domingo, 12 de julho de 2015

Sou eu... só eu...


Sou a minha própria sombra
Sou o meu pesadelo
Sou o meu dia de chuva.
Sou eu quem alimenta essa paixão...
Sou eu quem alimenta essa saudade...
Sou eu... só eu... quem alimenta esse amor.
Por que faço isso...
A vida me chama!
As escolhas são minhas...
E hoje eu escolho ser feliz...
O meu corpo e a minha alma se calam..
Para que eu possa enxergar a luz...

Rosa Soares

Deus é a minha força...

1 Naquele dia, todos cantarão assim: “Eu te louvo, ó Senhor! Tu estavas irado comigo, mas a tua ira já passou, e agora tu me consolas.
2 Deus é o meu Salvador; eu confiarei nele e não terei medo. Pois o Senhor me dá força e poder, ele é o meu Salvador.
3 Cheios de alegria, todos irão até as fontes e beberão da água que os salvará.”
4 Naquele dia, todos cantarão esta canção: “Louvem o Senhor! Gritem pedindo a ajuda de Deus!
Digam a todos os povos o que ele tem feito e anunciem a sua grandeza.
5 Cantem hinos de louvor ao Senhor, pois ele fez coisas maravilhosas. Que o mundo inteiro saiba disso!
6 Moradores de Sião, alegrem-se e louvem a Deus, pois o santo e poderoso Deus de Israel mora no meio do seu povo.”

Nunca te esquecerei...

Pode passar três mil anos
Pode beijar outros lábios
Mas nunca te esquecerei
Mas nunca te esquecerei

Posso morrer amanhã
Pode secar minha alma
Mas nunca te esquecerei
Mas nunca te esquecerei

Podem apagar minha memória
Podem me roubar a sua história
Mas nunca te esquecerei
Mas nunca te esquecerei

Como esquecer teu sorriso
Como esquecer seu olhar
Como esquecer que rezava
Para que não fosse embora

Como esquecer as suas loucuras
Como esquecer que voava
Como esquecer que ainda te amo
Mais que viver, mais que nada

Pode passar três mil anos
Pode beijar outros lábios
Mas nunca te esquecerei
Mas nunca te esquecerei

Posso morrer amanhã
Pode secar minha alma
Mas nunca te esquecerei
Mas nunca te esquecerei

Pode me tirar da sua vida
Pode negar que me queria
Mas nunca te esquecerei
Sabe que nunca te esquecerei

Como esquecer teu sorriso
Como esquecer seu olhar
Como esquecer que rezava
Para que não fosse embora

Como esquecer as suas loucuras
Como esquecer que voava
Como esquecer que ainda te amo
Mais que viver, mais que nada

Pode passar três mil anos
Pode beijar outros lábios
Mas nunca te esquecerei

Saudade

Saudade é solidão acompanhada, 
é quando o amor ainda não foi embora, 
mas o amado já... 

Saudade é amar um passado que ainda não passou, 
é recusar um presente que nos machuca, 
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais... 

Saudade é o inferno dos que perderam, 
é a dor dos que ficaram para trás, 
é o gosto de morte na boca dos que continuam... 

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: 
aquela que nunca amou. 

E esse é o maior dos sofrimentos: 
não ter por quem sentir saudades, 
passar pela vida e não viver. 

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Pablo Neruda

Sorri...

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

João de Barro

sábado, 11 de julho de 2015

Existe uma mensagem no ar

Existe uma mensagem no ar: “Faça tudo corretamente e a vida sorrirá para você!”
Os códigos variam, mas repare como vivemos na expectativa de que um dia seremos finalmente reconhecidos pelo chefe, cônjuge, colegas, sociedade, por Deus. “Se nada der certo, pelo menos depois da morte.” – pensamos resignadamente.
Seja um cidadão honesto, uma pessoa amorosa, responsável, equilibrado, caridoso, querido. Trate bem as pessoas, seja amigo dos animais, seja inclusivo, não perca a calma, nem desperdice água, tenha uma foto sorrindo no Facebook e um dia o cosmos perceberá seu valor. Mas na prática nem sempre é assim.
Há gente “má” feliz. Há gente “boa” sofrendo e vice versa. Há honestos minguando aceleradamente, há desonestos alegres com sua própria prosperidade. Perceba que nem tudo se encaixa com lógica no discurso quase generalizado que insiste: “Seja legal e tudo será perfeito.”
No dia da escassez a alma nos cobra. A mente não cala diante das injustiças. O coração se inquieta quando a recompensa parece negar-se a vir. Viramos cínicos ou amargurados.
Às vezes a vida parece contraditória. É preciso reconhecer para seguirmos adiante, percebendo que talvez a tal “recompensa” não se vincule a concretização de nenhuma expectativa, mas quem sabe esteja ligada ao que estou me transformando.
Talvez apenas isso importe: O que minhas escolhas tem feito comigo e o que tenho feito com minha vida? Não se trata de premiações, de reconhecimentos, de capital acumulado para resgatarmos depois. Falo sobre a capacidade de ser quem é independentemente do que ganhará com isso. Como a árvore que dá frutos sem nada em troca, como as nuvens que desaguam apenas por serem nuvens, como a vida que é em nós, apesar de nós mesmos.

Flávio Siqueira

Lugares onde estamos

Sempre que está, nasce um lugar. Não haverá espaço, nem abrigo, nem descanso onde não há presença. Nada existe onde não estou.
Sou eu que preencho o tempo e projeto consciência ao vazio. O mundo inteiro é vazio até que uma consciência o preencha, até que olhos enxerguem e então faz-se luz.
Assim os espaços são ocupados. Não são corpos, mas presenças. Não são aglomerados de gente, mas humanos, sonolentos humanos que aos poucos percebem. Antes não estavam. Eram corpos. Em consciência, estão.
Como o véu escuro que cobre as cidades. Noite nublada, sem estrelas, sem abrigo para lua, sem espaço para o céu. Os ventos limpam o cenário e retomam a beleza. Agora o brilho, as luzes, presença.
Como quem observa o mar a noite. Sem vida. Sem movimento. Gelado. Lá adiante um pequeno barco. Um homem rema solitariamente. A luz fraca de sua lanterna indica que no meio daquele mundo há espaço. Consciência se faz presente. As trevas sumiram naquele ponto.
Nem tudo é vazio, há gente, há vida, há presença. Sempre que está, nasce um lugar.

Flavio Siqueira