quarta-feira, 25 de março de 2015

Se você parou de se arrepender..., Cuidado!


Quem pode enfrentar o monstro Leviatã?
1 “E, quanto ao monstro Leviatã, será que você pode pescá-lo com um anzol ou amarrar a sua língua com uma corda?
2 Você é capaz de passar uma corda pelo nariz dele ou furar o seu queixo com um gancho?
3 Será que ele vai pedir que você o solte ou implorar que tenha dó dele?
4 Será que ele vai fazer um trato com você, prometendo trabalhar para você o resto da vida?
5 Será que você vai brincar com ele, como se fosse um passarinho? Você vai amarrá-lo, a fim de servir como um brinquedo para as suas empregadas?
6 Será ele vendido por um grupo de pescadores? Será que para isso o cortarão em pedaços?
7 Será que você pode enterrar lanças no seu couro ou fincar arpões de pesca na sua cabeça?
8 Tente encostar a mão nele, e será uma vez só, pois você nunca mais esquecerá a luta.
9 Só de olhar para o monstro Leviatã as pessoas perdem toda a coragem e desmaiam de medo.
10 Se alguém o provoca, ele fica furioso. Quem se arriscaria a desafiá-lo?
11 Quem pode enfrentá-lo sem sair ferido? Ninguém, no mundo inteiro.
12“Agora vou falar das pernas do Leviatã,
do seu tamanho e da sua força sem igual.
13 Quem pode arrancar o couro que o cobre ou furar a sua dupla couraça?
14 Quem é capaz de fazê-lo abrir a sua queixada rodeada de dentes terríveis?
15 As suas costas são cobertas de fileiras de escamas ligadas umas com as outras e duras como pedras.
16 Estão coladas tão bem umas nas outras, que nem o ar passa entre elas.
17 Estão ligadas entre si e bem coladas, de modo que ninguém pode separá-las.
18 Quando o Leviatã espirra, saem faíscas; os seus olhos brilham como o sol ao amanhecer.
19 A sua boca lança chamas, e dela saltam faíscas de fogo.
20 O seu nariz solta fumaça, como a de galhos que queimam debaixo de uma panela.
21 O seu sopro acende o fogo, e da sua boca saem chamas.
22 A sua força está no pescoço, e a cara dele mete medo em todo mundo.
23 No seu couro não existe ponto fraco; ele é firme e duro como ferro.
24 O seu coração cruel não tem medo; é duro como uma pedra de moinho.
25 Quando ele se levanta, até os mais fortes ficam apavorados; o medo os impede de agir.
26 Não há espada que consiga feri-lo, nem lança, nem flecha, nem arpão.
27 Para ele, o ferro é como palha, e o bronze, como pau podre.
28 As flechas não o fazem fugir. Jogar pedras nele é como jogar capim.
29 Bater nele com um porrete é o mesmo que bater com uma torcida de palha; ele zomba dos homens que lhe atiram lanças.
30 A sua barriga é coberta de cacos pontudos, que reviram a lama como se fossem uma grade de ferro.
31 Ele agita o mar e o faz ficar como água que ferve na panela, como o óleo fervendo no caldeirão.
32 Ele vai deixando na água um rastro luminoso, como se o mar tivesse uma cabeleira branca.
33 Não há nada neste mundo que se compare com ele, pois foi feito para não ter medo.
34 O Leviatã olha para tudo com desprezo e entre todas as feras orgulhosas ele é rei.”


Comentário

Outro animal muito discutido, que Deus utiliza em Sua análise científica. Uma exposição final do tesouro de Deus de evidências que tornariam Jó mais humilde. A julgar pelo espaço dedicado a ele, trata-se de um animal importante para o argumento de Deus.

I. O que é/era o Leviatã?

Os escritores antigos debatiam muito se de fato se tratava de uma baleia ou de um crocodilo. Entretanto, assim como o Beemote, a descrição não se encaixa em nenhum dos dois (ex: escamas, impossível de ser capturado).
Novamente, é possível Morris esteja correto ao dizer que se tratava de um dinossauro aquático, agora (ou recentemente) extinto! Associado com o mar aqui e também no Salmo 104: 25-26. Evidentemente se trata do maior animal marinho já criado por Deus. (A propósito, o tamanho do Brachiossaurus, que sugerimos como sendo o Beemote, era de 23mts de cumprimento por 12mts de altura.)
Termos: Leviatã, aparece 5 vezes; ver Isaías 27: 1 serpente veloz, e o leviatã, a serpente tortuosa, nos fazendo lembrar a criatura possuída por Satanás quando tentou Eva. Dragão, outro grande animal marinho.
Este Dragão, também traduzido como baleia em Gênesis 1: 21; serpente, em Êxodo 7: 9-12; chacais em Lamentações 4: 3. Jó já tinha se referido a esta criatura como baleia, traduzido como chacal em 30: 29. (??? tan) De uma raiz não muito utilizada, provavelmente o significado para alongar; um monstro, isto é, uma serpente do mar (ou um outro enorme animal marinho); também um chacal (ou outro animal terrestre): dragão, baleia.
Aquilo que chamavam de dragão, nos tempos bíblicos, nós agora chamamos de dinossauro (do grego "deinos", terrível, e "saurus", réptil). Transmite a idéia de uma serpente gigante.
Morris sugere que seja um plesiossauro (ver ilustração). Note o pescoço longo, assemelhando-se a uma serpente.
Historicamente falando, devemos notar que as antigas civilizações já contavam histórias de dragões que cuspiam fogo (cap. 40: 19-21). Marinheiros com longas histórias de monstros e serpentes marinhos. Do site Answers in Genesis:
O relato de pessoas que disseram ter visto uma “serpente marinha”, a descrevem como um animal muito grande, assemelhando-se ao crocodilo, porém muito maior, cerca de 15 a 18mts de cumprimento, e encontrados em alto mar. Por exemplo: um animal semelhante foi visto, ao norte do Atlântico, durante a primeira guerra mundial, quando o navio Inglês movido a vapor (Iberian) naufragou, abatido pelo submarino alemão U28. Alguns segundos após o Iberian ter sido torpedeado e afundado, houve uma explosão subaquática. O comandante do submarino e alguns dos tripulantes relataram o seguinte: “Um pouco depois vimos pedaços de destroços, e entre eles um gigantesco animal marinho, que se contorcia e lutava ferozmente, lançando estes destroços a uma altura de 18 à 30mts...Não tivemos tempo de fotografar, pois o animal submergiu após cerca de 10 a 15 segundos....Ele tinha cerca de 18mts de cumprimento e era semelhante a um crocodilo, possuindo quatro nadadeiras poderosas e uma longa cauda, afilada no final.”
“O Monstro de Aramberri” é o apelido dado a um fóssil de plesiossauro gigante encontrado no México em 2002 por pesquisadores Mexicanos e Alemães. Imagina-se que se trata de um tipo de pliossauro conhecido como Liopleurodon ferox. O programa da BBC, Caminhando com os Dinossauros, descreve a criatura como tendo cerca de 20mts de cumprimento e 150 toneladas. Entretanto, existe uma considerável disputa sobre o tamanho e espécies dos ossos fossilizados.
De qualquer modo, o Leviatã era imenso, feroz e um terrível animal marinho.

II. Esboço do capítulo.

1. De um modo geral, a força do Leviatã e sua natureza indomável são destacados (impossível de amedrontá-lo ou derrotá-lo), v. 1-10a.
2. A grande que Jó (e nós todos) deveria aprender, v. 10b-11. A grande sabedoria e poder de Deus.
3. Mais detalhes específicos sobre as características do Leviatã. A menos que Jó tivesse a experiência de um marinheiro, ele teria apenas ouvido falar desse animal. Ainda que Jó tivesse visto algum, teria sido muito breve. Mas, Deus revela este animal, e suas características, com precisão de detalhes.

III. A grande força do Leviatã. (Note as perguntas:)

v. 1 . Não podia ser capturado como os demais animais que viviam nas águas, através de uma linha com anzol. Que linha e que tipo de anzol não seria necessário para caçar um animal tão extra-ordinário como esse!
v. 2 “Você poderia caçá-lo, colocá-lo numa jaula e levá-lo para casa?!”
v. 3 Ele não pode ser subjugado como um prisioneiro, vindo a clamar por misericórdia.
v. 4 Ele não se submete como a um servo.
v. 5 Não é um brinquedo que pode ser considerado como esporte ou entretenimento (ex: ser carregado pelo polegar).
v. 6 Não há celebração de vitória por sua captura, onde sua carne seria comida. Ou, tirar proveito com a sua venda.
v. 7 “Suas armas e táticas não servem de nada contra ele! São ineficazes!”
v. 8 “Eu desfio você a colocar a mão nele, Jó! Chame-o para uma luta. E desista enquanto estiver com vida!”
v. 9 Todas as esperanças de pegá-lo foram em vão. Pois, quando frente a frente com ele, o homem fica aterrorizado e teme por sua vida.
v. 10 a Ninguém se iguala a ele! Melhor política: fique bem longe dele.

IV. O ponto de Deus

Deus mesmo faz a aplicação:
1. “Se você não ousa se aproximar do Leviatã, como ousa se aproximar de mim, Seu Criador!...discordando das minhas providências! Não mereço mais temor do que ele? v. 10b. O menor questionando o maior.

OBS:Compare Salmo 76: 7. Pense num animal ou evento mais assustador que você possa imaginar...e tema a Deus muito mais!
2. “Quem veio antes de mim, que eu seja obrigado a retribuir-lhe?” Citado em Romanos 11: 35. “Se você pensa que Deus deve alguma coisa à você, então envie a Ele a conta!”
O pensamento em si mesmo absurdo e blasfemo! Ele é independente.
- Deus não está em obrigação com ninguém. Tudo que recebemos da parte dEle, com excessão do julgamento, é fruto da Sua bondade. Obrigação e graça são mutuamente exclusivas.
- Pensamento mais humilhante para as nossas mentes: Não não me deve nada! “Jó, Deus não tem que te dar nada de bom!” Agradeça a ele pelo mínimo dos favores, sem mencionar o maior e inimaginável favor da redenção.
3. “Sou dono de tudo. Tenho direitos sobre tudo. Como sou proprietário de tudo, sou também livre para fazer o que quiser com Minhas criaturas, até mesmo com você, Jó!”
Pense no senhor na parábola dos trabalhadores na vinha. Acusado de injustiça, ele responde: Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? (Mateus 20: 15). Direitos absolutos como Proprietário, Criador, Sustentador e até mesmo como Redentor!
- Deus não nos deve nada. Dependemos da Sua misericórdia. E, portanto, clamar por Sua misericórdia é o lugar mais seguro que podemos estar! Ele é rico em misericórdia com todos os que o invocam. Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. (Romanos 10: 12)
Aqui podemos descansar em paz: Deus controla soberanamente a mim e aos meus leviatãs.

Pergunta: “Onde está a bondade de Deus nisso tudo? O mero controle soberano não traz conforto real.”
Resposta: A bondade está no fato do leviatã estar confinado ao oceano! E Satanás, aquela antiga serpente, está confinada a uma esfera delimitada por Deus, não podendo tocar em Jó sem a permissão de Deus. Se Deus deixa o Leviatã enrolar-se com você, é para o seu bem! (Veremos um pouco mais disso mais tarde!)

Não devemos esquecer que o propósito de Deus em estender a análise científica, incluindo estas duas criaturas, era de humilhar a Jó, mostrando que ele não poderia subjugar estas maravilhosas e criaturas. Ver cap. 40: 11-14. A necessidade de Deus.
Vimos um pouco como era essa grande criatura (uma espécie de dragão ou dinossauro), sua característica geral (v. 1-10a), e a autoridade, supremacia e Senhorio de Deus (v. 10b-11). Agora chegamos a:

Uma descrição mais detalhada das suas características:
Deus diz: “Vou fazer uma descrição mais detalhada deste animal.” Note que para o Criador, é um animal belo, maravilhoso e gracioso!
1. Indomável, v. 13-14. Ninguém pode se aproximar dele. Nenhum tipo de freio pode domá-lo. Pois quem ousaria abrir sua boca para colocar lá o freio?! (Note que esta é a última pergunta do capítulo.)
2. Uma camada externa impenetrável, v. 15-17. Réptil.
3. Luz e fogo, v. 18-21. Quando ele “espirra”, expele ou libera ar, há claridade. Até os seus olhos brilham! Ele lança fumaça e fogo. Talvez um mecanismo químico para ajudá-lo a caçar.
4. Grande força, v. 22-24. O que causa tristeza aos marinheiros é uma alegria para ele. Ele é intocável. Ousado e corajoso de coração.
5. Para ser temido, v. 25. Um encontro com ele faz com que a pessoa se prepare para morrer. “É melhor tentar me livrar dos meus pecados e me preparar para encontrar com o meu Criador!”
6. Ainda assim ele é destemido, v. 26-30. Nenhum tipo de armamento é eficiente contra ele. O fundo mais rústico do mar não é desconfortável para ele.
7. Novamente, esta característica notável de exalar fogo, v. 31-32. Borbulhando, com odor. Ele poderia ser seguido pelo rastro de bolhas que deixava. Ele fazia com que o mar parecesse mais velho, através de uma espuma branca de vapor.
8. Não havia animal semelhante a ele em terra, v. 33. Aqui vemos a sabedoria de Deus demonstrada, ao limitar este imenso e poderoso animal a água. Em terra, ele provocaria uma grande destruição. (Entretanto, lembre-se que o maior animal terrestre, o Beemote, era herbívoro, graças à bondade de Deus! 40: 15.)
9. Ele por cima de todas as outras criaturas, como sendo inferiores, v. 34. Um verdadeiro rei do reino animal.

Aprenda:

1. Qualquer tipo de excelência encontrada nas criaturas deveria nos apontar para Deus. Deus está mais interessado do que uma simples análise científica. Ele quer que Jó entenda algo sobre Deus através disso tudo.
“Jó, você não pode controlar este extraordinário animal. Você pensa que pode me controlar? Você não pode subjugar este animal, portanto, o seu próprio braço não pode salvá-lo (40: 14). Jó, Eu controlo este animal, assim como controlo você e suas provações.”
2. Devemos temer a Deus mais do que tememos qualquer coisa criada (ex: animal, pessoa, anjo e demônio). É mais fácil ficar diante do Leviatã do que diante de Deus!
3. É difícil resistir em não fazer uma comparação entre o Leviatã e Satanás. O inimigo e instrumento das aflições de Jó. Considere algumas descrições aqui: poderoso, nenhum homem pode domá-lo, não teme ninguém na terra (v. 33), é orgulhoso (v. 15, 34), coração endurecido (v. 24). Não há dúvida de que Jó conhecia o relato da tentação de Eva feito pela serpente. Talvez esse fosse o motivo de Deus manter em segredo o que estava ocorrendo com Jó no capítulo 1 e 2.
Bunyan fez o mesmo paralelo: Apoliom. “Era horrível o aspecto do
“monstro; estava coberto de escamas, semelhante às dos peixes; tinha asas como de dragão, e patas de urso; do ventre saía-lhe fumo e fogo, e a sua boca era semelhante à boca do leão.”
Descrição de Apocalipse 12: 7-9 e 20: 2.
Embora não sejamos páreo para Satanás, devemos lembrar que ele não é páreo para Deus. O Deus-Homem esmaga a cabeça da serpente na obra da redenção. Ver Salmo 74: 12; Isaías 27: 1; Hebreus 2: 14-15. E, em Cristo, nós também esmigalhamos Satanás. Ver Salmos 91: 13; Romanos 16: 20.
Que alegria!...ver o orgulhoso Satanás totalmente humilhado perante Deus!
4. Além disso, também vemos o orgulho do homem retratado no Leviatã. Ele se considera invencível. Mas os ímpios são como o mar bravo, porque não se pode aquietar, e as suas águas lançam de si lama e lodo. Não há paz para os ímpios, diz o meu Deus. (Isaías 57: 20-21). Pense a respeito do poema de invictus (“invencível”) de William Ernest Henley.
Do fundo desta noite que persiste A me envolver em breu - eterno e espesso, A qualquer deus - se algum acaso existe, Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos, Sob os golpes que o acaso atira e acerta, Nunca me lamentei - e ainda trago Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Além deste oceano de lamúria, Somente o Horror das trevas se divisa; Porém o tempo, a consumir-se em fúria, Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda - eu não declino, Nem por pesada a mão que o mundo espalma; Eu sou dono e senhor de meu destino; Eu sou o comandante de minha alma.
O julgamento certamente virá contra tais pessoas. Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a sua altivez será humilhada; e só o SENHOR será exaltado naquele dia.(Isaías 2: 11). Ver Judas 13-21.
5. Pensamentos a respeito da morte e do julgamento deveria nos levar a purificar nossos corações, e buscar a purificação que somente Deus pode dar, v. 25.
Seria presunção comentar sobre o livro de Jó. Pois ele está repleto de realidades impressionantes do Deus vivo. “Como Jó, só podemos levar nossa mão à boca.” (Francis Andersen).
Já tínhamos visto Jó se arrepender, 40:3-5. Convencido, confessando o pecado, nada a dizer, exceto: “culpado!” Porém, isso somente ocorreu depois que Deus exigiu uma resposta. Deus então vai para outro assalto (segundo discurso, é evidente que Deus poderia continuar e continuar sucessivas vezes!). Esta era a vez de Jó falar, mas sem nenhum aviso, v. 1.

Observações gerais:
Aqui o arrependimento de Jó é mais completo. Ele inclui palavras de louvor a Deus. Ele até mesmo cita a Palavra de Deus como um testemunho contra si mesmo.
- O arrependimento é uma obra incompleta. Sempre há lugar para mais. Se você parou de se arrepender..., Cuidado!
- Deus está mais interessado a respeito da condição do nosso coração do que da quantidade das nossas palavras. (compare a oração do Fariseu com a do Publicano, longa vs. curta, Lucas 18.)
I. O entendimento de Jó quanto ao poder de Deus, v.2.
Palavras de louvor. Ao invés de amaldiçoar a Deus, Jó está entoando os louvores do Altíssimo! Ao invés de ficar amargurado contra Deus, Jó se aproxima dEle ainda mais.
É evidente, e vemos no capítulo 1, que Jó tinha algum conhecimento a respeito do poder de Deus. Mas agora o seu conhecimento cresceu, aumentou. Agora, graças aos discursos, Jó tem uma visão mais ampla sobre Deus, Seu poder e Majestade.
Jó consegue conciliar o poder e direitos que Deus tem de fazer tudo o que bem entender. Bem sei eu que tudo podes.

OBS:Este é um ponto de total submissão que todo Cristão deveria chegar. Nisto se encontra a verdadeira adoração: reconhecer a autoridade de Deus sobre tudo. A maior parte da Palavra de Deus, e de Suas Obras, foi concedida para nos ensinar sobre a Sua soberania absoluta. Mas, nós temos que entoar louvores, demonstrando nossa aprovação com regozijo, nos submetendo doce e alegremente.

OBS:Você está em paz com as providências de Deus? nenhum dos teus propósitos pode ser impedido... (1) Nenhum pensamento dos homens pode ficar em oculto para Deus. (2) Nenhum dos propósitos de Deus pode ser impedido de ser executado, pois Ele cumpre toda a Sua vontade. Seu propósito sempre prevalece. “Deus, o Senhor sabe o que eu preciso ouvir!”

II. O entendimento de Jó sobre a sua própria ignorância, v. 3.
v. 3 a é uma citação do que Deus falara em 38: 2. Escurecer o conselho de Deus com palavras sem conhecimento. Jó aceita a reprovação de Deus: “Eu precisava ouvir isso!”
v. 3 b a resposta de Jó. “Eu fui pela minha cabeça! Além da minha capacidade. Eu falei brutamente acerca de coisas das quais não era qualificado para dar opinião.” “Eu tomei a responsabilidade de ser mestre antes mesmo de ter ido para a escola.” Calvino “Somos muito fracos para tentar atingir tamanha altura!”
Henry: “A razão pela qual nós brigamos com a Providência é porque não a entendemos, e deveríamos ficar contentes em estar no escuro quanto a elas, até que o mistério de Deus se revele.”
“Eu questionei coisas que não era qualificado para fazer.” Alguém perguntou a Agostinho o que Deus estava fazendo antes de criar a terra, e a resposta foi: “criando o inferno para pessoas que questionam tais coisas!”
- Quantas vezes nós falamos ou questionamos em nossa ignorância! Quando em ignorância sobre algo, seja especialmente cuidadoso com as palavras. Certifique-se de que está falando algo que você sabe! Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio (Provérbios 10: 19). Somos mais culpados do que imaginamos. (lembre-se de Isaías ficou mais convicto dos pecados que cometera em suas palavras após ter visto a Deus.)
- “Não devemos falar ou pensar a respeito das coisas secretas de Deus, a não ser com reverência e humildade.” (Calvino) Não seja bisbilhoteiro!
- Em quebrantamento, humilhação e confissão a Deus é que encontramos liberdade e libertação!

III. Jó entende mais sobre si mesmo e Deus, v. 4-6.
v. 4 Jó obedece e responde a Deus. Jó cita duas vezes aquilo que Deus lhe perguntara anteriormente. (38: 3; 40: 7). “Deus, eu não ousaria dizer mais nada, exceto responder aquilo que o Senhor me perguntou.” Note como Jó fala humildemente: Escuta-me [eu oro]. Não mandando que Deus o ouça, como antes, mas clamando que Ele ouça o Seu humilde servo, a quem foi solicitado uma resposta. “Deus, aqui segue a minha resposta:...v. 5-6.”
...Algumas coisas a respeito de Deus e de Jó. OBS:O que mais necessitamos?! “Nossa sabedoria, na medida em que ela deva ser considerada sólida e verdadeira, consiste basicamente de duas partes: o conhecimento de Deus e o de nós mesmos.” (Calvino, primeira sentença do Livro 1, capítulo 1 das Institutas)
v. 5 “Meu conhecimento a Seu respeito cresceu profundamente!” Não que Jó desconhecesse a Deus anteriormente. Mas, um conhecimento vivificante, crescente, com uma experiência e apreciação mais profunda de Deus. Sentindo Seu poder! – Talvez na tempestade ou na consciência.
- Precisamos aclarar cada vez mais o modo como vemos a Deus! Sermos constantes estudantes e adoradores. Quanto mais claramente enxergamos a Deus, maior será a nossa confiança, e o nosso arrependimento para com Ele. (OBS:Arrependimento para com Deus!)
- Tudo centrado em Deus. “Não importa quais sejam as minhas provações, mas a glória de Deus é o que importa!
As provações de Jó continuavam as mesmas, mas sua atitude para com elas, e para com Deus é que mudou. Isso levou Jó a um arrependimento maior!...Portanto...OBS:Cuidado com o conhecimento apenas especulativo e intelectual, pois somente fará crescer o seu orgulho.
v. 6 me abomino = desprezo, rejeito. Autoestima tão baixa quanto poderia chegar, enquanto a sua estima de Deus atinge pontos mais altos! “O cristão fica mais belo aos olhos de Deus quando se torna mais sujo diante dos próprios olhos.” (Robinson) O mais santo dos santos é o último a saber disso.
- Prova da graça: Você fica maravilhado pelo fato de Deus ainda falar com você?! Me arrependo no pó e nas cinzas, na qual esteve sentado por semanas - sinal de humildade. Compare com Gênesis 18: 27, as palavras humildes de Abraão.
- Se arrependa dos pensamentos indignos contra Deus, e dos elevados sobre si mesmo.
- Seu arrependimento é constante, vivo? Cresce? É mais abrangente? Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. (Provérbios 4: 18)


Daniel A. Chamberlin

A água roubada é mais gostosa; o pão furtado é mais saboroso.


A Sabedoria e a falta de juízo
1 A Sabedoria construiu a sua casa sobre sete colunas. 2 Mandou matar animais para uma festa, preparou vinho e pôs a mesa. 3 Aí mandou as suas empregadas gritarem do lugar mais alto da cidade: 4“Entre, gente tola!” E disse às pessoas sem juízo: 5 “Venham, comam a minha comida e bebam o vinho que eu preparei. 6 Deixem a companhia dos tolos e vivam. Sigam o caminho do conhecimento.” 7 Se você repreender uma pessoa vaidosa, a única coisa que vai conseguir é ser insultado. Se tentar corrigir um homem mau, o que vai conseguir é ser humilhado. 8 Nunca repreenda uma pessoa vaidosa; ela o odiará por isso. Mas, se você corrigir uma pessoa sábia, ela o respeitará. 9 Qualquer coisa que você ensina a uma pessoa sábia torna-a mais sábia ainda. E tudo o que você diz a uma pessoa direita aumenta a sabedoria dela. 10 Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o Senhor. Se você conhece o Deus Santo, então você tem compreensão das coisas. 11 A sabedoria fará com que você viva uma vida mais longa. 12 Se você for sábio, o lucro será seu; se zombar de tudo, você mesmo sofrerá as consequências. 13 A falta de juízo é como uma mulher espalhafatosa, tola e sem-vergonha. 14 Ela senta-se à porta da sua casa ou num banco no lugar mais alto da cidade 15 e grita aos que passam preocupados com os seus negócios: 16“Entre, gente tola!” E diz às pessoas que não têm juízo: 17 “A água roubada é mais gostosa; o pão furtado é mais saboroso.” 18 Mas os convidados dela não sabem que aqueles que vão à sua casa morrem e que os que entraram já estão nas profundezas do mundo dos mortos.

Será que a sua força pode ser comparada à minha?


1 Então o Senhor disse:
2 “Jó, você desafiou a mim, o Deus Todo-Poderoso. Vai desistir ou vai me dar uma resposta?”
Primeira resposta de Jó a Deus
3 Então, em resposta ao Senhor, Jó disse:
4“Eu não valho nada; que posso responder? Prefiro ficar calado.
5 Já falei mais do que devia e agora não tenho nada para dizer.”
Segunda e última resposta de Deus a Jó
Será que a sua força pode ser comparada à minha?
6 Então, do meio da tempestade, Deus respondeu a Jó assim:
7 “Mostre agora que é valente e responda às perguntas que lhe vou fazer.
8 Será que você está querendo provar que sou injusto, que eu sou culpado, e você é inocente?
9 Será que a sua força pode ser comparada com a minha? Será que você pode trovejar com voz tão forte como eu?
10 Se você pode, então vista-se de glória e grandeza e enfeite-se com majestade e esplendor.
11 Olhe para todos os orgulhosos; faça explodir a sua raiva contra eles e humilhe-os.
12 Sim, olhe para eles e humilhe-os; esmague os perversos no lugar onde estão.
13 Sepulte-os todos na terra; amarre-os na prisão dos mortos.
14 Se você fizer isso, eu serei o primeiro a louvá-lo e a reconhecer que você venceu pelas suas próprias forças.
Quem é capaz de agarrar o monstro Beemote?
15 “Olhe para o monstro Beemote, que eu criei, como também criei você. Ele come capim como o boi, 16 mas veja quanta força tem e como são poderosos os seus músculos!
17 O seu rabo levantado é duro como um galho de cedro, e nos músculos das suas pernas ele tem muita força.
18 Os seus ossos são fortes como canos de bronze, e as suas pernas são como barras de ferro.
19 Ele é a mais espantosa das minhas criaturas. Só eu, o seu Criador, sou capaz de vencê-lo.
20 O capim que o alimenta cresce nas montanhas, onde as feras se divertem.
21 Ele se deita debaixo dos espinheiros e se esconde no brejo, entre as taboas.
22 Os espinheiros lhe dão sombra; os salgueiros do ribeirão o rodeiam.
23 Se há uma enchente, ele não se assusta; e fica tranquilo mesmo que a água do rio Jordão suba até o seu focinho.
24 Quem é capaz de cegá-lo e agarrá-lo ou de prender o seu focinho numa armadilha?

Comentário

Modus operandi: Este parece seguir o mesmo do primeiro discurso de Deus. Note como o versículo 6 inicia o segundo discurso da mesma forma que o primeiro, no capítulo 38: 1. Talvez Deus tenha feito uma pausa em Seu discurso, a fim de permitir que Jó respondesse. Porém, Jó não queria falar nada! Deus insiste que ele responda, v. 2, mas Jó não o faz, v. 4-5.

I. O questionamento de Deus
Possivelmente, no versículo 2, Deus falou com uma voz suave e menos intimidadora, antes de voltar a se comunicar através do redemoinho. Note a gentileza de Deus: (1) Ele fala, ao invés de acusar diretamente. (2) Ele fala na terceira pessoa, ao invés de se dirigir diretamente a Jó, utilizando-se da segunda pessoa.
Entretanto, isto é um questionamento, e Jó entendeu isso perfeitamente. OBS: Devemos estar atentos às reprovações gerais, fazendo de cada uma delas uma aplicação pessoal.
Seria como dizer: “Jó, estou aguardando. O planejado era que você me respondesse, 38: 3. Você estava aguardando por esta oportunidade...aqui está ela! Você esteve contendendo Comigo no excesso dos seus discursos, agora pode Me instruir! Portanto, diga-Me o que devo fazer agora! Você não tem sido feliz comigo...tudo bem, agora você pode responder.”
- Isso prova que nossa abordagem foi correta, isto é, que Jó foi muito longe, como Eliú havia falado. Deus considerou as palavras de Jó como uma “tentativa de se ensinar a Deus”.
- Isso prova o ponto do discurso anterior: “Jó, você pode Me dar instruções? Se você nem sequer pode instruir os animais...como poderia Me instruir?”
- Vamos tomar muito cuidado em não nos apressarmos em nossa defesa, acusações apressadas contra Deus é uma demonstração de orgulho, como se merecêssemos mais do que Ele nos dá. Como ofendemos e erramos freqüentemente nisso!
Deus considera tal atitude como um pecado de presunção. Guarde o seu coração e os seus lábios.
Deus parece estar pressionando Jó a fazer uma confissão pública. Seus três amigos precisavam ouvir isso. OBS:Confissão pública deve ser honesta e sincera, não forçada, hesitante ou duvidosa. (Alguns casos de disciplina realizados pela igreja vêm a minha mente, quando uma confissão forçada acabou por deixar que o coração se tornasse mais amargo e ofendido). Confesse de boa vontade, livremente e com arrependimento sincero.
Jó sabia muito bem a ousadia que era tentar instruir a Deus, ver cap. 21: 22. Entretanto, era exatamente isso o que ele estava tentando fazer! 23: 3-4; 31: 37. OBS:O que sabemos versus o que fazemos! A sua obediência caminha junto com o seu conhecimento?
Pergunta: Por que Deus é tão severo com Jó, cujo pecado era menor do que o de seus amigos que o provocaram?
Resposta: Deus iria tratar com eles mais tarde. E é bem provável que Deus queria que eles tivessem um exemplo vivo de arrependimento a ser seguido! Jó era uma lição.
- Ser totalmente humilde diante de Deus, não reivindicando nenhum “direito”, é a melhor forma de exemplo que outras pessoas precisam observar em nós. Se você deseja que os outros se arrependam dos seus pecados, esteja certo de que você se arrepende dos seus.

II. A resposta de Jó
Finalmente, Jó se dirige a Deus. Mas, não com aquela coragem que ele anteriormente imaginava que teria! Pelo contrário, pois estava totalmente humilhado, quebrantado e sem argumentos. Portanto, não seria inadequado chamar isso de: “O arrependimento de Jó”.
1. Ele faz uma confissão completa e sincera diante de Deus: Sou vil, ex: pequeno, frágil, sem valor, indigno, desprezível. Totalmente corrompido.
- Uma marca de verdadeira convicção: ficar do lado de Deus e contra você mesmo. “Deus, Tu não erraste comigo, Eu é que errei contigo! O Senhor não cometeu nenhum erro contra mim, mas eu é que não fiz outra coisa senão errar contra Ti!”
Jó estava totalmente humilhado! Veja o contraste que há em suas palavras quando o orgulho crescera nele. A palavra humilde vem do Latim, humilis, e significa: humus = sujo, terra, baixeza, vileza.
“Humilhado no pó” é uma redundância!
2. Sem defesa, v. 4b. Nada á argumentar, declarar, exceto “culpa”!
- Compare com Romanos 3: 19, calado versus defesa, negar, dar desculpas, transferir a culpa, etc. Não é um silêncio de ignorância, confusão, teimosia, ou ira, mas de remorso, vergonha, culpa, e de uma total e incondicional entrega. Este é o verdadeiro arrependimento.
3. Abandono do pecado, v. 5. “Já falei mais do que deveria! Na minha pressa, falei mais de uma vez em minha própria defesa, mas agora não ousaria dizer mais nada”. Uma retratação, buscando desfazer (se possível) todo o mal causado. Uma mudança de direção. Não persistindo na autojustificação. (OBS:Quantos são teimosos em admitir um pecado, persistindo no erro, esperando eventualmente vencer!)
Há também uma saudável desconfiança de si mesmo...para então confiar total e completamente em Deus. Todos os que se prostram diante da Sua misericórdia, vão encontrar um Deus mais misericordioso e gracioso em perdoar! Um nobre perdão, realizado pelo pagamento do débito do pecado, através de um grande Substituto provido por Deus.

Aplicação:
Esta é a forma como devemos viver todos os dias! Arrependendo-nos, confessando, abandonando o pecado e reivindicando somente os méritos de Cristo. Philip Henry, acusado de dar muita ênfase ao arrependimento, disse esperava levar consigo o seu arrependimento até a porta do céu! Você vive desta maneira.
Compare o arrependimento do publicano: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Ou Paulo... dos quais eu sou o principal. Ou Pedro, Senhor, ausenta-te de mim, que sou um homem pecador! Ou Isaías, Ai de mim... , Amigo, você sabe do que Jó está falando? Você fica do lado de Deus e contra você mesmo? Você se arrepende no pó diante Dele?
“Calado”, Eu confio na sua misericórdia. Você abandona o pecado e confia somente em Cristo? Vamos fazer como Jó, renovando o nosso arrependimento e fé.
v. 6 Inicia um novo discurso, que é o segundo e último de Deus para Jó. Deus novamente fala através de uma tempestade violenta, mostrando Seu poder e glória. No final do primeiro discurso Jó se encontrava totalmente humilhado e arrependido, um réu confesso, preferindo estar em silêncio e sem falar mais nada. Todavia, Deus o questiona novamente.
v. 7 Repete 38: 3. “Jó, você admitiu a derrota, mas vamos voltar ao ring para mais um assalto!”

I. Por que mais um discurso?
Não tinha sido o suficiente? Seu arrependimento não fora sincero? Deus estava sendo cruel ao espremer o assunto? As razões para este segundo discurso são as seguintes:
1. Não importa o quanto nos arrependamos, pois sempre haverá lugar para mais! Nunca nos tornaremos humildes demais. Somente Deus conhece todos os nossos pecados, orgulho, etc., os quais, nós mesmos, muitas vezes nem estamos cientes. Calvino: “Embora não percebamos certas falhas em nós, nunca deveríamos deixar de nos autocondenar. Ainda que não haja absolutamente nada em nós neste presente momento, Deus sabe que poderíamos cair em pecado hoje ou amanhã, até mesmo neste exato minuto e, portanto, Deus está nos disciplinando, fazendo uso da medicina preventiva. Sendo assim, vamos suportar com paciência as aflições que Deus nos envia, tendo em nós a certeza, de que por estes meios, Ele busca melhorar o nosso bem-estar.” O homem humilde precisa se tornar ainda um pouco mais humilde.
- Por que às vezes nos advém outra aflição, antes mesmo que tenhamos nos recuperado da anterior? Podemos estar tomados de um câncer maior do que imaginamos, e Deus, como um cirurgião competente, tem que extirpar, eliminando assim todo o foco da doença, para o nosso próprio benefício! Ou, trata-se apenas de prevenção.
- Se Deus humilha você, é somente para que Ele possa exaltá-lo no tempo apropriado (I Pedro 5: 6), como fez com Jó. Portanto, seja paciente!
2. Jó recebeu muito bem o primeiro discurso, sendo assim, ele estava preparado para mais. 

OBS: Uma vez que andamos na luz que enxergamos, Deus pode nos conceder mais luz ainda. Ao invés de ver o discurso de forma negativa, ele o enxergou positivamente, até aqui tudo bem!” OBS: Deus malha o ferro enquanto está quente. Note que não há uma repetição do que foi declarado no cap. 38: 2- Jó não pecou com seus lábios ao responder nos versículo 4 e 5 do cap. 42.
3. Como dissemos anteriormente, talvez Deus pretendesse que Jó fizesse uma confissão “não forçada”, como nos versículos 1 e 2, mas espontânea, voluntária.
4. A resposta do cap. 42 foi mais completa, pois Jó não somente se autocondena, mas glorifica a Deus e a Sua justiça. Jó parece crescer mais ainda neste segundo assalto. Há uma experiência mais profunda em cada evento, e Deus está fazendo um favor a Jó aqui. Tudo para o seu bem.

II. O método de Deus nesta parte da análise

Alguns questionam o formato, mas não a análise científica. Deus aqui trata o assunto de forma direta com Jó, mostrando o propósito e o objetivo desta análise científica.

III. Os desafios de Deus para Jó, v. 8-14.

1. Quanto à justiça de Deus, v. 8.
Este foi um grande tema. Jó praticamente havia acusado a Deus de injustiça. (Lembre-se, os três amigos deram a Jó apenas duas alternativas: diga que você é culpado de pecado, ou diga que Deus não é justo. A consciência de Jó testificava quanto a sua integridade, sendo assim, ele não poderia aceitar a primeira opção. Mas, ele sabia que Deus era justo e, portanto, não poderia amaldiçoá-Lo em Sua face! Entretanto, ele fez alguns questionamentos sobre a justiça de Deus no trato com ele, como em 19: 7.)
- Nunca defenda a si mesmo em detrimento de Deus! Autodefesa é um negócio perigoso. Quanto mais defensivos somos, mais tendemos a acusar a Deus. Descontentamento é contender com Deus, condená-Lo, acusá-Lo de injustiça...reivindicando assim um melhor tratamento. Cuidado!
- Defenda o caráter de Deus a qualquer custo, mesmo que a sua reputação tenha que sofrer. O nome de Deus é melhor do que o nosso! Deus deve ser exaltado em qualquer que seja a situação, Romanos 3: 4 (Salmo 51: 4); Neemias 9: 33; Daniel 9: 7.
Que pergunta dilacerante! Quão perto Jó esteve de amaldiçoar a Deus, apesar de tudo que sofreu?! Somente a graça sustentadora de Deus é que o guardou e preservou.
- Nós já teríamos apostatado há muito tempo, se Deus não nos suprisse com a Sua constante e renovada graça!

2. Quanto ao poder de Deus, v. 9.
Braço = poder. “Você pode falar em uma tempestade como Eu?! Se esqueça de comparar-se às criaturas, e compara-se a mim!”
- Quão fracos nós somos! Quão impotentes quando comparados ao Criador!

3. Quanto à majestade de Deus, v. 10.
Jó tinha simplesmente confessado o quanto era vil, pequeno, frágil, sem valor, indigno e desprezível.). Deus aqui simplesmente reforça a vasta diferença existente entre Ele e os homens.
- Estejamos certos de que a nossa confissão não seja apenas passageira, mas uma realidade permanente. Obtenha e preserve o sentido da glória de Deus!

4. Quanto ao domínio de Deus sobre as pessoas soberbas, v. 11-14.
“Jó, rebaixe seus inimigos soberbos, se você pode!” Porém, Jó não podia.
“Jó, se você puder rebaixá-los, então você poderá competir comigo.” Porém, Jó não podia dar ordens aos seus inimigos e nem dizer a Deus o que fazer.
- Deus odeia o orgulho! O Orgulho é maligno e leva a destruição! Ele será humilhado, v. 11; abatido ou subjugado, v. 12; Deus o atropelará, v. 12; o enviará para a cova, v. 13. Pense como o orgulhoso Faraó foi humilhado...e como isso fez com que outros temessem. (Ver Apoc. 19: 1-2, O julgamento de Deus exalta Sua glória).
- Pense como você governaria. Que bagunça faríamos! Mas os caminhos de Deus são perfeitos.
v. 14 “Jó, se você pode fazer todas essas coisas, você não precisa de mim! Você pode salvar a si mesmo. Você não precisa da minha ajuda para se recuperar das suas calamidades, e de se justificar diante dos seus amigos. Na verdade, você é quem me dará conselhos em como governar o mundo!”
- Não podemos vencer o orgulho de ninguém...nem mesmo o nosso! Precisamos que Deus nos salve, liberte e conquiste.
- Salvar a si mesmo. Impossível! Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado? (Prov. 20: 9)
- Henry: “Se Deus, e somente Ele, tem poder suficiente para humilhar e abater o soberbo, sem dúvida que Ele tem sabedoria suficiente para saber quando e como fazê-lo, e não é atribuição nossa prescrever ou ensiná-Lo como governar o mundo. A não ser que tenhamos um braço como o de Deus, não deveríamos pensar em pegar o trabalho das suas mãos.”
- “Jó, examine o seu próprio coração quanto ao orgulho!” Vamos fazer o mesmo!
Não existe aqui uma referência oculta do que Deus está realizando através desta experiência toda – humilhando um orgulhoso Satanás? OBS:Que Ele possa humilhar Satanás através de nós todos! Não vamos dar a Satanás qualquer base para se gabar contra Deus! Vamos guardar as nossas línguas, os nossos corações e as nossas mais profundas atitudes. Que Deus possa se orgulhar de nós perante Satanás!

Após falar plenamente da lição a ser aprendida através de uma “análise científica” (especialmente quanto à humildade e dependência), retornamos à análise. Deus fala a respeito de dois animais, ambos largos, fortes e de alguma maneira misteriosos. Como se Deus deixasse o maior por último. O primeiro é um animal terrestre, já o segundo; um animal marinho.

I. O que é o Beemote?

Plural de bestas, um termo geral (geralmente domesticável, ex: gado, mas selvagem). Obviamente tinha em vista um animal em particular. (Plural majestoso, com verbos no singular, enfatizando seu enorme tamanho.) Mas qual? Os escritores antigos sugerem que seja um elefante ou um hipopótamo. Mas, a cauda do v. 17 não coopera! Eles pensaram em animais com os quais estavam familiarizados.
Provavelmente, se trate de um dinossauro extinto. Talvez um Brachiossaurus? Morris: “Os modernos eruditos da Bíblia, em sua maioria, tem se tornado tão condicionados a pensar em termos de longos períodos de geologia evolucionista, que nunca lhes ocorreu que a humanidade tenha uma vez vivido no mesmo mundo com os grandes animais, que hoje são encontrados somente na forma de fósseis.” Alguns sobreviveram ao dilúvio na arca, porém mais tarde se tornaram extintos devido às mudanças climáticas e a escassez de recursos após o dilúvio. Morris sugere que alguns deles podem ter adentrado profundamente nas florestas de pântanos, em busca de comida, água e calor.” (Felizmente, não precisamos saber exatamente que animal seja esse, a fim entendermos aonde Deus quer chegar.)
Note que se trata de uma criatura (v. 15 criado no mesmo dia?), não uma invenção lendária ou imaginária.
Um termo utilizado hoje em dia para descrever algo imenso, de grandes proporções.

II. As características deste animal enfatizadas aqui:
1. Força intimidadora.
v. 16 – 18.
v. 19 Obra prima...Talvez se referindo ao tamanho, força. Um exemplo singular da criatividade de Deus.
v. 24
2. Independência. Não teme ninguém. Ninguém o desfia. Outros saem seu caminho
3. Dieta:
v. 15 b
v. 20 Herbívoro, vegetariano; nenhuma ameaça aos pequenos animais. Contemple a bondade de Deus! Se ele fosse carnívoro, o homem estaria ameaçado de extinção. Os homens eram anões perto dele, porém, não lhes causava dano algum.
v. 23 Grande capacidade para a água
4. Inofensivo, pacífico, v. 21-22. Não se escondia como os animais ferozes fazem hoje!

III. O ponto de Deus para Jó.
1. “Eu fiz este animal juntamente com você, Jó!” v. 15.
- Tema o Arquiteto e Criador de tamanho animal!
- O Deus que desenhou e fez o Beemote, foi quem nos desenhou e fez. Curve-se diante da grandeza do Criador.
2. “Eu controlo este animal, assim como controlo você, Jó!” v. 19b. Somente Deus podia se aproximar dele. Deus podia caçá-lo, e tira sua vida a qualquer momento. Porém, Deus fornecia sua comida e água (outra demonstração de bondade). OBS: Se Deus controla tamanho animal como este, Ele também nos controla – nossa vida, nossas provações, forças e fraquezas, comida e água, cada detalhe.
3. “Jó, se você não ousa se aproximar de um animal como o Beemote, por que se aproximaria de mim (com queixas)?”
Beemote e Leviatã ilustram o orgulho, a independência e as pessoas intocáveis do v. 11-13. Jó não podia abater o Beemote, assim como não pode fazê-lo com o homem soberbo e menos ainda com Deus (para fazê-Lo responder a Jó). Mas, Deus pode abater o poderoso e o orgulhoso! E Ele o faz! E fará!
Portanto, devemos manter uma postura humilde em nossos corações diante de Deus.

terça-feira, 24 de março de 2015

Conhecer...



Estelionato é uma palavra oriunda do termo em latim stellionatu, que significa uma prática criminosa, que ocorre quando alguém vende, hipoteca ou cede alguma coisa para mais de uma pessoa, enganando as duas. Um estelionatário obtém vantagens para ele próprio através da utilização de uma fraude.

O estelionato é exposto no Código Penal Brasileiro (Título II, Capítulo VI, Artigo 171) como crime econômico, que é descrito como o ato de "obter, para si ou para outro, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento." A pena para a prática de estelionato pode ir de 1 a 5 anos, e multa.

Para que se verifique o estelionato, devem ser cumpridas quatro premissas: o praticante deve obter uma vantagem (1) e prejudicar outra pessoa (2), sendo que para isso utiliza um esquema (3) que instiga alguém a errar (4).

Os seguintes atos constituem prática de estelionato: executar a venda do mesmo objeto para mais de uma pessoa, passar cheques sem fundo, ou vender um produto falsificado ou com defeito, escondendo isso do pessoa que efetua a compra.

Relativamente à etimologia desta palavra, alguns autores afirmam que ela deriva do termo stellio, um lagarto que muda de cor para se camuflar e enganar os insetos que fazem parte da sua cadeia alimentar.

Em Dezembro de 2012, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), aprovou uma proposta que visava a redução das penas relativas a crimes não violentos, como o estelionato e furto. De acordo com essa proposta, se o praticante de estelionato for réu primário e o prejuízo em questão for pequeno, a pena de reclusão poderia ser substituída pela de detenção, pode também ser reduzida ou pode ser aplicada apenas a pena de multa. Esta proposta passou para projeto de lei nº 4894/2012, no entanto essa proposta não entrou em vigor, por ainda não ter sido aprovada.

Estelionato previdenciário
O estelionato previdenciário é aquele que é praticado contra uma entidade da Previdência Social (assistência social, beneficência, entidade de direito público ou instituto de economia popular). Nestes casos, o Código Penal Brasileiro afirma que a pena pode aumentar em um terço.

Formação de Quadrilha

CP - Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940

Art. 288. Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes: (Redação dada pela Lei nº 12.850, de 2013) (Vigência)
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. (Redação dada pela Lei nº 12.850, de 2013) (Vigência)
Parágrafo único. A pena aumenta-se até a metade se a associação é armada ou se houver a participação de criança ou adolescente. (Redação dada pela Lei nº 12.850, de 2013) (Vigência)

Seja Deus exaltado e o homem humilhado!


Quem fez cada animal com o seu jeito de ser?
1 “Você sabe quando nascem os cabritos selvagens ou já viu nascerem as corças?
2 Você sabe quantos meses as suas fêmeas levam para darem cria ou qual é o momento do parto?
3 Você sabe quando elas se abaixam para dar cria, trazendo a este mundo os seus filhotes?
4 Os filhotes crescem fortes, no campo; depois vão embora e não voltam mais.
5 “Quem deu a liberdade aos jumentos selvagens? Quem os deixou andar soltos, à vontade?
6 Eu lhes dei o deserto para ser a sua casa e os deixei viver nas terras salgadas.
7 Eles não querem saber do barulho das cidades; não podem ser domados, nem obrigados a levar cargas.
8 Eles pastam nas montanhas, onde procuram qualquer erva verde para comer.
9 “Será que um touro selvagem vai querer trabalhar para você? Será que ele vai passar a noite no seu curral?
10 Será que você consegue prendê-lo com cordas ao arado a fim de arar a terra ou puxar o rastelo?
11 Será que você pode confiar na grande força que ele tem, deixando por conta dele o trabalho pesado que há para fazer?
12 Você espera que ele traga o trigo que você colher e o amontoe no terreiro?
13 “Como batem rápidas as asas da avestruz! Mas nenhuma avestruz voa como a cegonha.
14 A avestruz põe os seus ovos no chão para que a areia quente os faça chocar.
15 Ela nem pensa que alguém vai pisá-los ou que algum animal selvagem pode esmagá-los.
16 Ela age como se os ovos não fossem seus e não se importa que os seus esforços fiquem perdidos.
17 Fui eu que a fiz assim, sem juízo, e não lhe dei sabedoria.
18 Porém, quando ela corre, corre tão depressa, que zomba de qualquer cavalo e cavaleiro.
19 “Jó, por acaso, foi você quem fez os cavalos tão fortes? Foi você quem enfeitou o pescoço deles com a crina?
20 É você quem os faz pular como gafanhotos e assustar as pessoas com os seus rinchos? 
21 Impacientes, eles cavoucam o chão com as patas e correm para a batalha com todas as suas forças.
22 Eles não têm medo. Nada os assusta, e a espada não os faz recuar.
23 Por cima deles, as flechas assobiam, e as lanças e os dardos brilham.
24 Tremendo de impaciência, eles saem galopando e, quando a corneta soa, não podem parar quietos.
25 Eles respondem com rinchos aos toques das cornetas; de longe sentem o cheiro da batalha e ouvem a gritaria e as ordens de comando.
26 “É você quem ensina o gavião a voar e abrir as asas no seu voo para o Sul?
27 Será que a águia espera que você dê ordem a fim de que ela faça o seu ninho lá no alto? 
28 Ela mora nas pedras mais altas e no alto das rochas constrói o seu ninho seguro.
29 Dali enxerga o animal que ela vai atacar, os seus olhos o avistam de longe.
30 Onde há um animal morto, aí se ajuntam as águias, e os filhotes chupam o sangue.”


Comentário:

Mais uma análise de cunho científico da parte de Deus. Agora utilizando os animais. Treze são mencionados em ambos os discursos, alguns mais detalhadamente.
Propósito da análise: Demonstrar à Jó a sabedoria, poder e bondade de Deus. Várias perguntas, porém não com o objetivo de obter respostas, mas conduzir Jó a: humilhação, arrependimento, confissão e adoração.
Estas perguntas não deveriam ser tediosas para nós. (1) Elas são fascinantes do ponto de vista científico. Apesar de tudo, Deus nos mandou sujeitar e dominar a terra, que devemos começar com o conhecimento dela. (2) Elas refletem algo sobre o caráter de Deus. Portanto, vamos considerar os animais!

1. Leão, v. 39-40.
“Rei dos animais”. Não caçamos para eles!
1) Não precisamos, pois eles caçam para si mesmos.
2) Não ousaríamos, pois ao invés de comerem a presa que lhes trouxermos, eles nos comeriam!
Os leõezinhos são alimentados por Deus. Salmo 104: 21 - Os leõezinhos bramam pela presa, e de Deus buscam o seu sustento. Porém, Deus cuida muito mais do seu povo, Salmo 34: 10 - Os filhos dos leões necessitam e sofrem fome, mas àqueles que buscam ao SENHOR bem nenhum faltará.

2. Corvo, v. 41.
Deus alimenta os corvos! Deus interpreta seus gritos como “orações” dirigidas a Ele em prol do seu sustento! (OBS:Que isso nos encoraje a orar, não importando quão fracas sejam nossas orações!) Eles andam e vagueiam, sacudindo as asas em suas “orações” (OBS:assim deveríamos colocar os pés em nossas orações).
Deus é bom para eles.
OBS: Vemos a mesma declaração no N.T.: Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves? (Lucas 12: 24). Confie em Deus!

III-IV. Cabras montesas, Corsa, 39: 1-4.

Cabras das montanhas, cervas. Em especial, quanto a sua reprodução,
Ciclo de vida desde o nascimento até a idade adulta. Lutando para nascer.
Henry: “Este fato deveria servir de conforto para as mulheres, quando em trabalho de parto, pois se Deus ajuda até mesmo as corsas quando do nascimento dos seus filhotes, não ajudaria e socorreria aquelas que têm uma aliança com Ele, ao darem a luz aos seus filhos?”
A bondade de Deus em estar presente no seu nascimento, provendo alimento (v. 4).

V. Jumento selvagem, v. 5-8.

Barnes: “Não é muito fácil para nós entendermos estas alusões, pois temos uma visão proverbial do jumento como sendo um animal estúpido, teimoso, obstinado, e que empaca à toa. Porém, não era esta a visão de antigamente, pois eles são mencionados como se distinguindo por sua velocidade, espírito selvagem e insubordinado.”
Como se Deus dissesse: “Jó, você é quem o fez selvagem? Você pode domá-lo? (v. 5). Eu sou Aquele que o criou para viver em seu habitat natural (v. 6-8).”
- Se não somos capazes de governar este tipo de animal selvagem, não seria uma grande pretensão tentar governar a Deus?

VI. Boi selvagem, v. 9-12.
Provavelmente um tipo de boi selvagem ou o búfalo, agora extinto: um animal muito largo, com mais de 1,8 metros de largura entre os ombros! Ele era forte, com chifres e selvagem... indomável, impossível de ser utilizado no trabalho rural.
“Jó, você não pode fazer com que o boi selvagem o sirva, ou faça a sua vontade, sendo assim, você pensa que pode fazer isso com Aquele que é o seu Criador?!”

VII. Avestruz, v. 13-18.
Muitos estudiosos pensam se tratar da cegonha aqui (ver margem), em contraste com o avestruz. A cegonha é bem conhecida pelo espírito materno e familiar.
Não é um fazedor de ninhos, mas esconde seus filhotes na terra, sem se preocupar se serão pisoteados. Algumas vezes um avestruz “estranho” poderia esquentá-los durante a noite! Tudo isso faz parte do instinto animal dado por Deus, v. 17. Ao usar suas asas, ele pode ultrapassar um cavalo!

Observe:
1. Podemos aprender mais a respeito de Deus e dos Seus caminhos através da criação, do que pensamos num primeiro momento! Seja um estudante, um observador de toda criação. Veja algo do Criador.
2. Deus está perfeitamente familiarizado com a Sua criação. Um perfeito conhecimento daquilo que Ele mesmo criou! (O homem tem aprendido muito da criação desde os dias de Jó. Porém, nosso conhecimento é ainda imperfeito, sujeito a correção e adição.)
3. Deus providencialmente satisfaz o apetite, provê o habitat adequado e preserva a vida dos animais. Ele é bom e compassivo para aquela multidão de criaturas que não foram feitas à Sua imagem e semelhança. Ele as supre abundantemente. (E para alguns Ele faz com que sejam o suprimento, devido à maldição! Considere a Sua soberania!) Ele poupou a Nínive, em parte, por causa dos seus muitos animais! Ele se preocupa pelo menos com o boi que trilha o grão! Como Ele é bom! Jesus mesmo foi cercado de animais quando do seu nascimento.
Seja gentil com os animais! Deus o é! Até mesmo aqueles animais que são de grande proveito ao seu proprietário! Aqueles animais que nós nem sequer pensamos, ou nos preocupamos, Deus pensa e cuida deles! Ele não se esquece nem mesmo de um pardal (Lucas 12: 6)! Contemple Sua bondade! Ele se preocupa muito mais com o homem feito a Sua imagem e semelhança, em especial, com os Seus filhos e filhas, remidos pelo sangue de Cristo! Ninguém pode acusá-Lo de não se importar!

Note Salmo 104: 11-35 (especialmente, v. 28). (Um dos muitos textos paralelos.) Que nos leva a nos regozijarmos e alegrarmos.

Deus dá continuidade a Sua análise de cunho científico. Perguntas acompanhadas de observações relevantes. Obviamente, estamos apenas arranhando a superfície. Não se trata de uma análise detalhada de cada aspecto da vida dos animais mencionados. E, é claro, Deus poderia se estender e aprofundar muito mais! Porém, Ele falou tudo o que precisava ser dito. Jó entendeu a mensagem. Que possamos fazer o mesmo!

- Nós deveríamos apreciar e admirar o método de Deus; usar a criação para “ensinar” Jó. (Pense no galo “pregando” para Pedro!) Sejamos estudantes da criação, ou pelo menos, observadores cuidadosos, a fim de mantermos a perspectiva correta da grandeza, poder, sabedoria e bondade de Deus, assim como a nossa pequenez e dependência, não esquecendo o grande interesse de Deus por nós.

I. Cavalo, v. 19-25.
Mencionado no verso 18, como sendo debochado pelo avestruz, numa corrida. Mas, cada uma das criaturas de Deus tem o seu ponto forte. Em ocasiões de perigo, ou numa batalha, o avestruz não é apto para este tipo de tarefa! Ele é conhecido por se esconder. Mas o cavalo é ideal (ex: projetado por Deus) para isso. Ele é forte e destemido na batalha. O cavalo de guerra é o que está em vista aqui (não o cavalo utilizado no plantio, corrida, etc.).
Do ponto de vista literário, estes versículos são considerados inigualáveis, pela beleza da descrição deste animal.
Imagine o impetuoso cavalo, num vale (lugar de batalhas com montaria) ávido pela batalha, impaciente enquanto aguarda, bufando, relinchando, causando temor ao inimigo, e ao mesmo tempo inspirando o cavaleiro, fazendo tremer a terra, respirando ofegante, com sua crina flutuando no ar, enquanto corre para o campo de batalhas. Sem temor. Vitorioso no que faz. Corajoso, intrépido. (você não pode assustá-lo, como faz com um gafanhoto! V. 20.) Ele Corre tão rápido, que parece engolir o chão, levanta uma nuvem de poeira e ignora o chamado para recuar (v. 24). A batalha está no seu sangue! É feliz naquilo que faz, v. 25.
Primeira menção: Os cavalos e carros de Faraó, ao perseguirem Israel, foram engolidos pelo mar.
Última menção: Logos de Deus e os santos, montados em cavalos brancos, vencendo a besta, o falso profeta e os reis da terra (Apoc. 19).
A bondade de Deus em prover um animal tão forte para servir ao homem (de várias maneiras), diferente do boi selvagem e do avestruz. Deus poderia ter feito todos os animais inúteis, mas Ele nos deu o cavalo, que pode ser governado a partir de um freio colocado em sua boca (Tiago 3: 3).
Nota: As guerras são uma forma de Deus controlar a terra. Ele preparou o cavalo para isso (embora não conhecida pelo homem até depois da queda).
Mas, Deus é maior do que os cavalos! Ele os fez! Ele disse: O cavalo é falaz para a segurança; não livra ninguém com a sua grande força (Salmo 33: 17). Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz nas pernas do homem (Salmo 147: 10). Deus menciona a falácia desses animais. (OBS:Coitado dos homens que adoram os animais!...como a vaca, o elefante, o jaguar. Somem-se a isso aqueles que defendem os direitos dos animais atualmente.)

II. Gavião, v. 26.
Após a batalha, aves de rapina se alimentam dos cadáveres, desfrutando dos despojos!
Como eles voam? Jó por algum acaso os ensinou? Não, eles é que nos ensinam! A teoria sobre o vôo só foi desenvolvida nos tempos mais modernos. Pense como estas aves enormes foram projetadas para voar, possuindo penas muito leves e ocas, assim como seus ossos, tudo bem balanceado, etc. Que obra maravilhosa de engenharia! Mais uma magnífica obra de Deus!
Barnes: “Um falcão que pertenceu ao rei Henrique IV da França, escapou da cidade de Fontainebleau, sendo encontrado, vinte e quatro horas depois, no arquipélago de Malta. A distância percorrida pelo falcão foi de 2.170 km, numa velocidade média de 91,7 Km/h, supondo-se que ele tenha voado o tempo todo, sem interrupções. Esta extraordinária velocidade é uma prova da sabedoria divina.”
A migração para regiões mais quentes, a fim de preservar a espécie, é mais uma demonstração da bondade de Deus para com estas criaturas finitas, que implantou nelas tanto a habilidade, quanto o instinto de sobrevivência.

III. Águia, v. 27-30.
Pode voar muito alto, mesmo em linha reta, até o ponto de a perdermos de vista (OBS:Isaías 40: 35). Constrói imensos ninhos, que chegam muitas vezes a pesar toneladas, e em lugares inacessíveis. Possui uma visão tremendamente poderosa, v. 29, para caçar. O poeta Grego, Homero, escreveu a respeito disso em 800 AC! Ela ainda se destaca pela sua velocidade de descida na caça de presas vivas. Barnes: “No ano de 1737, na Noruega, um menino de dois anos de idade foi carregado por uma águia à vista dos seus pais. Anderson, em sua história sobre a Islândia afirma que naquela ilha, crianças entre quatro e cinco anos de idade, tiveram o mesmo destino.”
Quem iria limpar o campo de batalha? Esta era a ferramenta de Deus para este tipo de limpeza.! V. 30. Provida de garras e bico próprios para rasgar e devorar, literalmente corta até chegar aos ossos. Isto mostra a bondade de Deus em criar tanto o animal que vai para a guerra, quanto aquele que limpa as carcaças que ficam expostas pelas baixas da guerra, antes que estas apodreçam e espalhem doenças!

Observe:

1. Precisão inspirada nestas descrições, confirmada mais ainda através dos anos.
2. O Construtor destas criaturas tem mais poder e sabedoria do que elas. Portanto, vamos exaltar o Criador acima da criação. Não olhe para a criação como um fim em si mesmo. Salmo 145: 9-16: 147. Seja Deus exaltado e o homem humilhado!
3. Se Deus é bom para com Suas criaturas menores, cuidando e provendo para elas, como não o seria muito mais bondoso e cuidadoso com os Seus remidos! Esta é, sem dúvida nenhuma, a mensagem de Deus para Jó em Sua análise científica. Este grande e poderoso Deus é quem cuida de você, crente em Jesus Cristo! I Pedro 5: 7.