quinta-feira, 19 de março de 2015

Nem sempre os velhos sabem o que é certo!


1 Jó estava convencido da sua inocência, e por isso os três amigos desistiram de continuar a discutir com ele. 2 Acontece que ali estava um homem chamado Eliú, filho de Baraquel e descendente de Buz, do grupo de famílias de Rão. Eliú ficou muito zangado com Jó porque este dizia que era inocente e que Deus era culpado. 3 E também ficou zangado com os três amigos porque eles não puderam responder a Jó, dando assim a ideia de que Deus estava errado. 4 Eliú esperou para falar no fim, pois os outros eram mais velhos do que ele. 5 Quando viu que eles não souberam como responder a Jó, Eliú ficou zangado. Um sopro do Todo-Poderoso dá sabedoria
6 Então Eliú, filho de Baraquel e descendente de Buz, disse:
“Eu sou moço, e vocês são idosos. Foi por isso que não me atrevi a dar a minha opinião.
7 Pensei assim: ‘Que fale a voz da experiência, que os muitos anos mostrem a sua sabedoria!’
8 Mas acontece que dentro das pessoas há um espírito, há um sopro do Todo-Poderoso que dá sabedoria. 9 Nós não ficamos mais sábios com a idade, nem sempre os velhos sabem o que é certo. 10 Portanto, escutem o que digo, pois eu também vou dar a minha opinião. É Deus que tem de dar resposta a Jó 11 “Esperei que vocês falassem e escutei as suas razões. Enquanto vocês escolhiam as melhores palavras, 12 eu prestava toda a atenção. Mas nenhum de vocês convenceu Jó, nem deu resposta às suas palavras. 13 Como é que vocês podem dizer que descobriram a sabedoria? É Deus, e não um ser humano, quem terá de dar resposta a Jó. 
14 Eu nunca teria respondido como vocês; mas Jó estava falando com vocês e não comigo. Quero dar a minha opinião 15 “Jó, estes três estão derrotados e não têm mais palavras para continuar a discutir.
16 Eles já pararam; não falam mais. Será que devo continuar esperando enquanto estão calados?
17 Não! Eu darei a minha resposta agora e direi o que penso sobre o assunto.
18 Tenho muito o que falar e já não consigo mais ficar calado. 19 Se eu não falar, sou capaz de estourar como um odre cheio de vinho novo. 20 Não aguento mais; preciso desabafar, quero dar a minha opinião. 21 Não vou tomar partido nesta discussão e não vou adular ninguém.
22 Eu não costumo bajular; e, se bajulasse, o Criador logo me castigaria.

Comentários:

Sempre acreditei que o tempo e as cicatrizes nos desse a sabedoria necessária para vivermos, afinal de contas nosso corpo fica mais limitado, mais cansado e eu pensava... temos uma compensação, perdemos no corpo e ganhamos na alma! Isso não é verdade, não existe idade para um homem sábio, " Acontece que dentro das pessoas há um espírito, há um sopro do Todo-Poderoso que dá sabedoria.  Nós não ficamos mais sábios com a idade, nem sempre os velhos sabem o que é certo"

Rosa Soares



Chegamos à parte mais controversa do livro. Quem é Eliú? Um herói ou um vilão? Alguns não vêem nada de errado nele, enquanto outros; nada de bom, e há aqueles que ficam divididos entre as duas opiniões. (Eu sou mais inclinado a aceitar a primeira posição. Depende muito de como nós interpretamos e aplicamos o que ele diz.)
Os escritores modernos sugerem que ele não acrescenta nada de novo ao debate, concordando simplesmente com os três amigos. Ele é um jovem arrogante, boca-aberta, sabe-tudo, e que coloca palavras na boca de Jó, 35: 2. (Este ponto de vista pode somente ser aceito se admitirmos que Jó não falou nada de errado, ou imprudente.)
Se ele não diz nada de novo, então por que seis capítulos são dedicados a ele? Por que Deus não o repreende como fez com os outros três? Por que Jó não responde para ele da mesma maneira que respondeu aos outros? Por que Deus começa aonde Eliú termina? Veja como cap. 40: 2 8 concordam com 35: 2. (Em 38: 2, Deus se dirige á Jó, não Eliú.)
- Não vamos julgar Eliú da mesma maneira que os três amigos julgaram a Jó!
Pergunta: Por que Deus enviou Eliú? Por que não falou diretamente com Jó? Ver Green, pag. 126. A delicadeza de Deus!
Narrativa, v. 1-6a.
v. 1 Quando Jó terminou seu discurso, nenhum dos três amigos tentou falar novamente. Eles tentaram convencê-lo de que se encontrava sob julgamento devido ao pecado, mas eles não puderam abalar sua confiança, pois ele era justo aos seus próprios olhos. Ele insistia na sua própria integridade, por isso eles desistiram. Jó finalmente os havia silenciado!...Mas, há um custo bem alto nisso.
- Vencer um argumento pode custar mais do que o seu valor sugere. Ninguém pode contestar que Jó era justo. MAS, a questão que paira no ar é: como a justiça de Deus se encaixa na aflição de um homem justo?
v. 2 Eliú entra. Um dos muitos espectadores, um auditor dos discursos feitos até aqui. Talvez um parente de Abraão (Gên. 22: 21). Aqui temos um porta-voz daquela linha que teme a Deus, que irá defender a honra de Deus. Ascendeu-se a ira (4 vezes!). Primeiro, contra Jó. Eu vejo aqui um homem que é devorado pelo zelo da glória de Deus, cujo desejo é defender a Deus. Se por um lado, devemos evitar toda a ira desnecessária, lembre-se: Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo. Tenha um interesse genuíno pela glória de Deus, para que não paire nenhuma sombra de revolta contra o bom nome de Deus. Note como a ira de Deus se ascendeu! 42: 7.
- Sejamos zelosos da honra de Deus. Há uma ocasião apropriada para uma indignação justa. Mas, tome cuidado para não cair na armadilha do diabo! Essa ira era justificável? Sim. Jó mantinha a sua própria integridade, mas não dizia o suficiente para manter a integridade de Deus. Jó não permitia que levantassem qualquer dúvida sobre o seu próprio caráter (como o cap. 31 vividamente declara). Mas, e quanto o caráter de Deus? Somos levados a acreditar que Deus simplesmente, por alguma razão que não entendemos, aflige o justo. Jó foi muito longe em sua autojustificativa. Ver cap 10: 2-3; 19: 11; 27: 2; 31: 35-37. “Eu quero comparecer perante um tribunal! Eu quero justiça! (Que Deus nos conceda misericórdia!) O tema: “Como Deus pode afligir o justo sem contrapor a Sua justiça?”Eliú não podia suportar isso! Ele enfatiza a justiça de Deus. OBS:Nunca a questione!
- Vamos defender a Deus mais do que a nós mesmos. Henry: “Jó deveria ter justificado e glorificado a Deus, deixando que a questão da sua reputação mudasse por si mesma.”
- Mesmo o mais maduro e consagrado dos santos pode exagerar uma determinada situação e precisar de correção. Henry: “Lisonjeamos nossos amigos quando não expomos as suas próprias faltas.”
- Em tempos de grande sofrimento, aflição, oposição e acusação, seja especialmente cuidadoso com a língua. (Jó 1: 22 não poderia ser colocado aqui).
- Não amaldiçoar a Deus não é o suficiente, pois devemos firmar Sua honra.
v. 3 Segundo, contra seus 3 amigos. Eles fizeram acusações muito graves e que não podiam provar. Mas, eles se recusavam a retirar tais falsas acusações. Eles estavam mais errados do que Jó! Os três amigos só podiam defender a justiça de Deus na maneira como tratava com Jó, e lançar dúvidas sobre o seu caráter. “Há erros dos dois lados.”...mas, Eliú está mais interessado em Jó.
- Na maioria das vezes, numa disputa acirrada, há erros dos dois lados. “Todos estão errados!”, assim Bill Rozell costumava dizer. Eliú surge como um moderador. (Embora sendo corajoso, nunca acusou Jó de hipocrisia).
v. 4 -5 A paciência e respeito de Eliú. Imagine a sua ansiedade ao esperar uma resposta correta dos outros três amigos, mas que não nunca ocorreu. Desapontamento! Algo precisava ser dito!
Apologia (Defesa) daquilo que ele fala, v. 6-22.
1. V. 6-10 “Eu entendi”. Deu preferência aos mais velhos e aparentemente também deu oportunidade para que falassem. Cap. 34: 1; 35: 1; 36: 1. Clame por sabedoria, v. 8 (como Eliú fez).
2. V. 11-13 “Eu ouvi tudo que foi dito”. Rápido para ouvir e tardio para falar. OBS:Seja um bom ouvinte. Henry: “Deveríamos estar sempre prontos a ouvir o que não gostaríamos, ainda que não pudéssemos provar todas as coisas.” Nunca responda um assunto antes de ouvi-lo por completo (Provérbios 18: 13).
3. V. 14-17 “Tenho algo novo a oferecer”. V. 14 “Não farei meras repetições daquilo que já foi dito.” Perspectiva nova e fresca. Durham: “Na maioria das vezes os espectadores entendem melhor o jogo do que os próprios jogadores.” O vs. 15 é uma narrativa?
4. V. 18-20 “Me sinto compelido a falar”. “Não consigo ficar em silêncio! Jó precisa ser respondido. Ele precisa de uma resposta!”
- A marca de um homem chamado por Deus. Compulsão. Mas isso foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos. E abriu-se a minha boca, e não fiquei mais calado. Cri, por isso falei. Estive muito aflito. E ai de mim, se não anunciar o evangelho!
(II Coríntios 4: 13; I Coríntios 9: 16) Uma mensagem digna de ser ouvida e que deve ser declarada!
5. V. 21-22 “Serei imparcial”. “Não a meu respeito, não a respeito de Jó, mas a respeito de Deus, da verdade.” Compare I Tessalonicenses 2: 5 - Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha.
- Aqueles que sofrem nunca serão ajudados com palavras lisonjeiras! Aponte-lhes a verdade, mesmo que isso doa, pois é único remédio verdadeiro e a cura.

Resumo:

Eliú surge como uma voz paciente, humilde e respeitosa da parte de Deus, sendo firme, corajoso, entusiasmado e zeloso da glória de Deus.

- Vamos nos esforçar para sermos assim! Há um tempo apropriado para falarmos! Henry: “Embora ele tivesse muito respeito pelos seus amigos, não os interrompendo quando falavam, ainda assim ele tinha muito mais respeito pela verdade e justiça (seus melhores amigos) para não traí-las pelo seu silêncio.”

Daniel A. Chamberlin

quarta-feira, 18 de março de 2015

Um coração puro não deve temer nenhum exame minucioso!


Que Deus me pese numa balança justa
1 “Eu jurei que os meus olhos nunca haveriam de cobiçar uma virgem.
2 Se eu tivesse quebrado o juramento, que recompensa Deus me daria, e como é que lá dos céus o Todo-Poderoso me abençoaria?
3 Pois Deus manda a infelicidade e a desgraça para aqueles que só fazem o mal.
4 Deus sabe tudo o que eu faço; ele vê cada passo que dou.
5 “Juro que não tenho sido falso e que nunca procurei enganar os outros.
6 Que Deus me pese numa balança justa e ele ficará convencido de que sou inocente!
Nunca cobicei, nem adulterei
7 “Se por acaso me desviei do caminho certo, se o meu coração foi levado pela cobiça dos olhos,
se pequei, ficando com qualquer coisa que pertence a outra pessoa, 8 então que outros comam o que eu semeei, ou que as minhas plantações sejam destruídas.
9 Se o meu coração alguma vez foi seduzido pela mulher do meu vizinho, e se fiquei escondido,  espiando a porta da casa dela, 10 então que a minha mulher se torne escrava de outro, e que outros durmam com ela.
11 Se eu tivesse cometido esse crime horrível, o tribunal deveria me condenar.
12 Esse pecado seria como um incêndio terrível, infernal, que destruiria tudo o que tenho.
Sempre fui justo e caridoso
13 “Quando um empregado ou empregada reclamava contra mim, eu resolvia o assunto com justiça.
14 Se eu não tivesse agido assim, que faria quando Deus me julgasse? Que responderia, quando ele pedisse conta dos meus atos?
15 Pois o mesmo Deus que me criou, criou também os meus empregados; ele deu a vida tanto a mim como a eles.
16 “Nunca deixei de ajudar os pobres, nem permiti que as viúvas chorassem de desespero.
17 Nunca tomei sozinho as minhas refeições, mas sempre reparti a minha comida com os órfãos.
18 Eu os tratava como se fosse pai deles e sempre protegi as viúvas.
19 Quando via alguém morrendo de frio por falta de roupa ou notava algum pobre que não tinha com que se cobrir, 20 eu lhe dava roupas quentes, feitas com a lã das minhas próprias ovelhas,
e ele me agradecia do fundo do coração.
21 Se alguma vez fui violento com um órfão, sabendo que eu tinha o apoio dos juízes, 22 então que os meus braços sejam quebrados, que sejam arrancados dos meus ombros.
23 Eu nunca faria nenhuma dessas coisas, pois tenho pavor do castigo de Deus e não poderia enfrentar a sua presença gloriosa.
Nunca fui infiel a Deus
24 “Jamais confiei no ouro; ele nunca foi a base da minha segurança.
25 Nunca me orgulhei de ter muitas riquezas, nem de ganhar muito dinheiro.
26 Tenho visto o sol brilhar e a lua caminhar em toda a sua beleza, 27 porém nunca os adorei, nem em segredo, e não lhes atirei beijos com a mão.
28 Se tivesse cometido esse terrível pecado, eu teria sido infiel a Deus, que está lá em cima,
e o tribunal deveria me condenar.
Nunca fui vingativo, nem sovina, nem hipócrita
29 “Jamais me alegrei com o sofrimento dos meus inimigos, nem fiquei contente se lhes acontecia alguma desgraça.
30 E nunca fiz uma oração pedindo a Deus que matasse algum deles.
31 “Os empregados que trabalham para mim sabem que os meus convidados comem à vontade, do bom e do melhor.
32 Nunca deixei um estrangeiro dormir na rua; os viajantes sempre se hospedaram na minha casa.
33 Jamais procurei encobrir as minhas faltas, como fazem algumas pessoas, nem escondi no coração os meus pecados.
34 Nunca tive medo daquilo que os outros poderiam dizer; não fiquei dentro de casa, calado,
com receio de que zombassem de mim.
Aqui termino a minha defesa
35 “Como gostaria que alguém me ouvisse! Aqui eu termino e assino a minha defesa;
que o Todo-Poderoso me responda! Que o meu Adversário escreva a acusação, 36 e, com orgulho, eu a carregarei no ombro e a porei na cabeça como se fosse uma coroa!
37 Darei conta a Deus de todos os meus atos e na presença dele ficarei de cabeça erguida.
38 “As minhas terras nunca choraram, nem gritaram ao céu contra mim.
39 Pois, se comi os seus frutos, sempre paguei os trabalhadores como devia e jamais deixei que morressem de fome.
40 Se não estou dizendo a verdade, então que nas minhas terras cresçam espinhos em vez de trigo
e mato em vez de cevada.”
Aqui terminam as palavras de Jó.


Comentário:

Este capítulo é a conclusão final do discurso de Jó. Ele mantém sua integridade até o fim. Aqui ele a defende através de uma variedade de detalhes. Ele fala de pelo menos 12 indicações que provam que ele não era culpado, e das quais sua consciência não o condenava.

1. Lascívia, v. 1-4

v. 1 Pureza interior. Antes de Mateus 5, a humanidade já sabia que a lascívia é um pecado! Jó reconhecia a espiritualidade da lei escrita em seu coração, antes mesmo de ser oficialmente entregue no Monte Sinai! Nossa sociedade, tão repleta e patrocinadora da pornografia, necessita deste ensino!

- Pensamentos impuros: o pecado começa aqui. O que pensamos é tão importante quanto o que fazemos. O que pensamos determina nossas ações. Semeie um pensamento e você colherá uma ação, semeie uma ação e você colherá um hábito, semeie um hábito e você colherá um caráter, semeie um caráter e você colherá um destino. (Bob Gray)

- Note a conexão entre os olhos e os pensamentos. Se você quer evitar pensamentos de lascívia, mantenha seus olhos sob vigilância. Tome a atitude prática de arrancar um olho e atirá-lo para longe. O pecado deve morrer de inanição. Thomas, 239-240.

v. 2 “Deus não honrará tal pecado”. Como podemos evitar o pecado e a tentação, tanto quanto possível? Temendo a Deus! Esta atitude nos preserva de pecados íntimos. Henry: “Vergonha e senso de honra podem restringi-lo de aliciar a pureza de uma virgem, mas somente a graça e o temor de Deus é que o levaria a não cometer e nem pensar em tal ação.” Como José, entenda que isso é um pecado contra Deus! V. 4 também. Assim como 1: 1, 8-9; 2: 3.

v. 3 Há um preço a ser pago pelo pecado, algumas vezes nesta vida, porém, nunca escaparemos de prestar contas na vida futura. Portanto, evite qualquer coisa que o leve a pecar (como a lascívia).

2. Engano, fraude, v. 5-8

v. 5 – 6 Autoimprecação (clamar por castigo). “Que eu seja castigado”

v. 7 – 8 Note o progresso: olhos, coração, pés. OBS:O contrário disso: nosso coração governa nossos olhos, como no verso 1.

Mais Autoimprecação: “Que eu receba o mesmo tratamento.”

3. Adultério, v. 9-12

Ou por ser tentado (v. 9a), ou por ser um tentador (v. 9b).

v. 10 Mais Autoimprecação. “Que eu receba o mesmo pagamento em troca”. Eufemismo.

O que faz alguém evitar esse pecado vergonhoso? V. 11-12 O temor de ser punido pelos juízes humanos, e muito mais por Deus. Provérbios 5 – o caminho do inferno (versus casamento feliz).

4. Oprimir os servos, v. 13-15

v. 13 Injustiça

v. 14 “Eu tenho um Senhor!”

v. 15 “Todos teremos que responder a Ele.” Mais uma vez, o temor de Deus é que funciona como prevenção! Compare Efésios 6: 9.

- Como pessoas, somos iguais diante de Deus. Ele não faz acepção de pessoas.

- Não devemos ser altivos, nem preconceituosos, julgando pelas aparências.

5. Falta de compaixão pelo fraco e necessitado, v. 16-23

Ex: pobres, viúvas e órfãos. Jó fora acusado deste pecado, 22: 6-9.

v. 16 Nenhuma destas pessoas, nessa situação, deixou de ser ajudada quando vieram a Jó. Ele lhes deu: comida (v. 17), casa (v. 18) e roupas (v. 19-20).

- Devemos ter consideração, compaixão e generosidade pelas pessoas. (Mas aqueles que são preguiçosos e ociosos, não devem receber ajuda, 30: 1).

v. 21 – 22 Autoimprecação: “Se não estendi os meus braços de misericórdia, então que eles sejam destruídos.”

v. 23 Motivo: temor de Deus. Ele é quem nos dá todas as coisas; Ele é quem não nos coloca da posição de um necessitado.

6. Ambição, v. 24-25

Cobiça. Alguns amam tanto o dinheiro, que isso se torna como uma pessoa para eles, pois falam com ele! v. 24. Ele facilmente se torna um objeto de adoração. I Timóteo 6: 17. Senso de autosuficiência e satisfação, como o rico tolo, v.25. Quantos assumem que a prosperidade terrestre lhes assegurará prosperidade celestial!

Mamom versus contentamento.

7. Idolatria, v. 26-28

Adorar o sol e a lua, v. 26. Coração idólatra, v. 27 (beijar a mão é uma pratica das religiões pagãs).

v. 28 Prevenção: temor a Deus.

8. Vingança, v. 29-31

- Nossa atitude para com nossos inimigos fala muito a nosso respeito. Devemos amá-los! – Mateus 5: 44. Os inimigos de Jó se regozijaram da sua destruição (30: 1, 9).

v. 31 “Não deixei aqueles que estavam próximos a mim me incitarem contra os meus inimigos”. Isso ocorre com freqüência!

9. Falta de hospitalidade, v. 32

Outro dever Neotestamentário: Romanos 12: 12; I Pedro 4: 9; anciãos I Timóteo 3: 2; Tito 1: 8. Falhar nisso é pecado. A consciência de Jó não o condenava. E quanto a sua?

10. Conspiração, v. 33

Ex: encobrir, como Adão fazê-lo. OBS: Todos somos naturalmente hipócritas! Como Adão, nós naturalmente culpamos alguém mais!

Note a autenticação de Gênesis 3 sobre a queda do homem.

11. Covardia, v. 34.

Capítulo 29: 17.

12. Exploração, v. 38-40

Negócios injustos. Até mesmo o uso impróprio da terra! (Comp. Tiago 5: 4)

v. 39 Como Acabe fez com Nabote (I Reis 21)

v. 40 Autoimprecação. “Que a maldição não seja perdoada pela graça.”

Parentético; V. 35-37 Desejo de um julgamento, restituição da justiça, de um veredicto. “Ter uma audiência. Estar defronte de um juiz. Deixar que o acusador trouxesse por escrito suas acusações (v. 35). Eu não tentaria ocultar estas falsas acusações, antes consideraria uma honra torná-las públicas, de tão tolas que são! (v. 36). Eu corajosamente me dirigiria ao tribunal com uma consciência limpa. Eu traria por escrito a minha própria defesa (v. 35 desejo = assinatura; confissão de inocência).”

- A linguagem aqui me faz lembrar o evangelho! Apresentamo-nos diante de Deus como príncipes, nos aproximando com coragem. É o trono da graça! Tudo isso porque Cristo se aproximou do trono da justiça com as nossas acusações escritas contra Ele, as quais Ele realmente levou sobre os seus ombros (na forma de uma cruz) e como uma coroa (de espinhos)!

- Como Jó nós podemos nos chegar com confiança e coragem, sabendo que ninguém pode fazer qualquer acusação contra os escolhidos de Deus! Através da justiça de Cristo, nós podemos dizer: Quem dentre vós me convence de pecado? (João 8: 46).

Observe:

1. Toda a nossa vida deve ser vivida para Cristo. Governada pelas escrituras. Todo pensamento deve ser levado cativo a obediência de Cristo (II Coríntios 10: 5). Nenhum tempo ou ocasião dedicado ao pecado! Obediência perfeita a um Deus perfeito! Durham: “Sofra no exercício da santidade. Jó estava sob um pacto de graça, assim como você, e ainda assim quão perfeito ele era em seu caminhar.”

2. O temor de Deus nos preserva de muitos pecados íntimos. Embora a justiça de Cristo seja a base do nosso relacionamento com Deus, ainda assim Deus recomenda aos cristãos que evitem pecados internos e externos (como em 1: 1).

3. Pureza de coração é até aqui, outro incentivo em si mesmo para se permanecer puro: “Eu tenho até aqui seguido a Deus tão cuidadosamente...como eu poderia agora me voltar para o caminho do pecado?!”

4. Um coração puro não deve temer nenhum exame minucioso!

5. Há uma ocasião apropriada para limpar seu nome e defender a sua reputação. Peça a Deus que lhe dê sabedoria para isso. Assim como há uma ocasião apropriada para simplesmente deixar que Deus limpe o seu nome.

Pergunta: Jó foi muito longe ao fazer a sua autodefesa?

A. Sim. Ele parece um tanto confiante, quase vaidoso, no vs. 35-37. (nem todos os escritores concordam com isso). Ele parece dizer: “Que venha o julgamento. Eu mais pronto do que nunca.!” Ele não iria mais tarde se lamentar por tais palavras? Eliú, nos próximos capítulos, por acaso não fará menção destas palavras? Se isto é certo, vamos tomar muito cuidado para não ir muito longe tentando nos defender, a fim de silenciar nossos críticos. (Jó paga o preço por tentar silenciá-los! Ele precisava reprovar a si mesmo!)

Vamos ser cuidadosos em não desenvolver um comportamento arrogante sobre o julgamento. Ex: “Eu o verei no dia do julgamento!”

Conclusão:

V. 40b. As únicas palavras de que Jó se arrepende e confessa.

Daniel A. Chamberlin

terça-feira, 17 de março de 2015

Defenderei a causa de vocês e os vingarei.


Mais condenação para a Babilônia
1 O Senhor Deus diz:— Eu farei com que venha um vento destruidor contra a Babilônia e o seu povo. 2 Mandarei estrangeiros para destruírem o país como o vento que joga longe a palha. Quando chegar esse dia de destruição, eles atacarão de todos os lados e deixarão a terra deserta. 3 Não permitam que os soldados da Babilônia atirem as suas flechas ou vistam as suas couraças. Não deixem de matar os jovens! Destruam todo o exército! 4 Eles serão feridos e morrerão nas ruas das suas cidades. 5 Eu, o Senhor Todo-Poderoso, não abandonei Israel e Judá. Mas o povo da Babilônia tem pecado contra mim, o Santo Deus de Israel. 6 Fujam da Babilônia! Salve-se quem puder! Não sejam mortos por causa do pecado da Babilônia. Agora, eu me vingarei dela e lhe darei o castigo que merece. 7 A Babilônia era na minha mão como um copo de ouro que fazia o mundo inteiro ficar bêbado. As nações beberam o vinho que havia nela e ficaram loucas. 8 De repente, a Babilônia caiu e ficou arrasada. Chorem por ela! Arranjem remédio para as suas feridas, e assim talvez ela seja curada. 9 Os estrangeiros que moravam lá disseram: “Quisemos ajudar a Babilônia, mas já era tarde demais. Vamos sair e voltar cada um para a sua pátria. Deus castigou com toda a sua força a Babilônia e a destruiu completamente.” 10 O Senhor Deus diz:— O meu povo grita assim: “O Senhor mostrou que estamos certos. Vamos a Jerusalém contar ao povo o que o Senhor, nosso Deus, tem feito.” 11 O Senhor despertou o ânimo dos reis da Média porque ele quer destruir a Babilônia. É assim que ele vingará a destruição do seu Templo.Os oficiais ordenam:— Afiem as suas flechas! Aprontem os seus escudos! 12 Deem o sinal para atacar as muralhas de Babilônia! Reforcem a guarda! Coloquem sentinelas! Ponham homens de tocaia!O Senhor Deus fez o que havia planejado; ele cumpriu a ameaça que tinha feito a respeito do povo da Babilônia. 13 A Babilônia tem muitos rios e muitos tesouros, mas chegou a hora, e o fio da sua vida está cortado. 14 O Senhor Todo-Poderoso jurou pela sua própria vida que ia trazer muitos homens para atacarem a Babilônia. Eles chegarão como uma nuvem de gafanhotos e darão o grito de vitória.
Hino de louvor a Deus
15 Pelo seu poder, o Senhor Deus fez a terra; com a sua sabedoria, ele criou o mundo e, com a sua inteligência, estendeu o céu como uma barraca.
16 Quando o Senhor dá ordem, as águas rugem no céu. Ele manda as nuvens subirem dos fins da terra. Ele faz o raio para a chuva e manda o vento sair dos seus depósitos.
17 Diante disso, todos os seres humanos são tolos e ignorantes; todos os que fabricam ídolos ficam desapontados porque fazem deuses falsos, que não têm vida.
18 Esses ídolos não valem nada; são uma tapeação. Serão destruídos quando o Senhor vier castigá-los.
19 O Deus de Jacó não é assim; foi ele quem fez todas as coisas e escolheu Israel para ser o seu povo. O seu nome é Senhor, o Todo-Poderoso. Babilônia, poder destruidor nas mãos de Deus
20 O Senhor Deus diz: “Babilônia, você foi o meu porrete de guerra, você foi as minhas armas de combate. Por meio de você, eu despedacei nações e acabei com reinos.
21 Por meio de você, esmaguei cavalos e cavaleiros e destruí carros de guerra e aqueles que os dirigiam.
22 Por meio de você, matei homens e mulheres, despedacei velhos e moços e esmaguei homens e moças.
23 Por meio de você, esmigalhei pastores e os seus rebanhos, despedacei lavradores e os seus bois de arado e esmaguei governadores e altas autoridades.”
O castigo da Babilônia
24 O Senhor Deus diz:— Vocês verão como vou fazer com que a Babilônia e o seu povo paguem por todo o mal que fizeram a Jerusalém. 25 Babilônia, você é como uma montanha que destrói o mundo inteiro; mas eu, o Senhor, sou seu inimigo. Eu a pegarei e arrasarei; eu farei você virar cinza. 26 Nenhuma das suas pedras será usada para uma nova construção. Você vai virar para sempre um deserto. Sou eu, o Senhor, quem está falando. 27 — Deem o sinal de ataque! Toquem as cornetas para que os povos escutem! Preparem as nações para lutarem contra Babilônia! Digam aos reinos de Ararate, Mini e Asquenaz que ataquem. Indiquem um oficial para comandar o ataque. Tragam um grande número de cavalos, como se fossem uma nuvem de gafanhotos. 28 Preparem os reis da Média, as suas autoridades, os seus oficiais e todos os países que eles controlam, para que eles guerreiem contra Babilônia. 29 A terra treme e se abala porque o Senhor está fazendo o que planejou. Ele fará Babilônia virar um deserto onde não mora ninguém. 30 Os soldados babilônios pararam de lutar e ficam nas suas fortalezas. Perderam toda a coragem; parecem mulheres. Os portões da cidade estão quebrados, e as casas pegaram fogo. 31 Saem correndo mensageiros, um depois do outro, para contar ao rei da Babilônia que a cidade foi invadida de todos os lados. 32 O inimigo tomou as passagens do rio e pôs fogo nas fortalezas. Os soldados babilônios ficaram apavorados. 33 Dentro de pouco tempo, o inimigo os cortará e pisará como trigo no terreiro. O Senhor Todo-Poderoso, o Deus de Israel, está falando.
34 O rei da Babilônia cortou Jerusalém em pedaços e a devorou. Ele esvaziou a cidade como um jarro; como um monstro, ele a engoliu. Ele tirou o que queria e jogou o resto fora.
35 Diga o povo de Sião: “Que a Babilônia receba de volta a violência que nos fez!”
E diga ainda o povo de Jerusalém: “Que a Babilônia seja castigada pelo que sofremos!”
Deus ajudará Israel
36 Assim diz o Senhor Deus ao povo de Jerusalém:— Defenderei a causa de vocês e os vingarei. Secarei a fonte de água da Babilônia e farei com que os seus rios sequem. 37 Então Babilônia se tornará um montão de pedras, onde vivem animais ferozes. Será um espetáculo horrível. Ninguém vai morar lá, e todos os que olharem para Babilônia ficarão horrorizados por causa do que aconteceu com ela. 38 Todos os babilônios rugem como leões e rosnam como leõezinhos. 39 Será que eles são esganados? Farei uma festa para eles. Eu os embriagarei e alegrarei. Aí eles dormirão e nunca mais acordarão. 40 Eu os levarei para serem mortos, como se fossem cordeiros, bodes e carneiros. Eu, o Senhor, estou falando.
A queda de Babilônia
41 O Senhor Deus diz:— Babilônia, a cidade que era admirada em todo o mundo, foi tomada! Que espetáculo horrível ela se tornou para as outras nações! 42 O mar rolou sobre Babilônia e a cobriu com ondas violentas. 43 As cidades estão arrasadas; são como um deserto sem água, onde ninguém mora e por onde ninguém passa. 44 Eu castigarei Bel, o deus da Babilônia, e farei com que ele devolva as coisas que roubou. As nações não o adorarão mais.— As muralhas de Babilônia caíram. 45 Povo de Israel, fuja de lá. Que cada um salve a sua vida do fogo da minha ira! 46 Não percam a coragem, nem fiquem com medo das notícias que ouvirem. Cada ano, se espalha uma notícia diferente; são notícias de violência na terra e de um rei lutando contra outro. 47 E assim está chegando a hora em que vou castigar os ídolos da Babilônia. Os moradores da sua terra ficarão com vergonha por causa da derrota, e todos serão mortos. 48 Quando Babilônia cair e for destruída pelo povo que vem do Norte, então tudo o que existe no céu e na terra cantará de alegria. 49 Babilônia matou gente em todo o mundo e agora ela cairá porque matou tantos israelitas. Eu, o Senhor, estou falando.
Mensagem aos judeus na Babilônia
50 O Senhor diz:— Meu povo que está na Babilônia, vocês escaparam da morte! Agora andem! Não fiquem esperando! Embora estejam longe de casa, pensem em mim, o Deus de vocês, e lembrem de Jerusalém. 51 Vocês dizem: “Estamos envergonhados porque fomos insultados. Estamos humilhados porque os estrangeiros invadiram os lugares santos do Templo.” 52 Por isso, digo que está chegando a hora em que vou castigar os ídolos da Babilônia; e os feridos vão gemer, espalhados pelo país inteiro. 53 Mesmo que a Babilônia pudesse subir até o céu e construir ali uma fortaleza, ainda assim eu mandaria gente para destruí-la. Eu, o Senhor, estou falando.
A destruição de Babilônia
54 O Senhor Deus diz: “Escutem os gritos em Babilônia, gente chorando por causa da destruição que há no país.
55 Estou destruindo Babilônia e fazendo com que ela fique quieta. Como ondas violentas, os exércitos invadem e atacam com gritos barulhentos.
56 Vieram para destruir Babilônia; os seus soldados são presos, e os seus arcos e as suas flechas são quebrados. Eu, o Senhor, sou Deus que castiga o mal; eu vou tratar Babilônia do jeito que ela merece.
57 Farei com que os seus governantes fiquem bêbados e também os seus sábios, as suas autoridades e os seus soldados.
Eles vão dormir e nunca mais vão acordar. Sou eu, o Rei, quem está falando. O meu nome é Senhor, o Todo-Poderoso.
58 As grossas muralhas de Babilônia serão completamente arrasadas, e os seus altos portões serão destruídos pelo fogo. Todo o trabalho dos povos não vale nada; os esforços das nações se acabam nas chamas.”
O Senhor Todo-Poderoso falou.
A mensagem de Jeremias é enviada à Babilônia
59 Seraías, filho de Nerias e neto de Maaseias, era o oficial ajudante do rei Zedequias, de Judá. No quarto ano do reinado de Zedequias em Judá, Seraías estava de saída para a Babilônia, e então eu lhe dei algumas ordens. 60 Escrevi num livro como a Babilônia ia ser destruída e todas as outras coisas que iam acontecer com ela. 61 E disse a Seraías:— Quando você chegar à cidade de Babilônia, faça questão de ler em voz alta tudo o que está escrito aqui. 62 Depois, ore assim: “Ó Senhor Deus, tu disseste que vais destruir este lugar, de tal modo que aqui não ficará nenhum ser vivo, nem pessoas nem animais. A cidade será como um deserto para sempre.” 63 Quando você acabar de ler para o povo este livro, amarre uma pedra nele e jogue-o no rio Eufrates. 64 Então diga: “Isto é o que acontecerá com a Babilônia — ela vai afundar e nunca mais se levantará, por causa da destruição que Deus vai trazer sobre ela.”As palavras de Jeremias terminam aqui.

É isso que Deus quer lhe falar hoje....


O castigo dos que adoram ídolos
1Alguns líderes israelitas vieram me perguntar qual era a vontade do Senhor. 2Então o Senhor me disse o seguinte: 3— Homem mortal, esses homens deram o seu coração aos ídolos e estão deixando que os ídolos os façam pecar. Será que pensam que vou lhes dar alguma resposta? 4— Pois bem, diga aquilo que eu, o Senhor Deus, estou lhes dizendo: “Todo israelita que sente no coração a vontade de adorar ídolos, que está permitindo que eles o façam pecar e que vai consultar um profeta receberá a minha resposta. E será a resposta que os seus muitos ídolos merecem. 5Todos esses ídolos desviaram o meu povo de mim, porém com a minha resposta espero que ele volte a ser fiel a mim como antes.” 6— Por isso, diga aos israelitas que eu, o Senhor Deus, estou dizendo o seguinte: “Arrependam-se e abandonem os seus ídolos nojentos.” 7— Quando um israelita ou um estrangeiro que mora em Israel se afastar de mim, e for tentado a adorar ídolos e deixar que eles o façam pecar, e então for consultar um profeta — eu, o Senhor, é que lhe darei a resposta! 8Eu ficarei contra essa pessoa e farei dela um exemplo. Eu a arrancarei do meio do meu povo, e assim todos ficarão sabendo que eu sou o Senhor. 9— Se um profeta for enganado e der uma resposta falsa, fui eu, o Senhor, quem o enganou. Eu o tirarei do meio do povo de Israel. 10Tanto o profeta como aquele que o consultar receberão o mesmo castigo. 11Farei isso para evitar que os israelitas me abandonem e se manchem com os seus pecados. Eles serão o meu povo, e eu serei o Deus deles. Eu, o Senhor Deus, falei.
Noé, Danel e Jó
12O Senhor me disse o seguinte: 13— Homem mortal, se uma nação pecar e for infiel a mim, eu levantarei a mão contra ela e destruirei os seus depósitos de alimentos. Farei com que haja fome para matar gente e animais. 14Mesmo que Noé, Danel e Jó estivessem vivendo ali, a honestidade desses três homens salvaria apenas a vida deles. Eu, o Senhor Deus, falei. 15— Se eu mandar animais ferozes para matar as pessoas, e por causa deles a terra ficar tão perigosa, que ninguém possa viajar nela, 16mesmo que esses três homens estivessem vivendo ali — juro pela minha vida, diz o Senhor Deus — eles não seriam capazes de salvar nem os seus próprios filhos. Eles salvariam somente a sua própria vida, e a terra viraria um deserto. 17— Se eu mandar a esse país guerra e armas destruidoras para acabar com pessoas e animais, 18mesmo que esses três homens estivessem vivendo ali — juro pela minha vida, diz o Senhor Deus — eles não seriam capazes de salvar nem os seus próprios filhos, mas apenas a sua própria vida. 19— Se eu mandar uma epidemia a esse país e derramar a minha ira sobre a terra para tirar muitas vidas, matando gente e animais, 20mesmo que Noé, Danel e Jó estivessem vivendo ali — juro pela minha vida, diz o Senhor Deus — eles não seriam capazes de salvar nem os seus próprios filhos. A honestidade deles salvaria apenas a sua própria vida. 21O Senhor Deus diz o seguinte:— Vou mandar a Jerusalém os meus quatro castigos mais violentos, isto é, guerra, fome, animais ferozes e doenças, para destruir pessoas e animais. 22Se alguns escaparem e salvarem os seus filhos, olhem bem para eles quando chegarem. Vocês verão como eles são maus e se convencerão de que o castigo que estou dando a Jerusalém é merecido. 23Quando virem como eles são maus, vocês se convencerão e ficarão sabendo que houve motivo justo para tudo o que fiz. Eu, o Senhor Deus, falei.

Nunca pense em Deus como seu inimigo!


1 “Mas agora homens mais moços do que eu zombam de mim.
Os pais deles não valem nada; eu não poria essa gente nem com os cachorros que cuidam do meu rebanho.
2 De que me serviria a força dos seus braços? São homens magros, 3 enfraquecidos de tanto passar fome e miséria. À noite, na solidão de lugares desertos, eles têm de roer raízes secas.
4 Pegam ervas e cascas de árvores e se alimentam de raízes que não servem para comer.
5 São expulsos do meio das pessoas, que os espantam, aos gritos, como se eles fossem ladrões.
6 Têm de morar em barrancos medonhos, em cavernas ou nas rochas.
7 Uivam no meio das moitas e se ajuntam debaixo dos espinheiros.
8 Raça inútil, gente sem nome, são enxotados do país.
9 “Mas agora essa gente vem e zomba de mim; para eles eu não passo de uma piada.
10 Sentem nojo de mim e se afastam e chegam até a me cuspir na cara.
11 Deus me enfraqueceu e me humilhou, e por isso, furiosos, eles se viram contra mim.
12 Essa raça de gente ruim me ataca, me faz correr e procura acabar comigo.
13 Eles não deixam que eu fuja, procuram me destruir, e ninguém os faz parar.
14 Entram por uma brecha da muralha e no meio das ruínas se jogam contra mim.
15 Eu fico apavorado. A minha honra foi como que varrida para longe pelo vento; a minha prosperidade passou como se fosse uma nuvem.
Tu me tratas com crueldade
16 “Agora já não tenho vontade de viver; o desespero tomou conta de mim.
17 De noite os ossos me doem muito; a dor que me atormenta não para.
18 Deus me agarrou pela garganta com tanta violência, que desarrumou a minha roupa.
19 Ele me atirou na lama; eu não valho mais do que o pó ou a cinza.
20 “Ó Deus, eu clamo pedindo a tua ajuda, e não me respondes; eu oro a ti, e não te importas comigo.
21 Tu me tratas com crueldade e me persegues com todo o teu poder.
22 Fazes com que o vento me carregue e numa tempestade violenta me jogas de um lado para outro.
23 Bem sei que me levarás à Terra da Morte, o lugar de encontro marcado para todos os vivos.
24 Por que atacas um homem arruinado, que não pode fazer nada, a não ser pedir piedade?
25 Por acaso, não chorei com as pessoas aflitas? Será que não tive pena dos pobres?
26 Eu esperava a felicidade, e veio a desgraça; eu aguardava a luz, e chegou a escuridão.
Eu peço ajuda
27 “O meu coração está agitado e não descansa; só tenho vivido dias de aflição.
28 Levo uma vida triste, como um dia sem sol; eu me levanto diante de todos e peço ajuda.
29 A minha voz é um gemido triste, como os uivos do lobo ou os gritos do avestruz.
30 A minha pele está ficando preta, e o meu corpo queima de febre.
31 Eu costumava ouvir a música alegre de liras e flautas, mas agora só escuto gente chorando e soluçando.


Comentário:

Agora, porém...Felicidade anterior versus tristeza do presente. Um capítulo de contraste. (*A vida é cheia de surpresas, com mudanças drásticas e inesperadas. “Eu voltaria atrás se eu pudesse”, é o que pensamos muitas vezes.)

1. “Meus atuais acusadores são aqueles que eram mais fracos”. V. 1-8.

A descrição parece se adaptar a um grupo maior do que simplesmente seus três amigos. Sem dúvida que se trata daqueles mesmos que o admiravam anteriormente (cap. 29).

Eles eram jovens, (v. 1)

Seus pais não eram dignos, v. 1. Eu não insultaria meus cachorros deixando que os tais tomassem conta deles!”

Mesmo quando eram maduros, estes homens não serviam de nenhum proveito, eram inúteis, v. 2.

v. 3 -7 Eles eram pessoas entregues a mendicância, párias, escórias da sociedade. (Corriam dos credores? V. 5) Viviam como animais! Henry Morris os considera como os verdadeiros homens das cavernas (não meio-macacos, mas homens que por alguma razão ficaram mental e fisicamente deteriorados, que foram espalhados após a Babel e viviam nas cavernas e etc.)

v. 8 Eram os de classe mais baixa da terra.

Eles eram os que riam, debochavam e escarneciam de Jó (v. 1). Por isso Jó então se sentia o menor dos menores!

Que contraste! Enquanto a honra dos príncipes era adicionada a sua dignidade, o deboche destes homens, tão inferiores, era adicionado a sua desgraça.

Henry: “As crianças aprendem cedo, quando vêem seus pais se comportando assim, a serem debochadas.”

II. O tratamento cruel da parte deles, v. 9-14.

“Eles debocham, ridicularizam e compõem músicas a meu respeito, para demonstrar seu total desprezo por mim,” v. 9. D. Thomas chama isso de cianeto (veneno mortal) verbal! Eles se regozijavam na queda de Jó. Eles esperavam que isso acontecesse. O invejavam secretamente o tempo todo.

- Nunca subestime o quão cruel um homem caído pode ser! Mesmo que ele não tire nenhum proveito da calamidade de outrem. Ficam felizes ao ver outros sofrerem. (Irracional, maligno e diabólico. Um dos ataques de Satanás.)

“Ao invés de me ajudarem, eles me insultam e ofendem,” v.10.

“Por verem que Deus se voltou contra mim, eles se acham no direito de acrescentar algo mais a isso,” v. 11. Crueldade irrestrita.

v. 12 “Eles tropeçam em mim para me destruir.”

v. 13 “Eles corrompem a minha reputação (ou colocam armadilhas para mim).” Será que essa foi a fonte de onde seus três amigos tiraram suas idéias?

v. 14 Eles são muitos.

- Nisso Jó se assemelha ao nosso Salvador: Desprezado e rejeitado pelos homens. Escarnecido. Vergonhosamente tratado. Cuspido. Publicamente humilhado. Coroado com espinhos.

- Os servos do Mestre não deveriam esperar um tratamento melhor. Se não somos continuamente abusados pelos homens maus, é somente pelo fato de Deus os restringir.

- Quando isso ocorrer, lembre-se de ser igual a Cristo! não revide. Compare a resposta de Davi a Simei (II Sam. 16: 3-13). Que graça! Que autocontrole! Considere isso como vindo de Deus.

- Ser desprezado por homens desprezíveis é na verdade um elogio!

III. “Eu me sinto miserável por dentro e por fora.” V. 15-19.

Por dentro: tortura da alma, v.15-16. Derrama-se = desmanchar em lágrimas.

Por fora: Corpo completamente debilitado, v. 17-19. Doente demais para dormir. Suas vestes são crostas de feridas que purgam e escamam. “Eu pareço mais com um monte de lama do que com qualquer outra coisa.”

- Precisamos nos lembrar da nossa fragilidade e fraqueza, pois nossa vida está por um fio. Esquecemos disso até que Deus nos lembre (via doença, incapacitação). Mas, Ele não está nos fazendo um favor neste caso?...em nos tornar mais interessados na eternidade?

IV. Jó se volta para Deus, v. 20-23.

“Tu não ouves minhas orações, v. 20.

“Tu estás contra mim”, v. 21-22. Peneirado como grão, v. 22.

“Tu tens determinado por fim a minha vida, v. 23.

Jó está apenas descrevendo a aparência das coisas, ou ele está realmente amargurado? Difícil afirmar com certeza. (Com toda certeza ele irá se arrepender destas palavras.) Qualquer que seja o caso, ele não amaldiçoa a Deus. Um fundamento de esperança permanece (como veremos no v. 24).

Este tipo de pensamento é normal entre os santos quando passam pela fornalha da aflição do corpo ou da alma. *Não estranhe se Deus não responde rapidamente as orações e necessidades urgentes. O povo de Deus costuma pensar que O buscaram em vão. Mas, Ele certamente os ouve!... Ele tem um plano geral que engloba a presente calamidade, o sofrimento, a doença, o despontamento e a tragédia.

Deus estava contra Jó? Ele se esqueceu da Sua misericórdia? A providência externa aparentemente dá a entender isso. Deus está contra você? *Seja cuidadoso nestas ocasiões. Satanás sussurra: “Deus é seu inimigo”! Eu sou seu amigo!”

V. Um pensamento de conforto, v. 24.

“Deus não me perseguirá no túmulo. Pelo menos, quando eu for para lá, desfrutarei descanso...mesmo que meus inimigos continuem a clamar contra mim. Eu serei feliz então.”

- Se apegue a qualquer conforto ou esperança que a Bíblia ofereça (ou venha a mente)! Agarre-se a corda lançada a você e fique firme!

- A esperança a longo prazo deve nos encorajar, não importa quão obscuro seja o nosso vale.

VI. Um sofredor inocente, v. 25-31.

v. 25 Uma consciência pura é um conforto na morte. Compare Salmo 35: 13.

v. 26 Eventos inesperados. Ex: Não um julgamento por algum pecado específico.

v. 27 -32 Dor, doença e febre. Solitário quando em perigo (v. 29). Desfigurado (v. 30). Sem alegria (v.31).

Jó está perdido? Nunca! Através destas provações “Um caráter está emergindo em Jó. Ele nunca mais será o mesmo. Ele está aprendendo mais e mais a respeito de Deus e dos Seus caminhos. Aprendendo a confiar nEle, se inclinar à Ele, a clamar por Ele e a buscá-Lo na dor. Deus estabeleceu Jó como Seu campeão contra Satanás. Embora o campeão esteja sangrando pelos ferimentos da batalha, ele está vencendo.” (Thomas)

- Lembre-se: Satanás quer derrotar Deus através de você. Porém, Deus está derrotando Satanás através de você (enquanto você permanece em Cristo, o Vitorioso, a quem você está seguramente unido).

Observe:

1. Comparado com Jó (sem mencionar a Cristo), nossas provações são relativamente pequenas. Por que você reclama tão alto estando sob uma tão pequenina cruz?!

2. Nunca pense em Deus como seu inimigo! Jó sendo perfeito e reto foi tentado a isso, portanto, nós deveríamos esperar o mesmo. Use de todas as suas forças internas para manter pensamentos corretos a respeito de Deus em tempos de provação.


Daniel A. Chamberlin