quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Busca pelo amor


Estamos todos em busca do amor. Não sabemos ao certo onde está e por isso buscamos. Que busca incessante! Não é a busca de um único homem, uma única mulher. Não se limita aos seus sucessos ou fracassos, a necessidade de conectar-se, de estar perto, de preencher o vazio tão grande; abismo do amor.

Nossa busca é a busca de todos. Dos pais que ainda tateiam no escuro e continuam tentando, os filhos, distraídos, não sabem que viverão à procura de algo, cercados de almas ansiosas por serem encontradas. Esperamos ser encontrados.

Nossa busca é a busca pelo encontro e o encontro é o descanso de ser. Queremos amor como porta, como céu, como ar. Amor que nos coloca para fora e convença à felicidade. Amor liberdade. Ser quem é.

Ser no outro, na outra, naquilo, lá, no espaço que é apenas reflexo, no lugar que é projeção, ser quem é enquanto fugimos, enquanto buscamos, incessantemente, quase em desespero, enquanto não somos encontrados.

Amor é encontrar-se. É descansar, cessar a busca, deixar ser amado. A pressa é sede, a sede é vazio, o vazio é saudade de ser quem somos. Amor é quando perdemos o medo de cair e mergulhamos no desconhecido. É perder o controle.

Nossa busca pelo amor é a busca por nós mesmos. Até que haja descanso, até que aquietemos e deixemos de fugir. Perder o medo de sermos amados. Apenas deixar que o amor nos revele, nos mostre quem somos, nos livre da busca, nos coloque no chão.

Flavio Siqueira

O justo encontra paz


1“As pessoas direitas morrem, e ninguém se importa; os bons desaparecem, e ninguém percebe.É o poder do mal que os leva embora, 2 mas eles encontram a paz. Os que vivem uma vida correta descansam em paz na sepultura.” Deus condena a idolatria 3 O Senhor Deus diz: “Venham cá para serem julgados, seus filhos de uma feiticeira, raça de adúlteros e prostitutas!
4 De quem é que vocês estão zombando? De quem é que caçoam com essas caretas? Vocês são pecadores e mentirosos. 5 “Debaixo das árvores sagradas, vocês se entregam à imoralidade para adorar os deuses da fertilidade. E nas fendas das rochas, perto dos ribeirões, vocês oferecem os seus filhos em sacrifício aos deuses pagãos. 6 Vocês pegam pedras lisas dos riachos, para serem os deuses que vocês adoram, e apresentam a elas ofertas de vinho e de cereais. Vocês estão pensando que isso me agrada? 7 Vocês vão para o alto das montanhas, e ali praticam atos imorais, e oferecem sacrifícios aos deuses pagãos. 8 Vocês colocam os seus ídolos indecentes atrás da porta das suas casas. Esquecem de mim, tiram a roupa e deitam-se na cama com os seus amantes, a quem pagarem para dormir com vocês; e então satisfazem os seus desejos impuros. 9 “Vocês pegaram azeite e muitos perfumes e foram adorar o deus Moloque. Enviaram mensageiros por toda parte à procura de deuses para adorar, e esses mensageiros foram até o mundo dos mortos.
10 Vocês se cansaram de tanto viajar, mas não ficaram desanimados. As suas imagens nojentas lhes deram forças, e por isso vocês não desistiram. 11“Vocês têm tanto medo desses deuses! Mas quem são eles para que vocês me contem mentiras e me esqueçam completamente? Será que é porque eu fiquei calado tanto tempo, que vocês não me temem?
12 Eu vou mostrar a todos o que vocês fazem, essas ações que vocês acham certas; mas elas não adiantarão nada. 13 Quando vocês gritarem pedindo ajuda, os seus muitos deuses não os atenderão.
O vento levará esses deuses para longe, um sopro os fará desaparecer. Mas os que confiam em mim morarão na Terra Prometida; o meu monte santo será deles.” A compaixão de Deus 14 O Senhor diz:
“Preparem o caminho, aplanem a estrada, para que o meu povo possa voltar para mim.” 15 Pois o Altíssimo, o Santo Deus, o Deus que vive para sempre, diz: “Eu moro num lugar alto e sagrado,
mas moro também com os humildes e os aflitos, para dar esperança aos humildes e aos aflitos, novas forças. 16 Não continuarei repreendendo o meu povo e não ficarei irado para sempre; se não, morreriam os seres que eu criei, aqueles a quem dei o sopro da vida. 17 Por causa do pecado e da cobiça do meu povo, eu fiquei irado com eles e os castiguei. Na minha ira, eu me afastei deles, mas mesmo assim eles continuaram teimosos e seguiram o seu próprio caminho.
18 “Tenho visto como eles agem, mas eu os curarei e os guiarei; eu os consolarei. Nos lábios dos que choram, 19 colocarei palavras de louvor. A todos ofereço a paz, paz aos que estão perto e aos que estão longe; eu os curarei. 20 Porém os maus são como o mar agitado: as suas ondas não se acalmam
e trazem lama e sujeira para a terra. 21 Não há segurança para esses pecadores.”
O meu Deus falou.


Que maior conforto poderia haver para aqueles cujos entes queridos foram arrebatados pelo grande inimigo, a morte, do que os versos 1 e 2 deste capítulo! (“Os justos são tirados para serem poupados do mal. Aqueles que andam retamente entrarão na paz; acharão descanso na morte” NVI). A morte nunca acontece de forma aleatória. O Soberano do Universo está totalmente no controle da vida e da morte. 

Além disso, os filhos de Deus nunca morrem sozinhos; sua morte nunca é sem sentido. No momento certo o próprio Deus permite que descansem a fim de poupá-los de algum mal; algo que seria mais do que poderiam suportar. Ele os retira do reino deste mundo de pecado, sofrimento e agonia. Como seu Criador e Redentor Ele fica perto dos Seus filhos na hora da morte e recolhe para Si o fôlego de vida que lhes deu ao nascerem. Eles dormem em paz até que sejam despertados para verem o seu Senhor vindo sobre as nuvens do céu, para inaugurar o tão esperado Reino da Glória. Que esperança! Que conforto para o povo de Deus!

Quão diferente é a vida e a morte daqueles que rejeitam a Deus. Os versos 3 -13a mostram que aqueles que O rejeitam, o fazem com desafio calculado. Suas vidas são marcadas por orgulho e arrogância. Eles não tem paz e tornam-se progressivamente mais imorais e sem coração. Eles não parecem se importar como o seu comportamento afeta seus filhos (5b).

Em um contexto moderno, parece que muitos estão subindo na escala social e ganhando reconhecimento mundial, mas muito frequentemente, eles se encontram emocionalmente falidos, impotentes e abandonados por Deus e pelo homem (v. 10-13a). Uma vida assim conduz ao desespero e, eventualmente, para a solidão de um túmulo escuro sem Deus (“o fundo do poço”, v.9 NVI).

Por outro lado, a vida daqueles que pertencem ao povo de Deus é marcada por contrição e humildade, qualidades que são essenciais para a cura e a plenitude; a contrição abre o caminho para a justificação e a humildade marca o caminho da santificação. 

Pessoas com essas características são considerados por Jesus em Seu Sermão da Montanha como “abençoadas” e são retratadas como cidadãs do Reino dos Céus.

O “Alto e Sublime, que vive para sempre”, se inclina para fazer sua habitação com  “o contrito e humilde de espírito” (v. 15 NVI). Ele prepara um caminho para os seus filhos e remove os obstáculos do caminho (v.14). Ele os cura, conforta e os orienta no caminho ajudando-os a transpor as presentes provações e a alcançarem o lugar de descanso final no reino de Deus (v.18).

Ao compararmos a vida do justo e do ímpio, nos parece incompreensível que alguém rejeite a paz que Deus oferece. No entanto o pecado cega as pessoas e as leva a rejeitarem a Deus.

O justo encontra paz não apenas no momento da morte. O Servo sofredor confere-lhes o concerto de paz que nunca será removido (Is 54:10-13). Seus filhos vivem em uma atmosfera de paz e louvor (v. 19) que o mundo não pode dar ou compreender.

Aleta Bainbridge
Austrália

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Se me disseres que me amas...


"Se me disseres que me amas, acreditarei, mas se escreveres que me amas, acreditarei ainda mais.Se me falares de saudade, entenderei, mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei, mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor.
E assim são as palavras escritas:
Possuem um magnetismo especial, libertam, acalentam, invocam emoções, elas possuem a capacidade de, em poucos minutos, cruzar mares, saltar montanhas, atravessar desertos intocáveis.
Muitas vezes, infelizmente, perde-se o autor, mas a mensagem sobrevive ao tempo, atravessando séculos e gerações.
Elas marcam um momento que será eternamente revivido por todos aqueles que a lerem.
Viva o amor com palavras faladas e escritas, mate saudades, peça perdão, aproxime-se, recupere o tempo perdido, insinue-se, use a palavra a todo o instante, de todas as maneiras, sua força é imensurável.
Lembre-se sempre do poder das palavras.
Quem escreve constrói um castelo, e quem lê passa a habitá-lo"

Silvana Duboc

Postado G+ por: Rute Vieira

Pedido de ajuda


Canção de peregrinos.
1 Quando estive aflito, pedi ajuda a Deus, o Senhor, e ele me respondeu.
2 Ó Senhor, livra-me dos mentirosos e dos falsos!
3 Mentirosos, que será que Deus vai fazer com vocês? Como será que ele vai castigá-los?
4 Ele os castigará com as flechas afiadas de um soldado e com brasas.
5 Viver entre vocês me faz sofrer tanto como se eu morasse em Meseque ou entre a gente de Quedar.
6 Há muito tempo que estou morando com aqueles que odeiam a paz.
7 Quando falo de paz, eles falam a favor de guerra.

Os próximos 15 Salmos (120-134) são conhecidos como “Salmos de Ascenção” ou músicas para “subir” ao Templo. Essas eram as músicas normalmente cantadas pelos israelitas que viajavam para Jerusalém, três vezes por ano, a fim de participarem das festas nacionais (Deuteronômio 16:16).

Para entender o espírito destes salmos, imagine-se viajando em direção a Jerusalém com outros viajantes cansados, unindo-se a eles em cantar salmos de ardente expectativa de chegar à cidade santa e contemplar o Templo, a morada de Deus. 

Essas canções também eram cantadas pelos sacerdotes ao entrarem na área do Templo a fim de cumprirem a sua escala de serviço.
O complexo do templo era precedido por 15 degraus e, quando o viajante ou o sacerdote que ia trabalhar se aproximavam, eles paravam e cantavam uma música em cada degrau, começando com o Salmo 120, e terminando, no último degrau, com o Salmo 134. 
Nós também estamos em uma peregrinação para o nosso lar eterno da promessa e, enquanto viajamos, nada melhor do que reconhecer a nossa necessidade da proteção e da direção de Deus em nossas vidas e nos lembrarmos que somos estrangeiros neste mundo (v. 5).

Nossa viagem é tornada mais leve pelos parceiros que Deus colocou para viajarem ao nosso lado, que cantam para nós mensagens de encorajamento. Louve a Deus por Sua misericórdia e cuidado, e pelos companheiros de jornada. 

Cindy Nash

Estados Unidos

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Eu me permito

O que representavam as 10 pragas do Egito e quais são os deuses que estão relacionados com elas?


Um trecho que, sem dúvida, chama muito a atenção dos cristãos ou mesmo não cristãos, é a passagem sobre as 10 Pragas que o Senhor lançou sobre o Egito.
Estas terríveis pragas tiveram por fim levar Faraó (Faraó, era o título dado ao monarca do Egito ) a reconhecer e a confessar que o Deus dos hebreus era supremo, estando o seu poder acima da nação mais poderosa que era então o Egito cujos habitantes deveriam ser julgados por sua crueldade e grosseira idolatria.
Porém, poucos conhecem um importante aspecto dos planos de Deus para aquele povo e para os nossos dias. Além da principal finalidade, relatada na Bíblia, que é libertação do povo de Israel, cativo do Faraó, as 10 pragas tiveram grande importância sobre os habitantes do Egito. Deus estava desafiando os deuses egípcios. E como se deu isso? A resposta é simples. Imagine: Por que Rãs, Gafanhotos, Águas em Sangue, Chuva de Pedras…? O certo é que Deus queria falar algo mais. O Deus de Israel estava se revelando ao Seu povo e ao Império Egípcio. Cada praga era direcionada a divindades, conforme a credibilidade do povo em confiar nesses “falsos senhores”. Em anexo você pode ver mais detalhadamente esse processo.

1) Água em sangue (Êx. 7:14-24) – A primeira praga, a transformação do Nilo e de todas as águas do Egito em sangue, causou desonra ao deus-Nilo, Hápi. A morte dos peixes no Nilo foi também um golpe contra a religião do Egito, pois certas espécies de peixes eram realmente veneradas e até mesmo mumificadas. (Êx 7:19-21)

2) Rãs (Êx. 8:1-15) – A rã, tida como símbolo da fertilidade e do conceito egípcio da ressurreição, era considerada sagrada para a deusa-rã, Heqt. Assim, a praga das rãs trouxe desonra a esta deusa. (Êx 8:5-14)

3) Piolhos – (Êx. 8:16-19) – A terceira praga resultou em os sacerdotes-magos reconhecerem a derrota, quando se viram incapazes de transformar o pó em borrachudos, por meio de suas artes secretas. (Êx 8:16-19) Atribuía-se ao deus Tot a invenção da magia ou das artes secretas, mas nem mesmo este deus pôde ajudar os sacerdotes-magos a imitar a terceira praga.

4) Moscas (Êx. 8:20-32)- A linha de demarcação entre os egípcios e os adoradores do verdadeiro Deus veio a ficar nitidamente traçada da quarta praga em diante. Enquanto enxames de moscões invadiam os lares dos egípcios, os israelitas na terra de Gósen não foram atingidos pela praga (Êx 8:23,24). Deus algum pôde impedí-la, nem mesmo Ptah, “criador do universo”, ou Tot, senhor da magia.

5) Peste sobre bois e vacas (Êx. 9:1-7) – A praga seguinte, a pestilência no gado, humilhou deidades tais como: Seráfis (Ápis) – deus sagrado de Mênfis do gado, a deusa-vaca, Hator e a deusa-céu, Nut, imaginada como uma vaca, com as estrelas afixadas na sua barriga. Todo gado do Egito morreu, mas nenhum morreu de Israel. (Êx. 9:4 e 7).

6) Feridas sobre os egípcios (Êx. 9:8-12) – Deus nesta praga zombou a deusa e rainha do céu do Egito, Neite. Moisés jogou o pó para o céu que deu um tumor ulceroso na pele do povo que doeu demais. Os magos também pegaram a doença e não puderam adorar a sua deusa e rainha religiosa. Israel novamente foi poupado dessa praga. (Êx. 9:11)

7) Chuva de pedras (Êx. 9:13-35) – A forte saraivada envergonhou os deuses considerados como tendo controle sobre os elementos naturais; por exemplo, Íris – deus da água e Osiris – deus de fogo.

8) Gafanhotos (Êx. 10:1-20) – A praga dos gafanhotos significava uma derrota dos deuses que, segundo se pensava, garantiam abundante colheita. Deus encheu o ar de gafanhotos. Os deuses egípcios (Xu – deus do ar e Sebeque – deus-inseto) não puderam fazer nada para não deixar acontecer. (Êx 10:12-15)

9) Escuridão total (Êx. 10:21-23)- Com esta praga Deus derrubou o deus principal do Egito, Rá, o deus-sol. A palavra Faraó significa sol, ele era um deus. Egito ficou nas trevas (sem ver nadinha) durante 3 dias, mas Israel ficou na luz. (Êx. 10:23).

10) Morte de todos os primogênitos (Êx. 11-12) – inclusive entre os animais dos egípcios – A morte dos primogênitos resultou na maior humilhação para os deuses e as deusas egípcios. (Êx 12:12) Os governantes do Egito realmente chamavam a si mesmos de deuses, filhos de Rá ou Amom-Rá.
Depois disto todos souberam que Deus era o Senhor e Seu nome ficou anunciado em toda a terra. Deus destruiu todo deus falso do Egito. Na morte do primogênito Deus mostrou que Ele tem na Sua mão o poder de morte e de vida. O Faraó tinha pretensão de ser adorado, de ser uma divindade. O primogênito era, em potencial um faraó, pois era o herdeiro do trono. Deus demonstrou a falsa deidade de Faraó e seu filho.

Fonte:
Parte desse conteúdo foi elabora pelo Pr. Valdeci Júnior e parte dele pode ser encontrado na enciclopédia “Estudo Perspicaz das Escrituras”

Sinto Deus nas palavras deste homem....

Ser Consciente. O que é isso?

Falamos tanto sobre expansão de consciência, “ser consciente”, mas, afinal, o que isso realmente significa? Mais do que um “slogan”, bem além de seguir determinadas cartilhas, consciência tem a ver com significados, a capacidade de enxergar a si mesmo e vincular-se com a vida, conectar-se em simplicidade com gente aparentemente diferente, superar barreiras de condicionamento, ser humano.

Consciência é arejamento de mente, amplitude de olhar, disponibilidade interior, abertura para a vida que somos e está em toda parte. Tem a ver com desprendimento em relação a esteriótipos ou qualquer caminho que pareça absoluto; o ser consciente não se sente dono de nada por saber que faz parte de tudo, humilde, sincero, grato pelo simples fato de estar no dia chamado hoje experimentando esse mergulho no espaço/ tempo.

O ser consciente pode ser ajudado por ferramentas exteriores, mas sabe que são apenas ferramentas. Não se impressionará com ideias, discursos, religiões, “mestres iluminados” ou quem quer que se arrogue na condição de promover o que é absolutamente pessoal: consciência é um movimento interior, silencioso, jamais poderá ser mensurado por réguas inventadas por quem quer ter controle sobre almas.

Quem caminha em consciência, caminha em liberdade. Sabe que poderá tropeçar aqui ou ali, mas isso faz parte do processo. Não teme errar, não barganha com a vida, não se violenta fingindo ser ou crer em nada. Ser consciente tem a ver com simplicidade e o entendimento que a paz deve ser o árbitro de todas as escolhas, de cada passo no caminho.

Flavio Siqueira