judah. On his way back to Media he was so furious that he killed many Israelites. But I secretly removed the bodies and buried them; and when Sennacherib later searched for the bodies, he could not find them.

19 Then someone from Nineveh told the emperor that I was the one who had been burying his victims. As soon as I realized that the emperor knew all about me and that my life was in danger, I became frightened. So I ran away and hid. 20 Everything I owned was seized and put in the royal treasury. My wife Anna and my son Tobias were all I had left.

Tobit's Nephew Rescues Him
21 About six weeks later, two of Sennacherib's sons assassinated him and then escaped to the mountains of Ararat. Another son, Esarhaddon, became emperor and put Ahikar, my brother Anael's son, in charge of all the financial affairs of the empire. 22 This was actually the second time Ahikar was appointed to this position, for when Sennacherib was emperor of Assyria, Ahikar had been wine steward, treasurer, and accountant, and had been in charge of the official seal. Since Ahikar was my nephew, he put in a good word for me with the emperor, and I was allowed to return to Nineveh.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Castigo, arrependimento e esperança


1 Eu sou aquele que sabe o que é sofrer os golpes da ira de Deus.
2 Ele me levou para a escuridão e me fez andar por caminhos sem luz.
3 Com a sua mão, me bateu muitas vezes, o dia inteiro.
4 Deus fez envelhecer a minha carne e a minha pele e quebrou os meus ossos.
5 Em volta de mim, ele construiu um muro de sofrimento e amargura. 
6 Ele me fez morar na escuridão, como se eu estivesse morto há muito tempo.
7 Deus me amarrou com pesadas correntes; estou na prisão e não posso escapar.
8 Grito pedindo socorro, mas ele não quer ouvir a minha oração.
9 Não posso seguir em frente, pois, com grandes blocos de pedra, ele fechou o meu caminho.
10 Deus tem sido para mim como um leão de tocaia, como um urso pronto para atacar.
11 Ele me afastou do caminho, me fez em pedaços e depois me abandonou.
12 Ele armou o seu arco e fez de mim o alvo das suas flechas.
13 As flechas atiradas por Deus entraram fundo na minha carne.
14 O dia inteiro as pessoas riem de mim; elas zombam de mim nas suas canções.
15 Deus me encheu de comidas amargas e me fez beber fel até eu não poder mais.
16 Ele esfregou o meu rosto no chão e quebrou os meus dentes nas pedras.
17 Já não sei mais o que é paz e esqueci o que é felicidade.
18 Não tenho muito tempo de vida, e a minha esperança no Senhor acabou.
19 Eu lembro da minha tristeza e solidão, das amarguras e dos sofrimentos.
20 Penso sempre nisso e fico abatido.
21 Mas a esperança volta quando penso no seguinte:
22 O amor do Senhor Deus não se acaba, e a sua bondade não tem fim.
23 Esse amor e essa bondade são novos todas as manhãs; e como é grande a fidelidade do Senhor!
24 Deus é tudo o que tenho; por isso, confio nele.
25 O Senhor é bom para todos os que confiam nele.
26 O melhor é ter esperança e aguardar em silêncio a ajuda do Senhor.
27 E é bom que as pessoas aprendam a sofrer com paciência desde a sua juventude.
28 Quando Deus nos faz sofrer, devemos ficar sozinhos, pacientes e em silêncio.
29 Devemos nos curvar, humildes, pois ainda pode haver esperança.
30 Quando somos ofendidos, não devemos reagir, mas sim suportar todos os insultos.
31 O Senhor não rejeita ninguém para sempre. 
32 Ele pode fazer a gente sofrer, mas também tem compaixão porque o seu amor é imenso.
33 Não é com prazer que ele nos causa sofrimento ou dor.
34 Deus sabe quando neste país os prisioneiros são massacrados sem compaixão.
35 O Deus Altíssimo sabe quando são desrespeitados os direitos humanos, que ele mesmo nos deu.
36 Sim, o Senhor sabe quando torcem a justiça num processo.
37 Ninguém pode fazer acontecer nada se Deus não quiser.
38 Tanto as coisas boas como as más acontecem por ordem do Deus Altíssimo.
39 Por que nos queixarmos da vida quando somos castigados por causa dos nossos pecados?
40 Examinemos seriamente o que temos feito e voltemos para o Senhor.
41 Abramos o nosso coração a Deus, que está no céu, e oremos assim:
42 “Ó Deus, nós pecamos, nos revoltamos, e não nos perdoaste.
43 “Tu ficaste irado conosco, nos perseguiste, nos mataste sem dó nem piedade.
44 Tu te cercaste de nuvens para que as nossas orações não chegassem a ti.
45 Fizeste com que as nações olhassem para nós
como se fôssemos um monte de lixo e refugos. 
46 “Somos insultados por todos os nossos inimigos.
47 Temos vivido no meio de medos, perigos, desgraças e destruição.”
48 Dos meus olhos correm rios de lágrimas por causa da destruição do meu povo.
49 Sem parar, os meus olhos vão derramar lágrimas 50 até que o Senhor olhe lá do céu e nos veja.
51 O meu coração sofre muito quando penso no que vi acontecer com as mulheres da minha cidade.
52 Os meus inimigos, que não tinham razão para me odiar, me caçaram como se eu fosse um passarinho.
53 Eles me jogaram vivo num poço e o taparam com uma pedra.
54 A água subiu acima da minha cabeça, e eu pensei: “Estou perdido!”
55 Do fundo do poço, gritei pedindo a tua ajuda, ó Senhor.
56 Roguei que me escutasses, e tu ouviste o meu grito.
57 No dia em que te chamei, chegaste perto de mim e disseste: “Não tenha medo!”
58 Ó Senhor, tu vieste me socorrer e salvaste a minha vida.
59 Julga a meu favor, ó Senhor, pois conheces as injustiças que tenho sofrido.
60 Tu sabes como os meus inimigos são vingativos e conheces os planos que fazem contra mim.
61 Ó Senhor Deus, tu ouviste os seus insultos e conheces todos os seus planos.
62 Tu sabes que o dia inteiro falam contra mim e planejam me prejudicar.
63 Tu vês que, em todos os momentos, eles zombam de mim.
64 Ó Senhor, dá-lhes o que merecem, castiga-os pelo que têm feito.
65 Amaldiçoa-os e faze com que eles caiam no desespero.
66 Persegue-os na tua ira, ó Senhor, e acaba com eles aqui na terra!

O Senhor Deus me ensina o que devo dizer a fim de animar os que estão cansados...


1 O Senhor Deus diz ao seu povo: “Será que vocês acham que eu os mandei embora como um homem manda embora a sua mulher? Então onde está o documento de divórcio? Ou acham que eu os vendi como escravos a fim de pagar as minhas dívidas? Não! Vocês foram levados prisioneiros por causa dos seus pecados; eu os mandei embora por causa das suas maldades. 
2 Por que é que ninguém foi me encontrar quando eu vim salvá-los? Por que ninguém respondeu quando eu chamei? Será que agora não tenho poder para salvá-los? Será que já perdi toda a minha força? Não! É só eu dar uma ordem, e o mar seca. Faço os rios virarem um deserto; assim, por falta de água, os peixes morrem de sede e começam a cheirar mal.
3 Posso cobrir de escuridão o céu, posso fazê-lo vestir roupa de luto.” 

O sofrimento e a fidelidade do servo de Deus
4 O Senhor Deus me ensina o que devo dizer a fim de animar os que estão cansados.
Todas as manhãs, ele faz com que eu tenha vontade de ouvir com atenção o que ele vai dizer.
5 O Senhor Deus me deu entendimento, e eu não me revoltei, nem fugi dele.
6 Ofereci as minhas costas aos que me batiam e o rosto aos que arrancavam a minha barba. Não tentei me esconder quando me xingavam e cuspiam no meu rosto.
7 Mas eu não me sinto envergonhado, pois o Senhor Deus me ajuda. Por isso, eu fico firme como uma rocha e sei que não serei humilhado,  8 pois o meu defensor está perto. 
Alguém tem uma causa contra mim? Então vamos juntos ao tribunal.
Alguém quer me processar? Que venha e apresente a sua acusação!
9 O Senhor Deus é quem me defende, e por isso ninguém poderá me condenar.
Todos os meus inimigos desaparecerão; serão como um vestido que as traças destruíram.
10 Escutem, vocês que temem o Senhor e obedecem às ordens do seu servo: 
se o caminho em que andam é escuro, sem nenhum raio de luz, confiem no Senhor, ponham a sua esperança no seu Deus.
11 Mas vocês que acendem uma fogueira e se armam com flechas incendiárias, todos vocês cairão no fogo que acenderam e serão mortos pelas suas próprias flechas.
O Senhor mandará esse castigo; um sofrimento horrível os espera.

Comentário devocional:

Deus havia abandonado Seu povo? Para muitos judeus parecia que sim. Seus inimigos eram uma ameaça constante para eles, e Deus havia predito o exílio dos judeus em uma terra estrangeira. Neste capítulo o Senhor apresentou diante deles duas questões legais: divórcio e escravidão (v.1).

Deus não tinha, de fato, se divorciado de Judá, apesar de muitos falarem desta maneira em Jerusalém. Se fosse assim, eles poderiam apresentar um certificado de divórcio? Não podiam. Não havia como obter provas de que isto houvesse acontecido. Deus também não os havia vendido permanentemente como escravos. Ninguém podia apresentar um documento de que os havia comprado. 

Judá seria mandado embora por um período de tempo, mas isso não significava uma ruptura permanente de seu relacionamento com Deus. Desta maneira, os judeus não poderiam em auto piedade reivindicar que haviam sido abandonados pelo Senhor. Na verdade, o Senhor já havia tentado várias vezes obter alguma resposta da Sua noiva: “Por que razão … quando chamei, ninguém respondeu?” (v.2 ARA),  Ele chorou.

Deus continua a justificar a sua capacidade de cuidar de Judá no verso 2. Sua mão não era curta que não os pudesse alcançar. A expressão “mão que não pode alcançar” estava relacionada à falta de recursos financeiros (Lv 5:7; 12:8; 14:21), a incapacidade de alguém de pagar o preço para libertar um escravo. Certamente, o Senhor do universo era totalmente capaz de sustentar sua “esposa”, bem como de pagar o resgate por ela. Ele não havia feito isso antes, quando Ele libertou o seu povo do Egito?

À pergunta no verso 2: “Quando eu chamei, por que ninguém respondeu?” (NVI) surge a resposta: Jesus, o Servo de Deus, seria esse homem, esperando ansiosamente para trabalhar para o Senhor. A cada manhã o Senhor acordava Jesus, despertava o Seu ouvido (v. 4), como discípulo fiel. Foi essa rotina matinal de se tornar cheio do Espírito e submissão diária, aprendendo a levar adiante a missão de Deus no mundo, que preparou Jesus a oferecer suas costas àqueles que O feriam (v. 6; ver Marcos 15:15). Os Evangelhos não registram que a barba de Jesus tenha sido arrancada (v. 6 NVI) em seu julgamento, embora isso possa ter acontecido. Jesus suportou tudo que o diabo pode imaginar trazer contra Ele.

Durante anos eu ministrei uma disciplina universitária sobre a vida de Jesus. Por volta da terceira semana, eu desafiava meus alunos a tentarem esta experiência: durante 10 dias pedirem a Deus que os acordasse todas as manhãs, como havia feito com Jesus, a fim de passarem tempo com Ele. No início, muitos estudantes que estudavam até tarde da noite não acreditavam que seria possível acordar cedo sem um despertador, simplesmente pelo sussurro do Senhor. Para grande surpresa deles, isto acontecia a todos aqueles que sinceramente desejavam passar tempo com Deus pela manhã.

Este era a grande necessidade de Cristo, e é também a nossa. “Muitos, mesmo nas horas de devoção, deixam de receber a bênção da comunhão real com Deus. Estão com demasiada pressa. Com passos precipitados se apressam a atravessar o círculo da amável presença de Cristo, detendo-se somente um momento no recinto sagrado, não esperando por conselho. Não têm tempo de ficar com o Mestre divino. Com seus fardos voltam eles a seus trabalhos. Estes trabalhadores nunca poderão alcançar o maior êxito antes que aprendam o segredo da força. Devem dar a si mesmos tempo para pensar, orar e esperar de Deus a renovação da força física, mental e espiritual. … Não uma parada momentânea em Sua presença, mas um contato pessoal com Cristo, assentando-nos em Sua companhia – tal é a nossa necessidade” (Educação, p 260-261).

Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA

sábado, 7 de fevereiro de 2015

A mensagem de Deus é uma carga?


Esperança no futuro
1-2 O Senhor, o Deus de Israel, diz o seguinte a respeito das autoridades encarregadas de cuidar do seu povo:— Ai de vocês, autoridades, que deixam que o meu povo seja morto e espalhado! Vocês não cuidaram do meu povo, mas o espalharam e o fizeram fugir. E agora eu castigarei vocês por causa das maldades que têm feito. Sou eu, o Senhor, quem está falando. 3 Ajuntarei o resto do meu povo dos países por onde os espalhei e os trarei de volta à sua pátria. Eles terão muitos filhos e aumentarão muito. 4 Eu lhes darei líderes que cuidarão deles. Não ficarão mais com medo, nem apavorados, e nenhum deles se perderá. Eu, o Senhor, estou falando. 5 O Senhor Deus diz ainda:— Está chegando o tempo em que farei com que de Davi venha um descendente que seja um rei justo. Esse rei governará com sabedoria e fará o que é certo e honesto no país inteiro. 6 Quando isso acontecer, o povo de Judá ficará seguro, e o povo de Israel viverá em paz. Esse rei será chamado de “Senhor, nossa Salvação”. 7 — Está chegando o tempo — diz o Senhor — em que o povo não jurará mais por mim como o Deus vivo que tirou Israel da terra do Egito. 8 Em vez disso, vão jurar por mim como o Deus vivo que fez o povo de Israel voltar da terra do Norte e de todas as terras onde eu os tinha espalhado. E eles viverão na sua própria terra.
Mensagem contra os profetas
9 A respeito dos profetas eu disse o seguinte: “O meu coração está esmagado, e eu estou tremendo. Por causa de Deus, o Senhor, por causa das suas santas palavras, eu sou como um bêbado, pareço um homem que bebeu muito vinho.
10 A terra está cheia de adultérios; o povo vive pecando e gasta as suas forças à toa. Por causa da maldição divina, a terra chora, e os pastos estão secos.”
11 O Senhor diz: “Os profetas e os sacerdotes não querem saber de mim; eu os peguei fazendo o mal no próprio Templo.
12 Os caminhos que eles seguem serão escuros, e neles será fácil escorregar; eu farei com que eles tropecem e caiam. Farei com que a desgraça venha sobre eles, pois está chegando o tempo do seu castigo. Sou eu, o Senhor, quem está falando.
13 Eu vi o pecado dos profetas de Samaria: eles anunciaram mensagens em nome do deus Baal e desviaram Israel, o meu povo. 
14 Mas vejo que os profetas de Jerusalém fazem pior ainda: cometem adultério, dizem mentiras, ajudam os outros a fazerem o mal, e assim ninguém para de fazer o que é errado.
Para mim, todos eles são como a cidade de Sodoma, são tão maus como o povo de Gomorra.
15 Por isso, eu, o Senhor Todo-Poderoso, digo o seguinte a respeito dos profetas de Jerusalém: Eu farei com que eles comam ervas amargas e bebam água envenenada porque espalharam a descrença pelo país inteiro.”
16 O Senhor Todo-Poderoso diz ao povo de Jerusalém:— Não escutem o que os profetas dizem, pois eles estão iludindo vocês com falsas esperanças. Dizem coisas que eles mesmos inventam e não aquilo que eu falei. 17 Eles continuam dizendo aos que desprezam a minha mensagem: “Tudo irá bem.” E dizem aos teimosos: “A desgraça não cairá sobre vocês.” 18 Então eu disse:— Qual desses profetas algum dia conheceu os pensamentos secretos do Senhor? Será que algum deles viu e ouviu a palavra do Senhor? Qual deles deu atenção à sua mensagem e obedeceu? 19 E continuei:— A ira do Senhor é uma tempestade, é um vento forte como um redemoinho, em cima da cabeça dos maus. 20 E essa ira não acabará até que Deus faça tudo o que planejou. No futuro, o seu povo compreenderá isso muito bem. 21 O Senhor Deus disse:— Eu não enviei esses profetas, nem lhes dei nenhuma mensagem. Mas assim mesmo eles saíram correndo e falaram em meu nome. 22 Se eles tivessem conhecido os meus pensamentos secretos, poderiam ter anunciado a minha mensagem e assim teriam feito o meu povo abandonar a sua vida errada e as maldades que vive praticando. 23 — Eu sou o Deus que está em toda parte e não num só lugar. Sou eu, o Senhor, quem está falando. 24 Ninguém pode se esconder num lugar onde eu não possa ver. Então vocês não sabem que estou em toda parte, no céu e na terra? 25 Eu sei o que têm dito esses profetas que falam mentiras em meu nome e afirmam que lhes dei minhas mensagens nos seus sonhos. 26 Por quanto tempo ainda esses profetas vão enganar o meu povo com as mentiras que inventam? 27 Eles pensam que os sonhos que contam vão fazer com que o meu povo me esqueça, assim como os pais deles me esqueceram por causa do deus Baal. 28 O profeta que teve um sonho devia contá-lo como um simples sonho. Mas o profeta que ouviu a minha mensagem devia anunciá-la fielmente. Que vale a palha comparada com o trigo? 29 A minha mensagem é como fogo, é como a marreta que quebra grandes pedras. Sou eu, o Senhor, quem está falando. 30 Eu sou contra esses profetas que roubam as palavras uns dos outros e as anunciam como se fossem a minha mensagem. 31 Também sou contra esses profetas que falam as suas próprias palavras e afirmam que elas vieram de mim. 32 Escutem o que eu, o Senhor, estou dizendo! Sou contra os profetas que contam sonhos cheios de mentiras. Eles contam esses sonhos e, dizendo mentiras e se gabando, fazem o meu povo errar. Eu não os enviei, nem os mandei ir, e eles não ajudam o meu povo em nada. Eu, o Senhor, estou falando.
A mensagem de Deus é uma carga?
33 O Senhor Deus me disse:— Jeremias, quando alguém do meu povo ou um profeta ou um sacerdote lhe perguntar: “Qual é a carga da mensagem do Senhor para nós?”, responda: “Vocês é que são uma carga para o Senhor, e ele vai se livrar de vocês.” 34 Se um profeta, ou um sacerdote, ou mesmo uma pessoa do povo usar as palavras “a mensagem do Senhor é uma carga”, eu o castigarei e também a sua família. 35 Em vez disso, cada um devia perguntar aos seus amigos e parentes o seguinte: “Qual foi a resposta do Senhor? O que foi que o Senhor disse?” 36 Mas eles nunca mais devem dizer estas palavras: “A mensagem do Senhor é uma carga.” Porque, se alguém disser isso, eu farei com que a minha mensagem se torne realmente uma carga para ele. O povo tem torcido as palavras do seu Deus, o Deus vivo, o Senhor Todo-Poderoso. 37 Jeremias, pergunte isto a cada profeta: “Qual foi a resposta que o Senhor lhe deu? O que foi que o Senhor disse?” 38 E, se eles responderem: “A mensagem do Senhor é uma carga”, então eu os castigarei por terem usado estas palavras que mandei que não usassem. 39 E certamente eu os pegarei, e jogarei longe de mim, e farei o mesmo com a cidade que dei a eles e aos seus antepassados. 40 Farei cair sobre eles vergonha eterna e desgraça eterna, que nunca serão esquecidas.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Não consigo mais acreditar em Deus! E agora?



Flávio Siqueira


Escutem, tentem analisar cada palavra... 
Deus é amor... não tenho dúvidas disso... 
Deus está dentro de cada um de nós...precisamos apenas enxergar isso, limpar o nosso coração, e deixar fluir, pois tudo o que vemos aqui fora, apenas reflete quem somos... ou o que somos....
Eu venho postando textos bíblicos, alguns até nos assustam... mas prestem atenção.... não se limitem ao entendimento apenas do texto, no início eu me fiz essa pergunta... Deus existe?  Que Deus é esse? É assim.... mas conversem com ele, e vocês entenderam. Ele está aí, dentro de cada um de vocês, esperando apenas ouvir as tuas perguntas... terás respostas. 
Lembram o que Jesus disse quando estava na Cruz?... "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" , que nome dariam a essa atitude?????  Eu? .... AMOR!
O Pai e o Filho são UM só SER... bem como todos nós, que hoje fazendo parte de um contexto, de uma história aqui na terra... também somos um, assim não temos como fazer mal ao nosso próximo sem ferirmos a nós mesmos....
Precisamos AMAR.... apenas AMAR!

Rosa Soares



Deus manda que o povo se arrependa


1No oitavo mês do segundo ano de Dario como rei da Pérsia, o Senhor Deus falou com o profeta Zacarias, filho de Baraquias e neto de Ido. O Deus Todo-Poderoso mandou que ele dissesse ao povo o seguinte: 2— Eu, o Senhor, fiquei muito irado com os seus antepassados. 3Portanto, agora eu digo a vocês: Voltem para mim, e eu, o Senhor Todo-Poderoso, voltarei para vocês. 4Não sejam como os seus antepassados, que não deram atenção aos profetas antigos quando eles anunciaram esta minha mensagem: “O Senhor Todo-Poderoso ordena que vocês deixem de ser maus e que abandonem as suas maldades.” Mas eles não me obedeceram. 5E agora onde estão os seus antepassados? E será que aqueles profetas ainda estão vivos? 6Por meio dos meus servos, os profetas, eu mandei mensagens e avisos aos antepassados de vocês. Mas eles não deram atenção e por isso foram castigados. Então eles se arrependeram e disseram: “O Senhor Todo-Poderoso fez o que tinha decidido fazer e nos castigou por causa dos nossos pecados. Ele fez o que merecíamos.”
A primeira visão: os cavalos
7No dia vinte e quatro do mês onze, chamado sebate, do segundo ano do reinado de Dario, eu, o profeta Zacarias, filho de Baraquias e neto de Ido, recebi uma mensagem de Deus, o Senhor. 8Naquela noite, tive uma visão e nela vi um anjo do Senhor montado num cavalo vermelho. O anjo estava parado num vale, no meio de umas moitas, e atrás dele estavam outros anjos montados, uns em cavalos vermelhos, outros em cavalos baios, e outros em cavalos brancos. 9Perguntei ao anjo que falava comigo:— Meu senhor, quem são esses anjos montados em cavalos?Ele respondeu:— Eu vou lhe dizer. 10Aí o anjo que estava no meio das moitas disse:— Eles são os anjos que o Senhor Deus enviou para andarem pelo mundo inteiro. 11Então aqueles anjos disseram ao anjo que estava no meio das moitas:— Acabamos de andar por toda a terra e vimos que tudo está calmo e em paz. 12E o anjo do Senhor disse:— Ó Senhor Todo-Poderoso, já faz setenta anos que estás irado com Jerusalém e com as cidades de Judá. Quanto tempo vai passar até que tenhas compaixão delas? 13O Senhor Deus respondeu com carinho ao anjo que estava falando comigo e disse palavras de consolo. 14Aí o anjo que falava comigo mandou que eu anunciasse em voz alta o seguinte:— Esta é a mensagem do Senhor Todo-Poderoso: “Eu tenho grande amor por Jerusalém, a minha cidade. 15E estou muito irado com as nações que vivem sossegadas. Pois, quando eu estava um pouco irado com o meu povo, elas fizeram com que ele sofresse muito. 16Portanto, cheio de compaixão, voltei para Jerusalém. E eu, o Senhor Todo-Poderoso, prometo que o Templo e a cidade toda serão construídos de novo.” 17E o anjo me disse também:— Anuncie que o Senhor Todo-Poderoso diz que as cidades dele terão de novo muitas riquezas. E ele ajudará Jerusalém, que voltará a ser a sua cidade escolhida.
A segunda visão: os chifres e os ferreiros
18Tive outra visão e vi quatro chifres de boi. 19Perguntei ao anjo que falava comigo:— Que querem dizer estes chifres?Ele respondeu:— Eles representam as nações que espalharam pelo mundo inteiro os moradores de Judá, de Israel e de Jerusalém. 20Aí o Senhor Deus me mostrou quatro ferreiros. 21Eu perguntei:— O que é que eles vêm fazer?Ele respondeu:— Os chifres são as nações que espalharam os moradores de Judá de tal maneira, que ninguém tinha coragem de levantar a cabeça. E agora estes ferreiros representam os que estão vindo para assustar e quebrar aqueles chifres, isto é, aquelas nações que conquistaram a terra de Judá e espalharam o seu povo.

Comentário devocional:

O ano era 520 aC quando o Senhor chamou Zacarias para unir-se a Ageu a fim de despertar os Judeus que retornaram a Jerusalém vindos do cativeiro na Babilônia. Dezesseis anos se passaram desde que Zorobabel os levara de volta para sua terra natal prometida. Eles chegaram com a autoridade do rei persa. Com entusiasmo as pessoas se estabeleceram em suas cidades e, em seguida, reuniram-se em Jerusalém, onde os sacerdotes tinham construído um altar para o Deus de Israel. Sacrifícios da manhã e da tarde passaram a ser oferecidos. A festa dos Tabernáculos foi celebrada. Em seguida, o alicerce do templo foi construido.

Em seguida, surgiram problemas com as pessoas ao redor. O trabalho foi interrompido. O profeta Ageu levou-os a renovar seus esforços para completar a missão que Deus tinha para eles – a reconstrução do Templo. O templo de Deus e seus serviços os uniu como nação e iria separá-los das práticas das nações ao seu redor. As primeiras palavras de Zacarias, (vs. 1-6) foram para convence-los da veracidade das palavras de Deus. Lá na Babilônia seus pais foram forçados a admitir: “O Senhor dos Exércitos fez conosco o que os nossos caminhos e práticas mereciam, conforme prometeu” (v. 6, NVI).
Esta lição é para nós. Nossa segurança está em Deus. Devemos crer em Suas palavras. A mensagem do homem montado no cavalo vermelho, “a terra está em repouso”, refere-se ao fato de que o conflito sobre a soberania Persa tinha acabado. Dario, o novo rei era mais favorável aos judeus. O Senhor disse: “Estou me voltando para Jerusalém com misericórdia, e ali o meu templo será reconstruído” (v. 16, NVI).  Seu povo estava para cumprir a missão para a qual Ele os havia trazido de volta. Os quatro chifres são explicados como aqueles que trabalharam contra o povo de Deus. A quatro carpinteiros-artesãos, referem-se a Zorobabel, Neemias, Ageu e Zacarias.
A mensagem é que Deus está muito ciente dos acontecimentos na Terra. Ele está particularmente consciente dos esforços feitos para prevenir a Sua igreja de cumprir a missão a ela confiada. Este capítulo faz-me perguntar: A minha primeira preocupação é ter uma boa vida neste mundo? Ou a minha primeira preocupação é apoiar a última igreja de Deus e participar proclamando as mensagens de Apocalipse 14:6-12 a todo o mundo?

David Manzano
Pastor aposentado
Estados Unidos

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Só os fortes entendem...


Quem é o mais importante
Marcos 9.33-37; Lucas 9.46-48
1Naquele momento os discípulos chegaram perto de Jesus e perguntaram:— Quem é o mais importante no Reino do Céu? 2Jesus chamou uma criança, colocou-a na frente deles 3e disse:— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não mudarem de vida e não ficarem iguais às crianças, nunca entrarão no Reino do Céu. 4A pessoa mais importante no Reino do Céu é aquela que se humilha e fica igual a esta criança. 5E aquele que, por ser meu seguidor, receber uma criança como esta estará recebendo a mim.
O perigo do pecado
Marcos 9.42-48; Lucas 17.1-2
6— Quanto a estes pequeninos que creem em mim, se alguém for culpado de um deles me abandonar, seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no lugar mais fundo do mar, com uma pedra grande amarrada no pescoço. 7Ai do mundo por causa das coisas que fazem com que as pessoas me abandonem! Essas coisas têm de acontecer, mas ai do culpado! 8— Se uma das suas mãos ou um dos seus pés faz com que você peque, corte-o e jogue fora! Pois é melhor você entrar na vida eterna sem uma das mãos ou sem um dos pés do que ter as duas mãos e os dois pés e ser jogado no fogo eterno. 9Se um dos seus olhos faz com que você peque, arranque-o e jogue fora! Pois é melhor você entrar na vida eterna com um olho só do que ter os dois e ser jogado no fogo do inferno.
A ovelha perdida
Lucas 15.3-7
10— Cuidado, não desprezem nenhum destes pequeninos! Eu afirmo a vocês que os anjos deles estão sempre na presença do meu Pai, que está no céu. 11[Porque o Filho do Homem veio salvar quem está perdido.] 12— O que é que vocês acham que faz um homem que tem cem ovelhas, e uma delas se perde? Será que não deixa as noventa e nove pastando no monte e vai procurar a ovelha perdida? 13Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando ele a encontrar, ficará muito mais contente por causa dessa ovelha do que pelas noventa e nove que não se perderam. 14Assim também o Pai de vocês, que está no céu, não quer que nenhum destes pequeninos se perca.
O irmão que peca
15— Se o seu irmão pecar contra você, vá e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, só entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão. 16Mas, se não ouvir, leve com você uma ou duas pessoas, para fazer o que mandam as Escrituras Sagradas. Elas dizem: “Qualquer acusação precisa ser confirmada pela palavra de pelo menos duas testemunhas.” 17Mas, se a pessoa que pecou não ouvir essas pessoas, então conte tudo à igreja. E, se ela não ouvir a igreja, trate-a como um pagão ou como um cobrador de impostos.
O poder de permitir e de proibir
18— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o que vocês proibirem na terra será proibido no céu, e o que permitirem na terra será permitido no céu. 19— E afirmo a vocês que isto também é verdade: todas as vezes que dois de vocês que estão na terra pedirem a mesma coisa em oração, isso será feito pelo meu Pai, que está no céu. 20Porque, onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles.
O empregado mau
21Então Pedro chegou perto de Jesus e perguntou:— Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes? 22— Não! — respondeu Jesus. — Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes. 23Porque o Reino do Céu é como um rei que resolveu fazer um acerto de contas com os seus empregados. 24Logo no começo trouxeram um que lhe devia milhões de moedas de prata. 25Mas o empregado não tinha dinheiro para pagar. Então, para pagar a dívida, o seu patrão, o rei, ordenou que fossem vendidos como escravos o empregado, a sua esposa e os seus filhos e que fosse vendido também tudo o que ele possuía. 26Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: “Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor.” 27— O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora. 28O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: “Pague o que me deve!” 29— Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: “Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo.” 30— Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. 31Quando os outros empregados viram o que havia acontecido, ficaram revoltados e foram contar tudo ao patrão. 32Aí o patrão chamou aquele empregado e disse: “Empregado miserável! Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. 33Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você.” 34— O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida. 35E Jesus terminou, dizendo:— É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão.