segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A CRIAÇÃO TE LOUVA, SENHOR!


1 Minha alma, bendize o Senhor! Senhor, meu Deus, como és grande! Revestido de majestade e de esplendor,
2 envolto em luz como num manto. Tu estendes o céu como uma tenda,
3 constróis sobre as águas tuas moradas, fazes das nuvens teu carro, andas sobre as asas do vento;
4 fazes dos ventos teus mensageiros, das chamas de fogo teus ministros.
5 Firmaste a terra sobre suas bases, para ficar imóvel pelos séculos eternos.
6 Com o oceano a envolveste como num manto, as águas cobriam as montanhas.
7 À tua ameaça fugiram, ao fragor do teu trovão tremeram.
8 Sobem os montes, descem os vales ao lugar que lhes determinaste.
9 Para as águas marcaste um limite intransponível, para não tornarem a cobrir a terra.
10 Fazes brotar as fontes nos vales e escorrem entre os montes;
11 dão de beber a todas as feras do campo e os asnos selvagens matam sua sede.
12 A seus lados moram as aves do céu, cantam entre as ramagens.
13 De tuas altas moradas irrigas os montes, com o fruto das tuas obras sacias a terra.
14 Fazes crescer o feno para o gado, e a erva útil ao homem, para que tire da terra o seu pão:
15 o vinho que alegra o coração do homem,o óleo que realça o brilho do rosto e o pão que sustenta o seu vigor.
16 Saciam-se as árvores do Senhor, os cedros do Líbano que ele plantou.
17 Lá os pássaros fazem ninhos e a cegonha no seu topo tem sua casa.
18 Para as cabras são as altas montanhas, as rochas são refúgio para os roedores.
19 Fizeste a lua para marcar os tempos e o sol que sabe a hora de se pôr.
20 Estendes as trevas e chega a noite e vagueiam todas as feras da floresta;
21 rugem os leõezinhos em busca de presa e pedem a Deus seu alimento.
22 Quando fazes o sol nascer, se retiram e se escondem nas suas tocas.
23 Então sai o homem para o trabalho, para sua fadiga até a tarde.
24 Como são numerosas, Senhor, tuas obras! Tudo fizeste com sabedoria, a terra está cheia das tuas criaturas.
25 Eis o mar, espaçoso e vasto: nele há répteis sem número, animais pequenos e grandes.
26 Percorrem-no os navios, e o Leviatã que formaste para com ele brincar.
27 Todos de ti esperam que a seu tempo lhes dês o alimento.
28 Tu lhes forneces e eles o recolhem, abres a tua mão e saciam-se de bens.
29 Se escondes teu rosto, desfalecem, se a respiração lhes tiras, morrem e voltam ao pó.
30 Mandas teu espírito, são criados, e assim renovas a face da terra.
31 A glória do Senhor seja para sempre, alegre-se o Senhor com suas obras.
32 Ele olha a terra e fá-la saltar, toca os montes e fumegam.
33 Quero cantar ao Senhor enquanto eu viver, cantar a meu Deus enquanto eu existir.
34 Seja-lhe grato meu poema; a minha alegria está no Senhor.
35 Desapareçam da terra os pecadores e não existam mais os ímpios. Bendize o Senhor, minha alma!

Que mensagem de julgamento Deus teria para você hoje?



1Logo que Jeoaquim, filho de Josias, se tornou rei de Judá, 2o Senhor Deus me disse:— Fique no pátio do Templo e diga tudo o que mandei você dizer ao povo que vem das cidades de Judá para adorar no Templo. Não deixe de dizer nada do que eu mandei. 3Pode ser que eles deem atenção e abandonem os seus maus caminhos. Se isso acontecer, então eu mudarei de ideia a respeito da desgraça que estou planejando fazer cair sobre eles por causa das suas más ações. 4Deus me mandou dizer ao povo o seguinte:— Eu, o Senhor, disse que vocês devem me obedecer e seguir o ensino que lhes dei. 5Escutem o que os meus servos, os profetas, dizem. Eu sempre os tenho enviado, mas vocês não têm obedecido às suas palavras. 6Se vocês não escutarem, eu farei com este Templo o mesmo que fiz com Siló; e todas as nações do mundo usarão o nome dessa cidade para rogar pragas. 7Os sacerdotes, os profetas e todo o povo me ouviram dizer essas coisas no pátio do Templo. 8Logo que acabei de falar tudo o que o Senhor tinha mandado, os sacerdotes, os profetas e o povo me agarraram e gritaram:— Você vai morrer por causa disso! 9Por que é que você disse, em nome de Deus, o Senhor, que este Templo ficará como Siló, que esta cidade será destruída e que ninguém viverá nela?Então o povo se ajuntou em volta de mim no pátio do Templo. 10Quando as autoridades de Judá souberam disso, saíram do palácio do rei e foram se assentar nos seus lugares, na entrada do Portão Novo do Templo. 11Então os sacerdotes e os profetas disseram às autoridades e ao povo:— Este homem merece ser condenado à morte, pois falou contra a nossa cidade. Vocês mesmos o ouviram. 12Aí eu disse:— Foi o Senhor Deus quem me mandou falar tudo o que vocês me ouviram dizer contra este Templo e contra esta cidade. 13Vocês precisam mudar a sua maneira de viver e de agir e precisam obedecer às palavras do Senhor. Se vocês fizerem isso, então ele mudará de ideia e não mandará a desgraça que prometeu mandar. 14Quanto a mim, estou nas mãos de vocês. Façam comigo o que acharem direito e justo. 15Mas fiquem certos de uma coisa: se me matarem, vocês e o povo desta cidade serão culpados da morte de um homem inocente, pois foi Deus quem me mandou dizer todas essas coisas a vocês. 16Então as autoridades e o povo disseram aos sacerdotes e aos profetas:— Este homem não deve ser condenado à morte, pois nos falou em nome do Senhor, nosso Deus. 17Aí alguns dos líderes mais velhos se levantaram e disseram ao povo que se havia ajuntado: 18— Quando Ezequias era rei de Judá, o profeta Miqueias, de Moresete, deu a todo o povo uma mensagem do Senhor Todo-Poderoso. A mensagem era esta:
“Jerusalém vai virar um montão de pedras,
o monte Sião vai ser arado como um campo,
e o lugar onde fica o Templo se tornará uma floresta.”
19E os líderes continuaram:— Por acaso, o rei Ezequias e o povo de Judá mataram Miqueias? Muito pelo contrário! Ezequias temeu o Senhor e procurou ganhar o seu favor. O Senhor mudou de ideia e não mandou a desgraça que tinha dito que ia fazer cair sobre eles. Será que agora nós vamos fazer cair uma terrível desgraça sobre nós mesmos? 20— Também houve outro homem que falou em nome de Deus, o Senhor. Foi Urias, filho de Semaías, da cidade de Quiriate-Jearim. Ele falou contra esta cidade e contra esta nação, da mesma forma que Jeremias fez. 21Quando o rei Jeoaquim, e os seus soldados, e os seus oficiais souberam do que Urias tinha dito, o rei mandou que o matassem. Mas Urias, sabendo disso, ficou com medo e fugiu para o Egito. 22Porém o rei Jeoaquim mandou Elnatã, filho de Acbor, e alguns outros homens ao Egito para pegarem Urias. 23Eles trouxeram Urias do Egito e o entregaram a Jeoaquim, e ele o mandou matar e jogar o corpo no cemitério público. 24Eu só não fui entregue ao povo para ser morto porque Aicã, filho de Safã, me protegeu.

Comentário devocional:

Os profetas sempre tiveram uma tarefa desafiadora: compartilhar com as pessoas as mensagens que Deus lhes dera. Muitas vezes, porém, não eram mensagens agradáveis.
Imagine o que seria servir como um profeta hoje. Muitas pessoas se sentem perturbadas com a Palavra de Deus, porque querem seguir o seu próprio caminho e fazer suas próprias coisas.
Jeremias recebeu a difícil tarefa de chamar o povo de Judá ao arrependimento. E fielmente entregou a mensagem de julgamento ao povo. O resultado foi que eles o agarraram e avisaram: “Você certamente morrerá!” (v. 8 NVI). Isso tudo aconteceu na casa do Senhor. Os líderes estavam pregando a paz e aqui vem Jeremias pregando a desgraça!
É interessante notar que Jeremias foi especificamente instruído por Deus: “Não omita uma só palavra” (v. 2c NVI). Ele recebeu uma mensagem que tinha que entregar sem nenhum abrandamento nem alteração em qualquer aspecto, mesmo que sua vida corresse perigo. 
De que modo as pessoas procurarão silenciar os mensageiros de Deus hoje? Os levarão aos tribunais por invadirem o seu espaço pessoal e privacidade, acusando-os por difamação de caráter? Serão deixados de lado, sem amigos? As reações hoje em dia serão diferentes daquelas da época de Jeremias?
O povo de Judá queria Jeremias morto, porque ele havia profetizado a desgraça para a cidade de Judá (v. 11). A defesa de Jeremias foi: “O Senhor enviou-me para profetizar contra este templo e contra esta cidade tudo o que vocês ouviram” (v. 12 NVI).
Este plano de leitura da Bíblia “Reavivado por Sua Palavra” me ajudou a não ler seletivamente, mas verificar a mensagem das Escrituras sistematicamente como um todo. A mensagem de julgamento não faz parte das passagens preferidas de muitos, mas é de suprema importância para todos os tempos, especialmente hoje, quando ela faz parte da nossa Verdade Presente (Apoc. 14:9-12).
Que mensagem de julgamento Deus teria para a sua cidade hoje? Que mensagem de julgamento Deus teria para a sua igreja hoje? E eu deveria acrescentar: que mensagem de julgamento Deus teria para você hoje?
Estamos preparados, como Jeremias, para sermos portadores das mensagens de Deus? A representar o Senhor, quando as pessoas atacam a Sua Palavra?
Felizmente, a situação mudou e a vida de Jeremias foi poupada, mas ele nunca deixou de falar a verdade por nada, mesmo com risco da própria vida.
“Senhor , ajuda-me a nunca trair a verdade e a sempre defender a Tua Palavra para honra e glória do Teu nome. Amém”.

Michael Sokupa
Heidelberg College, África do Sul

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Salva-nos e esquece os nossos pecados.


1 Ó Deus, os pagãos invadiram a tua terra, profanaram o teu santo Templo e deixaram Jerusalém em ruínas.
2 Largaram os corpos dos teus servos, dos que foram fiéis a ti, para serem comidos pelas aves e pelos animais selvagens.
3 Derramaram o sangue do teu povo como se fosse água. O sangue correu como água por toda a cidade de Jerusalém, e não sobrou ninguém para sepultar os mortos. 
4 As nações vizinhas nos insultam, riem e caçoam de nós.
5 Ó Senhor Deus, até quando ficarás irado conosco? Será para sempre? Será que a tua ira continuará a queimar como fogo?
6 Ó Deus, fica irado com as nações que não te adoram, com os povos que te rejeitam!
7 Pois eles mataram o nosso povo e arrasaram o nosso país.
8 Não nos castigues por causa dos pecados dos nossos antepassados, mas tem misericórdia de nós agora, pois estamos completamente desanimados.
9 Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador; por causa da tua própria honra, salva-nos e esquece os nossos pecados.
10 Por que deixar que as outras nações perguntem: “Onde está o Deus de vocês?” Ó Deus, permite que vejamos o castigo que lhes darás por terem derramado o sangue dos teus servos!
11 Ouve os gemidos dos prisioneiros e, com o teu grande poder, livra os que estão condenados à morte.
12 Ó Senhor, castiga as outras nações sete vezes pelos insultos com que te ofenderam!
13 Então nós, que somos o teu povo, que somos ovelhas do teu rebanho, nós e os nossos descendentes te daremos graças para sempre e cantaremos hinos de louvor a ti hoje e nos tempos que estão por vir.

Comentário devocional:

Este Salmo foi escrito por um descendente da tribo de Asafe após os babilônios destruírem Jerusalém. Era um momento terrível para o povo de Judá. O templo de Salomão havia sido demolido e queimado e a cidade estava em escombros e cinzas. 

Os sobreviventes estavam cansados da guerra, tristes e com o coração partido. Muitos viram seus entes queridos serem mortos e seus corpos ficarem insepultos, o que aumentava ainda mais sua dor. 

Em meio a tudo isso, o salmista clama a Deus por um alívio do seu sofrimento. Ao recordarem sua história, os israelitas lembram-se dos muitos momentos de angústia causados por sua apostasia e rebelião e do amor infalível de Deus que sempre via quando se arrependiam e lhes concedia misericórdia. É por essa misericórdia que o salmista está suplicando.

Talvez você também tenha chegado a uma situação desesperadora, seja por um pecado próprio ou apenas por viver num mundo imperfeito. Independente da causa, Deus se compadece do seu sofrimento e com amor e misericórdia vem ao seu socorro concedendo-lhe conforto e cura.

Em Jeremias 33, encontramos a resposta do Senhor ao clamor de Seus filhos por misericórdia: “Porque assim diz o Senhor, o Deus de Israel, a respeito das casas desta cidade e dos palácios reais de Judá, que foram derrubados para servirem de defesa contra as rampas de cerco e a espada, na luta contra os babilônios: […] trarei restauração e cura para ela; curarei o meu povo e lhe darei muita prosperidade e segurança. Mudarei a sorte de Judá e de Israel e os reconstruirei como antigamente. Eu os purificarei de todo o pecado que cometeram contra mim e perdoarei todos os seus peca¬dos de rebelião contra mim. Então Jerusalém será para mim uma fonte de alegria, de louvor e de glória, diante de todas as nações da terra que ouvirem acerca de todos os benefícios que faço por ela. Elas temerão e tremerão diante da paz e da prosperidade que eu lhe concedo (Jer. 33:4-9 NVI). Essa é a promessa de Deus para você.

Deus vê a sua angústia – quando você se encontra devastado pelo pecado e em tumulto emocional e O busca, Ele responde lhe prometendo paz e segurança!

Que presente maravilhoso! Apesar dos nossos defeitos , o amor de Deus por nós dura para sempre. “’Dêem graças ao Senhor dos Exércitos, pois ele é bom; o seu amor leal dura para sempre’. ‘Porque eu mudarei a sorte desta terra como antigamente’”, declara o Senhor (Jeremias 33:11 NVI).

Kimberly Harris

Estados Unidos

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Paga-se o bem com o mal?


Palavra do SENHOR a Jeremias:
2 “Vem, desce até a casa do oleiro, que ali te farei ouvir a minha palavra”.
3 Desci até a casa do oleiro e lá estava ele executando um trabalho na roda.
4 O vaso que o oleiro fabricava de barro se estragou em sua mão. Ele fez um outro objeto conforme lhe pareceu mais conveniente.
5 Foi então que veio a mim a palavra do SENHOR:
6 “Será que não posso agir convosco, casa de Israel, da forma como fez esse oleiro?– oráculo do SENHOR. Pois como o barro na mão do oleiro, assim estais vós em minha mão, casa de Israel.
7 Quando falo contra nações e reinos, arrancando, derrubando e destruindo,
8 e aquela nação volta atrás das maldades que eu havia denunciado, desisto das desgraças que havia planejado contra ela.
9 Quando falo sobre uma nação ou reino, construindo e plantando,
10 e ela pratica o que a meus olhos é crime e não obedece à minha palavra, então eu desisto do bem que lhe havia prometido.
11 Agora, pois, dize aos senhores de Judá e aos cidadãos de Jerusalém: Assim diz o SENHOR: Vejam que estou modelando uma desgraça contra vós, tramando contra vós um plano. E, então, cada qual volte atrás do seu mau caminho, melhore o modo de viver e de agir”.
12 Eles, porém, responderam: “Tempo perdido! Vamos continuar seguindo nossas idéias, cada um vai agir de acordo com seu coração endurecido e perverso”.
13 “O MEU POVO ME ESQUECEU”
Por isso, assim diz o SENHOR: “Perguntai entre os gentios se jamais alguém ouviu uma coisa destas: horrores tão grandes como praticou a virgem Israel.
14 Será que a neve do Líbano algum dia se afasta da rocha? A água que corre fria seca na fonte?
15 Mas o meu povo me esqueceu e foi incensar à Tolice. Tropeçam por suas estradas, traçados antigos, vão andando por trilhas, caminhos não abertos,
16 fazendo da sua terra uma solidão, objeto de caçoada sem fim. Quem por aí passa fica impressionado e sacode a cabeça.
17 Com um vento do oriente vou dispersá-los, na frente do inimigo. No dia da destruição Hei de mostrar-lhes as costas, não o rosto”.
18 O PROFETA PERSEGUIDO
Eles disseram: “Vamos armar um plano contra Jeremias. Não nos há de faltar a instrução do sacerdote, nem o conselho do sábio, nem a palavra do profeta. Vamos massacrá-lo com a língua e deixar de dar ouvidos à sua palavra”.
19 Dá-me ouvido, ó Senhor, ouve o que dizem meus adversários.
20 Vão pagar o bem com o mal! Cavaram um buraco para eu cair. Lembra-te de que intercedi junto de ti, para falar coisas boas em favor deles e afastar deles a tua ira.
21 Por isso, leva os filhos deles para a fome, e quanto a eles, entrega-os à espada. Fiquem suas esposas sem maridos e sem filhos. Os maridos morram trucidados, os jovens, feridos à espada na guerra.
22 De suas casas surjam gritos de socorro, pois de repente fizeste entrar os invasores, porque fizeram um buraco para me pegar, e para os meus pés armaram um laço.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Gratidão pela vitória


Salmo de Davi. Ao regente do coro.
1Ó Senhor Deus, o rei está muito feliz porque lhe deste força; está muito contente porque o tornaste vitorioso.
2Tu satisfizeste os seus mais profundos desejos e lhe deste o que ele pediu.
3Tu o recebeste com bênçãos preciosas e puseste uma coroa de ouro na sua cabeça.
4O rei pediu vida, e tu lhe deste vida longa, sem fim.
5A glória do rei é grande porque tu o ajudaste. Tu lhe deste majestade e fama.
6As tuas bênçãos estão sobre ele para sempre,  e a tua presença lhe dá muita alegria.
7O rei confia no Senhor, o Deus Altíssimo; e, por causa do amor do Senhor, ele será rei para sempre.
8O rei prenderá os seus inimigos; com a sua força ele prenderá todos os que o odeiam.
9Ele aparecerá e os destruirá como um fogo devorador. Na sua ira, o Senhor os devorará, e o fogo acabará com eles.
10Nenhum dos seus descendentes  ficará vivo; o rei matará todos.
11Os inimigos planejam maldades e traições contra o rei, porém não terão sucesso.
12Ele atirará as suas flechas contra eles  e os fará fugir.
13Ó Senhor Deus, nós te louvaremos por causa do teu poder; nós cantaremos e louvaremos a tua força.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Pensei que você ia me chamar de pai e que nunca mais me abandonaria.


A infidelidade do povo
1O Senhor Deus diz:— Se um homem se divorciar da sua mulher, e ela o deixar para casar com outro, o primeiro marido não poderá casar com ela outra vez. Isso mancharia completamente a terra de Israel. Mas você, meu povo, tem tido muitos amantes e agora quer voltar para mim! Sou eu, o Senhor, quem está falando. 2Olhe para o alto dos montes e veja: será que existe algum lugar onde você não agiu como prostituta? Você ficava na beira da estrada esperando os fregueses, como um árabe que espera no deserto para assaltar alguém. Você manchou a terra de Israel com a sua prostituição e os seus vícios. 3É por isso que não tem chovido, e as chuvas da primavera deixaram de cair. Mas você tem até jeito de prostituta e mostrou que não tem vergonha. 4— E agora você me diz: “Tu és o meu pai, tu me tens amado desde que eu era criança. 5Tu não ficarás com raiva de mim para sempre.” Povo de Israel, foi isso o que você disse, mas continuou fazendo todo mal que podia.
A necessidade do arrependimento
6No tempo do rei Josias, o Senhor Deus me disse:— Você está vendo o que fez Israel, aquela mulher infiel que virou as costas para mim? Ela subiu em todos os montes altos e ficou debaixo de todas as árvores que dão sombra, agindo como prostituta. 7Eu, o Senhor, pensei assim: “Depois de fazer tudo isso, com toda a certeza ela voltará para mim.” Porém não voltou, e Judá, a sua irmã infiel, viu isso. 8Judá também sabe que eu me divorciei de Israel e que a mandei embora porque ela me abandonou e virou prostituta. Mas Judá, a sua irmã infiel, não ficou com medo. Ela também virou prostituta 9e não ficou envergonhada. Ela manchou a sua terra porque cometeu adultério, adorando pedras e árvores. 10E o pior de tudo é que Judá, a infiel irmã de Israel, só fingiu que voltava para mim: ela não foi sincera. Eu, o Senhor, estou falando. 11Aí Deus me disse que, embora o povo de Israel o tivesse abandonado, ainda era menos culpado do que a infiel Judá. 12Ele mandou que eu fosse até o Norte e dissesse ao povo:— Ó Israel infiel, volte para mim. Sou eu, o Senhor, quem está falando. Sou bondoso e por isso não ficarei com raiva de você, não ficarei irado para sempre. Sou eu, o Senhor, quem está falando. 13Basta você reconhecer que é culpada e que se revoltou contra o Senhor, seu Deus. Confesse que debaixo de todas as árvores que dão sombra você deu o seu amor a deuses estrangeiros e não me obedeceu. Eu, o Senhor, estou falando.
O convite ao arrependimento
14O Senhor Deus diz:— Volte, povo infiel, pois vocês são meus. Eu vou pegar vocês, um de cada cidade e dois de cada grupo de famílias, e vou levá-los de volta ao monte Sião. 15Eu darei a vocês líderes que me obedeçam, e eles governarão com sabedoria e inteligência. 16Então, quando vocês se tornarem um povo numeroso naquela terra, ninguém mais falará a respeito da arca da aliança. Vocês não pensarão mais na arca, nem lembrarão dela; não precisarão dela, nem farão outra. 17E aí, quando chegar o tempo certo, Jerusalém será chamada de “Trono do Senhor Deus”, e todas as nações se reunirão ali em meu nome. Não farão mais aquilo que os seus corações teimosos e maus mandarem. 18O povo de Israel se unirá com o de Judá, e eles voltarão juntos da terra do Norte para a terra que dei aos seus antepassados.
O abandono da idolatria
19O Senhor Deus diz:
“Povo de Israel, eu queria aceitá-lo como meu filho e lhe dar uma terra agradável, a terra mais linda do mundo. Pensei que você ia me chamar de pai e que nunca mais me abandonaria. 20Mas, como a mulher que trai o marido, assim você me traiu. Sou eu, o Senhor, quem está falando.”
21No alto dos montes, se ouve um barulho; são os israelitas chorando e pedindo perdão porque têm vivido uma vida de pecado e têm esquecido o Senhor, seu Deus. 
22Voltem, todos vocês que abandonaram o Senhor, pois ele vai curar a sua infidelidade.
Vocês dizem:— Sim! Estamos voltando para o Senhor, pois ele é o Senhor, nosso Deus. 23Não recebemos nenhuma ajuda dos deuses pagãos que temos adorado com gritos no alto das montanhas. Só o nosso Deus, o Senhor, pode ajudar o povo de Israel. 24Por termos adorado Baal, o deus da vergonha, perdemos tudo o que os nossos pais conseguiram desde que éramos crianças, isto é, as ovelhas, o gado, os filhos e as filhas. 25Vamos nos humilhar; vamos ficar cheios de vergonha. Desde o tempo em que o Senhor nos tirou do Egito, nós e os nossos antepassados temos pecado contra ele e não lhe temos obedecido.

Que o mal que Hamã havia planejado contra os judeus caísse sobre o próprio Hamã...


Os judeus matam os seus inimigos
1Chegou o dia treze do décimo segundo mês, o mês de adar, o dia em que deveria ser cumprida a ordem do rei. Era o dia em que os inimigos dos judeus esperavam dominá-los; mas o que aconteceu foi o contrário: os judeus derrotaram os seus inimigos. 2Em todas as cidades do reino onde havia judeus, eles se reuniram para atacar os que queriam matá-los. Ninguém podia resistir aos seus ataques, pois todos estavam com medo deles. 3Todos os oficiais das províncias, isto é, os chefes dos vários povos, os representantes do rei e os governadores das províncias, ajudaram os judeus, pois tinham medo de Mordecai. 4A fama dele se havia espalhado pelo reino inteiro, e todos sabiam que ele tinha muita autoridade no governo. E o poder de Mordecai ia aumentando cada vez mais. 5Portanto, os judeus fizeram com os seus inimigos o que queriam. Mataram todos com as suas espadas; não deixaram ninguém escapar. 6Em Susã, a capital, eles mataram quinhentos homens. 7-10Mataram também os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata, o inimigo dos judeus. Os nomes deles eram Parsandata, Dalfão, Aspatá, Porata, Adalias, Aridata, Parmasta, Arisai, Aridai e Vaizata. Mas os judeus não ficaram com os bens deles. 11Naquele mesmo dia, o rei foi informado de quantas pessoas haviam sido mortas em Susã. 12Então disse a Ester:— Aqui em Susã os judeus mataram quinhentos homens e também os dez filhos de Hamã. E, nas províncias, quantos eles terão matado? O que é que você quer agora? É só pedir. Se quiser mais alguma coisa, eu lhe darei. 13Ester respondeu:— Se for do agrado do rei, dê autorização aos judeus de Susã para fazerem amanhã o mesmo que tinham ordem para fazer hoje. E peço também que os corpos dos dez filhos de Hamã sejam pendurados em forcas. 14O rei concordou e mandou ler a autorização em público em Susã. E os corpos dos dez filhos de Hamã foram pendurados em forcas. 15No dia catorze do mês de adar, os judeus de Susã se reuniram e mataram mais trezentos homens na cidade. Mas não ficaram com os bens deles. 16-17No dia treze do mês de adar, os judeus das províncias se reuniram e se defenderam. Mataram setenta e cinco mil inimigos e assim se livraram de todos os que os odiavam. Mas não ficaram com os bens dos mortos. No dia catorze, eles descansaram e comemoraram com banquetes e festas. 18Mas em Susã os judeus comemoraram no dia quinze do mês, pois nos dias treze e catorze eles mataram os seus inimigos e só no dia quinze descansaram. 19É por isso que os judeus que vivem em vilas e povoados comemoram o dia catorze de adar com banquetes e festas e mandam comida uns aos outros.
A Festa de Purim
20Mordecai escreveu tudo o que havia acontecido e mandou cartas a todos os judeus que moravam em todas as províncias do reino, tanto aos de perto como aos de longe. 21Nas cartas ele ordenou que todos os anos eles comemorassem os dias catorze e quinze do mês de adar, 22pois foi nestes dias que os judeus se livraram dos seus inimigos, e foi neste mês que a tristeza e o luto se transformaram em alegria e festa. Portanto, que dessem banquetes e festas, mandassem comida uns aos outros e distribuíssem presentes aos pobres. 23Assim os judeus, de acordo com o que Mordecai tinha escrito, começaram o costume de comemorar esses dias. 24Hamã, filho de Hamedata, descendente de Agague e inimigo dos judeus, tinha planejado acabar com eles e tinha mandado tirar a sorte (chama-se isso de “purim”) para resolver em que dia ia matá-los. 25Mas Ester foi falar com o rei, e ele ordenou por escrito que o mal que Hamã havia planejado contra os judeus caísse sobre o próprio Hamã. Portanto, enforcaram Hamã e os seus filhos. 26É por isso que esses dias feriados são chamados de “Purim”, que é o plural da palavra “pur”.Como resultado da carta de Mordecai e de tudo o que os judeus tinham visto e das coisas que aconteceram, 27eles resolveram que eles mesmos, os seus descendentes e os que se convertessem ao Judaísmo seguiriam o costume de comemorar todos os anos esses dois dias, conforme Mordecai havia escrito. 28Ficou resolvido que daí em diante toda família judaica, em todas as cidades das províncias do reino, comemoraria a Festa de Purim, para que os judeus lembrassem sempre do que havia acontecido. Nunca, em qualquer época, deixariam de comemorar essa festa. 29A rainha Ester, filha de Abiail, também escreveu uma carta junto com o judeu Mordecai, dando todo o seu apoio à carta que Mordecai já havia escrito a respeito da Festa de Purim. 30Cópias da carta foram mandadas a todos os judeus das cento e vinte e sete províncias do reino, desejando-lhes paz e prosperidade 31e confirmando que a Festa de Purim devia ser comemorada nos dias marcados. Assim como haviam marcado para si mesmos e para os seus descendentes dias de festas e de jejum, eles deveriam seguir essas ordens do judeu Mordecai e da rainha Ester. 32A ordem de Ester, confirmando as instruções para a comemoração de Purim, foi escrita num livro.


Comentário Devocional 

Sucedeu o contrário. O tema de uma irônica conversão é novamente salientado (Bíblia de Genebra).

As pessoas tendem a ter memória curta com relação à fidelidade de Deus. Para ajudar que este livramento fosse lembrado no futuro, Mordecai escreveu estes eventos e encorajou uma festa anual para comemorar os dias históricos de Purim. Os judeus ainda hoje celebram o Purim. Celebrações com comida, alegria e doação de presentes são modos importantes para lembrar ações específicas de Deus. Hoje em dia, as festividades do Natal e Páscoa nos ajudam a lembrar  do nascimento e da ressurreição de Jesus Cristo. Não deixe que a celebração ou a troca de presentes ocultem o significado destes grandes eventos (Life Application Study Bible).


Entre os judeus, as mulheres deveriam ser quietas, servir em casa e ficar à margem da vida religiosa e política. Mas Ester era uma mulher que quebrou as regras culturais, agindo diferentemente do que se esperava que ela agisse, ao arriscar sua vida para ajudar o povo de Deus. Seja qual for sua posição na vida, Deus pode utilizar você. Esteja aberto, disponível e pronto porque Deus pode usar você para fazer aquilo que outros tem medo até de pensar (Life Application Study Bible).


O terror que inspiravam. O temor dos Deus dos judeus estava por detrás do terror generalizado que os persas sentiam pelos judeus (cf Êx 15.14-16). A inversão foi tão completa, que todos os oficiais que teriam apoiado o extermínio dos judeus passaram a dar ajuda ao povo da aliança (Bíblia de Genebra).