sábado, 3 de janeiro de 2015

Homem mortal, cante um cântico fúnebre para Tiro


Cântico fúnebre para Tiro
1 O Senhor me disse o seguinte: 2 — Homem mortal, cante um cântico fúnebre para Tiro, 3 aquela cidade que fica à beira do mar e faz comércio com todos os povos que vivem no litoral. Diga que o Senhor Deus está dizendo isto: “Tiro, você se orgulhava da sua beleza perfeita. 4 O mar é o seu lar. Os seus construtores a fizeram parecida com um belo navio. 5 Na construção, usaram pinho do monte Hermom e para o mastro usaram um cedro do Líbano. 6 Pegaram carvalho de Basã para fazer os remos. Fizeram o seu convés de pinho de Chipre e o enfeitaram com marfim. 7 As suas velas eram de linho bordado do Egito, velas reconhecidas de longe. Os seus toldos eram de tecido fino, de púrpura da ilha de Chipre.
8 Ó Tiro, os seus marinheiros eram os seus próprios homens experientes, e os seus remadores eram das cidades de Sidom e de Arvade. 9 Os carpinteiros do navio eram homens de Biblos, bem preparados. Marinheiros de todos os navios do mar faziam negócios nas suas lojas.” 10 — Soldados da Pérsia, Lídia e Líbia serviam no seu exército. Eles penduravam os seus escudos e capacetes nas suas barracas. Eles conquistaram a glória para você. 11 Soldados de Arvade ficavam de guarda nas suas muralhas, e homens de Gamade guardavam as suas torres. Eles penduravam os escudos nas suas paredes. Foram estes que fizeram com que você ficasse bonita. 12 — Você fazia negócios na Espanha e em troca das suas muitas mercadorias você recebia prata, ferro, estanho e chumbo. 13 Você fazia negócios na Grécia, Tubal e Meseque e trocava as suas mercadorias por escravos e objetos de bronze. 14 Você trocava as suas mercadorias por cavalos comuns, por cavalos de guerra e por mulas de Bete-Togarma. 15 A gente de Rodes negociava com você. Em troca dos seus artigos, moradores de muitas terras do litoral davam a você marfim e madeira de ébano. 16 O povo da Síria comprava os seus muitos produtos e as suas mercadorias. Em troca das suas mercadorias, eles davam esmeraldas, tecidos de púrpura, bordados, linho fino, corais e rubis. 17 Judá e Israel pagavam as suas mercadorias com trigo de Minite, mel, azeite e especiarias. 18 Damasco negociava com você e em troca dos seus muitos produtos dava vinho de Helbom e lã de Saar. 19 De Uzal traziam para você vinho, ferro trabalhado e especiarias, que trocavam pelos seus artigos. 20 Em troca dos seus produtos, o povo de Dedã oferecia mantas para cavalo. 21 Os árabes e as autoridades de Quedar pagavam as suas mercadorias com carneirinhos, carneiros e bodes. 22 Em troca das suas mercadorias, os negociantes de Sabá e Ramá davam as mais finas especiarias, pedras preciosas e ouro. 23 As cidades de Harã, Cane e Éden, os comerciantes de Sabá, as cidades de Assur e Quilmade — todos faziam negócios com você. 24 Eles lhe vendiam roupas de luxo, tecidos de púrpura, bordados, tapetes de várias cores e cordas e cordões bem trançados. 25 As suas mercadorias eram levadas em grupos de grandes navios cargueiros. “Tiro, você parecia um navio no mar, carregado com carga pesada. 26 Quando os seus remadores levaram você para o mar alto, o vento leste a fez afundar longe de terra. 27 Toda a riqueza da sua mercadoria, os carpinteiros do navio e os seus comerciantes, cada soldado que estava no navio — todos, todos se perderam no mar
quando o navio afundou. 28 Os gritos dos marinheiros que se afogavam foram ouvidos até na praia. 29 Todos os navios estão agora abandonados, e todos os marinheiros foram para terra firme. 30 Todos eles choram amargamente por você, jogando pó na cabeça e rolando nas cinzas em sinal de tristeza.
31 Por sua causa, eles rapam a cabeça e vestem roupa feita de pano grosseiro, chorando com o coração amargurado. 32 Eles cantam para você esta canção triste: ‘Quem pode se comparar com Tiro, que agora está em silêncio no meio do mar? 33 Quando as suas mercadorias eram carregadas através dos mares, você satisfazia a muitas nações. Com a riqueza dos seus bens,  você enriqueceu os reis da terra.
34 Agora, você está no fundo do mar, está afundada nas profundezas do oceano. Os seus bens e todos aqueles que trabalhavam para você desapareceram junto com você no mar.’ ”
35 — Todos os moradores do litoral estão apavorados com o que lhe aconteceu. Até os reis estão apavorados, e o medo está escrito na cara deles. 36 Você se acabou para sempre, e os comerciantes no mundo inteiro estão apavorados, com medo que aconteça com eles o mesmo que aconteceu com você.

Comentário Devocional:

Observe o seguinte texto, retirado de uma página do Facebook: “O seu Volkswagen é alemão. Sua vodka é russa. Sua pizza é italiana. O kebab é turco. Sua democracia é grega. Seu café é brasileiro. Seus filmes são americanos. Seu chá é tamil. Sua camisa é indiana. Sua gasolina é da Arábia Saudita. Seus aparelhos eletrônicos são chineses. Seus números árabes, suas letras latinas. E você ainda se queixa de que seu vizinho é um imigrante? Controle-se! (postado na página “The True Activist”  em 13 de junho de 2014).

Nem todos podem pagar por um carro alemão. A maioria abrirá mão da vodka. Alguns preferem não beber o café. Outros não vivem em democracias. Mas todos compreendemos o significado da afirmação acima.

Pensamos no mundo de hoje como uma aldeia global. No entanto, nenhum lugar hoje é mais cosmopolita do que a antiga Tiro. Mas isto iria acabar. No dia da ruína de Tiro todos os reis e mercadores que a amavam se manteriam à parte, com medo de serem envolvidos no meio da destruição provocada pela Babilônia. 

Eles lamentariam a queda de Tiro, raspando seus cabelos como Jó, vestindo peles de cabra, chorando e lamentando amargamente. Impressionante, de fato. No entanto, não é por Tiro que eles lamentam. É pela riqueza que esta cidade os ajudou a adquirir e pelo sonho de sua própria segurança que eles estão perdendo. 

A globalização de hoje pode nos fazer sentir que estamos seguros. Porque se alguém ataca um lugar, todos os outros lugares sofrem. Esperamos que o interesse próprio de todos vá prevalecer e a paz seja restaurada. Pois qualquer violência, em menor ou maior escala nos faz sentirmos vulneráveis. No entanto, João, o Revelador toma emprestado a linguagem de Ezequiel para falar do colapso final de Babilônia, quando os comerciantes e reis voltarão a lamentar, um lamento egoísta e desesperado (Apoc 18:9-24). 

A queda de Tiro nos ensina que embora as pessoas do mundo estejam acostumadas com a troca de favores e com o comércio que beneficia aos poderosos, a paz e a segurança não podem ser encontradas na prosperidade material.

Há apenas um caminho para a paz verdadeira, apenas um verdadeiro Príncipe da paz. Que o brilho do mundo nunca nos leve a crer o contrário.

Ross Cole
Avondale College, Austrália

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Você é corajoso, e o Senhor está com você!


Gideão
1 O povo de Israel pecou contra Deus, o Senhor, e por isso ele deixou que o povo de Midiã os dominasse durante sete anos. 2 Os israelitas se escondiam dos midianitas em cavernas e em outros lugares seguros nas montanhas porque os midianitas eram mais fortes do que eles. 3 Todas as vezes que os israelitas semeavam, os midianitas vinham com os amalequitas e os povos do deserto e os atacavam. 4 Acampavam na terra e destruíam as suas colheitas até o sul, perto de Gaza. Não deixavam nada para os israelitas viverem — nem ao menos uma ovelha, uma vaca ou um jumento. 5 Chegavam com o seu gado e as suas barracas e eram tão numerosos como gafanhotos. Eles e os seus camelos eram tantos, que nem dava para contar. Vinham para destruir a terra, 6 e o povo de Israel não podia com eles. Então os israelitas pediram socorro a Deus, o Senhor. 7 Quando eles oraram ao Senhor por causa dos midianitas, 8 ele mandou um profeta, que lhes disse:— Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: “Eu tirei vocês da escravidão do Egito. 9 Eu os livrei dos egípcios e dos que lutaram contra vocês aqui, nesta terra. Expulsei os seus inimigos e dei a vocês a terra deles. 10 Eu disse que sou o Senhor, o Deus de vocês, e que vocês não deviam adorar os deuses dos amorreus, que viviam nesta terra. Mas vocês não quiseram me ouvir.” 11 Então o Anjo do Senhor veio e sentou-se debaixo de um carvalho que havia perto do povoado de Ofra. Esse carvalho pertencia a Joás, que era da família de Abiezer. O seu filho, Gideão, estava malhando trigo no tanque de pisar uvas, escondido, para que os midianitas não o encontrassem. 12 Então o Anjo do Senhor apareceu a ele e disse:— Você é corajoso, e o Senhor está com você! 13 Gideão respondeu:— Se o Senhor Deus está com o nosso povo, por que está acontecendo tudo isso com a gente? Onde estão aquelas coisas maravilhosas que os nossos antepassados nos contaram que o Senhor costumava fazer quando nos trouxe do Egito? Ele nos abandonou e nos entregou aos midianitas. 14 Então o Senhor Deus ordenou a Gideão:— Vá com toda a sua força e livre o povo de Israel dos midianitas. Sou eu quem está mandando que você vá. 15 Gideão respondeu:— Senhor, como posso libertar Israel? A minha família é a mais pobre da tribo de Manassés, e eu sou a pessoa menos importante da minha família. 16 Mas o Senhor disse:— Você pode fazer isso porque eu o ajudarei. Você esmagará todos os midianitas como se eles fossem um só homem. 17 Gideão respondeu:— Se tu estás contente comigo, então dá-me uma prova de que és tu mesmo que estás falando. 18 E, por favor, não vás embora até que eu te traga uma oferta.— Eu ficarei aqui até você voltar! — disse Deus. 19 Então Gideão entrou, cozinhou um cabrito e fez pão sem fermento com mais ou menos dez quilos de farinha. Pôs a comida numa cesta e pôs o caldo numa panela. Levou tudo e entregou ao Anjo do Senhor, que estava debaixo do carvalho. 20 Então o Anjo ordenou:— Ponha a carne e o pão nesta pedra e derrame o caldo em cima.Gideão fez o que ele mandou. 21 Em seguida o Anjo estendeu o bastão que tinha na mão e tocou com a sua ponta a carne e o pão. Então saiu fogo da pedra e queimou a carne e o pão. E o Anjo desapareceu. 22 Aí Gideão compreendeu que era mesmo o Anjo do Senhor que ele tinha visto. E disse, apavorado:— Ai de mim, Senhor, meu Deus! Eu vi o Anjo do Senhor face a face! 23 Mas o Senhor respondeu:— Não fique com medo. Tudo está bem. Você não morrerá. 24 Gideão construiu ali um altar para Deus, o Senhor, e o chamou de “O Senhor é paz”. E até hoje esse altar está em Ofra, cidade que pertence às famílias de Abiezer. 25 Naquela noite o Senhor disse a Gideão:— Leve o touro que pertence a seu pai e outro touro de sete anos e derrube o altar do deus Baal que é do seu pai e também o poste da deusa Aserá que está ao seu lado. 26 Nesse lugar alto e seguro, faça para o Senhor, seu Deus, um altar de pedras bem arrumadas. Depois pegue o segundo touro e a madeira do poste de Aserá arrancado e queime tudo no altar como sacrifício. 27 Gideão levou dez dos seus empregados e fez o que o Senhor tinha dito. Porém, como estava com medo da sua família e do povo da cidade, em vez de fazer isso de dia, fez de noite. 28 De madrugada, quando os homens da cidade se levantaram, acharam o altar de Baal e o poste da deusa Aserá derrubados e o segundo touro queimado no altar que tinha sido construído ali. 29 E perguntavam:— Quem será que fez isso?Procuraram saber e descobriram que tinha sido Gideão, filho de Joás. 30 Então disseram a Joás:— Traga o seu filho aqui para ser morto porque ele derrubou o altar de Baal e o poste da deusa Aserá. 31 Mas Joás disse a todos os que estavam ali reunidos contra ele:— Vocês estão defendendo Baal? Quem o defender será morto antes do amanhecer. Se Baal é deus, que ele mesmo se defenda. O altar dele é que foi derrubado. 32 Daquele dia em diante, Gideão passou a ser chamado de Jerubaal, pois Joás tinha dito: “Que Baal mesmo se defenda. O altar dele é que foi derrubado.” 33 Então todos os midianitas, os amalequitas e os povos do deserto se juntaram, e atravessaram o rio Jordão, e acamparam no vale de Jezreel. 34 E o Espírito do Senhor dominou Gideão. Ele tocou uma corneta feita de chifre de carneiro, e os homens do grupo de famílias de Abiezer foram juntar-se a ele. 35 Gideão enviou também mensageiros para chamar os homens das tribos de Manassés, de Aser, de Zebulom e de Naftali. E eles também foram se juntar a ele. 36 Então Gideão disse:— Ó Deus, tu disseste que queres me usar para libertar o povo de Israel. 37 Pois bem. Vou pôr um pouco de lã no lugar onde malhamos o trigo. Se de manhã o orvalho tiver molhado somente a lã, e o chão em volta dela estiver seco, então poderei ficar certo de que tu realmente me usarás para libertar Israel. 38 O que ele disse aconteceu. Na manhã seguinte Gideão se levantou, espremeu a lã, e dela saiu água que deu para encher uma tigela. 39 Então ele pediu a Deus:— Não fiques zangado comigo. Mas deixa que eu fale só mais uma vez. Deixa, por favor, que eu faça mais uma prova com a lã. Que desta vez a lã fique seca, e que haja orvalho somente no chão em volta dela! 40 E Deus fez isso naquela noite. A lã ficou seca, e o chão em volta ficou coberto de orvalho.


Após 7 anos de desobediência israelita e de opressão midianita, o Senhor escolheu Gideão como Seu poderoso guerreiro. A garantia dada a Gideão de vitória plena sobre os midianitas veio quando o fogo do anjo do Senhor consumiu a carne e o pão sem fermento que ele preparara como oferta.
Mas antes do livramento a idolatria deveria ser denunciada e abandonada. Naquela mesma noite, o Senhor exigiu obediência imediata às Suas primeiras ordens: 1) destruir o altar a Baal de seu pai, e 2) construir um altar ao Senhor.
É imperativo para a nossa saúde espiritual que nossos maus hábitos e relacionamentos sejam eliminados. Não apenas reduzidos ou  negociados com Deus, mas destruídos. Quais são os ídolos que eu tenho adorado que Deus está me chamando para destruir? Após os ídolos em nossas vidas terem sido destruídos, é igualmente imperativo que estabeleçamos novos padrões de adoração. Quais as áreas de minha vida que Deus quer que eu submeta a Ele? Que ações posso tomar para construir um novo altar de Deus na minha vida?

Brennon Kirstein
Capelão da Universidade Adventista do Sul

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

EU TE AMO

A reconstrução do templo..


Os inimigos fazem parar as obras
1 Os inimigos das tribos de Judá e Benjamim souberam que os que haviam voltado da Babilônia estavam construindo de novo o Templo do Senhor, o Deus de Israel. 2 Então foram falar com Zorobabel e com os chefes das famílias. Disseram o seguinte:— Queremos construir o Templo junto com vocês. Nós adoramos o mesmo Deus que vocês e temos oferecido sacrifícios a ele desde o tempo de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos mandou morar aqui. 3 Porém Zorobabel, Josué e os outros chefes das famílias israelitas responderam:— Não precisamos que vocês nos ajudem a construir um templo para o Senhor, nosso Deus. Nós vamos fazer isso sozinhos, como Ciro, rei da Pérsia, mandou. 4 Então a gente daquela região fez tudo para desanimar os israelitas e para pôr medo neles a fim de parar a construção. 5 Além disso, deram dinheiro a certos funcionários do governo para que estes atrapalhassem os planos dos israelitas. E os inimigos fizeram isso durante todo o tempo em que Ciro foi rei da Pérsia, até o reinado de Dario, rei da Pérsia.
Uma carta para o rei
6 No começo do reinado de Xerxes, os inimigos escreveram uma acusação contra os moradores de Judá e de Jerusalém. 7 Bislã, Mitredate, Tabeel e os seus companheiros escreveram uma carta a Artaxerxes, rei da Pérsia. A carta foi escrita em aramaico e traduzida para a língua persa. 8 Reum, que era o governador, e Sinsai, o escrivão, também escreveram uma carta ao rei Artaxerxes contra os moradores de Jerusalém. A carta dizia: 9 “Esta carta é enviada por Reum, o governador, e Sinsai, o escrivão, junto com os seus companheiros, os juízes e todos os outros funcionários, que são naturais de Ereque, da Babilônia e de Susã, na terra de Elão, 10 e junto com os outros povos que o grande e poderoso Assurbanipal tirou dos seus países e levou para morar na cidade de Samaria e no resto da província do Eufrates-Oeste.” 11 A carta continuava assim:“Ao rei Artaxerxes, os seus servidores da província do Eufrates-Oeste escrevem o que segue: 12 “Ó rei, levamos ao seu conhecimento que os judeus que o senhor mandou para cá chegaram a Jerusalém e estão construindo de novo essa cidade rebelde e má. Já começaram a levantar as muralhas e logo vão acabar esse trabalho. 13 É bom que o rei também saiba que, se essa cidade for reconstruída, e se as suas muralhas forem levantadas de novo, essa gente não vai querer pagar nenhum imposto nem taxas, e por causa disso o rei terá muito prejuízo. 14 Como nós somos seus servidores, não queremos que o senhor fique prejudicado. Por isso, sugerimos 15 que o senhor mande fazer uma investigação nos arquivos dos seus antepassados. Se fizer isso, descobrirá que Jerusalém é uma cidade rebelde e que, desde os tempos antigos, ela tem dado trabalho aos reis e aos governadores das províncias. Em outros tempos, tem havido revoltas nela, e por isso ela foi destruída. 16 Portanto, ó rei, nós estamos certos de que, se essa cidade for construída de novo, e se as suas muralhas forem consertadas, o senhor não poderá mais controlar a província do Eufrates-Oeste.”
A resposta do rei
17 Então o rei Artaxerxes mandou a seguinte resposta:“A Reum, o governador, a Sinsai, o escrivão, e aos seus companheiros que vivem em Samaria e no resto da província do Eufrates-Oeste: Saudações. 18 “A carta que vocês mandaram foi traduzida para a língua persa e lida para mim. 19 Então mandei que fizessem uma investigação, e descobriu-se que, desde os tempos antigos, Jerusalém tem se revoltado contra a autoridade do rei e que ela sempre esteve cheia de rebeldes e de criadores de casos. 20 Reis poderosos reinaram ali e governaram toda a província do Eufrates-Oeste, e o povo lhes pagava impostos e taxas. 21 Portanto, deem ordens para que parem as obras. Essa cidade não será construída de novo enquanto eu não mandar. 22 Cumpram essa ordem com todo o cuidado para evitar que eu tenha mais prejuízos.” 23 A carta do rei Artaxerxes foi lida para Reum, para Sinsai e para os seus companheiros. Então todos eles foram imediatamente a Jerusalém e, ameaçando os israelitas com armas, os obrigaram a parar as obras.
A reconstrução do Templo
24 O trabalho da construção do Templo havia sido interrompido e tinha continuado parado até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.


Comentários:
2 Estes inimigos afirmavam que adoravam o mesmo Deus que Zorobabel e os demais judeus. Em certo sentido, isto era verdade; ele adoravam a Deus, mas também adoravam outros deuses (ver 2Rs 17:27-29, 32-34, 41). Aos olhos de Deus, isto não é adoração – é pecado e rebelião. A verdadeira adoração envolve adoração somente a Deus (Êx 20:3-5). Para estes estrangeiros, Deus era apenas mais um “ídolo” a ser adicionado às suas coleções. Sua verdadeira intenção era perturbar o projeto do templo. Os crentes, hoje, devem se precaver com relação aos que afirmam ser cristãos, mas suas ações revelam claramente que eles estão usando o cristianismo para servir aos seus próprios interesses (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

4,5 O desencorajamento e o medo são dois dos maiores obstáculos para completar a obra de Deus. Muitas vezes eles aparecem aonde e quando você menos espera. O desencorajamento devora a sua motivação e o medo nos paralisa de modo que não conseguimos agir. Lembre-se que o povo de Deus em todas as épocas tem enfrentado estes problemas e Deus os tem ajudado a superá-los. Ao estar junto com outros crentes você pode superar o medo e o desencorajamento e completar a vontade de Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

6-23 reinado de Assuero … acusação … Artaxerxes. Este material é uma seção separada que descreve a oposição à construção dos muros após Dario e durante os reinados de Xerxes (486-465 a.C.) e de  Artaxerxes I (465-424 a.C.). A narrativa justifica chamar os povos circunvizinhos no v.1 de “adversários”. Mostra também que a oposição não foi um problema passageiro, mas uma antevisão de uma prolongada oposição ao povo de Deus na reconstrução da “casa” de Deus, o templo, e também da cidade e da nação (Bíblia de Genebra).






quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Oração de um homem longe da Pátria


Poesia do grupo de Corá. Ao regente do coro.
1 Assim como o corço deseja as águas do ribeirão, assim também eu quero estar na tua presença, ó Deus! 2 Eu tenho sede de ti, o Deus vivo! Quando poderei ir adorar na tua presença? 3 Choro dia e noite, e as lágrimas são o meu alimento. Os meus inimigos estão sempre me perguntando: “Onde está o seu Deus?”
4 Quando penso no passado, sinto dor no coração. Eu lembro quando ia com a multidão à casa de Deus. Eu guiava o povo, e todos íamos caminhando juntos, felizes, cantando e louvando a Deus.
5 Por que estou tão triste? Por que estou tão aflito? Eu porei a minha esperança em Deus e ainda o louvarei. Ele é o meu Salvador e o meu Deus.
6-7 O meu coração está profundamente abatido, e por isso eu penso em Deus. Assim como o mar agitado ruge, e assim como as águas das cachoeiras descem dos montes Hermom e Mizar e correm com violência até o rio Jordão, assim são as ondas de tristeza que o Senhor Deus mandou sobre mim.
8 Que ele me mostre durante o dia o seu amor, e assim de noite eu cantarei uma canção, uma oração ao Deus que me dá vida.
9 Pergunto a Deus, a minha rocha: “Por que esqueceste de mim? Por que tenho de viver sofrendo
por causa da maldade dos meus inimigos?” 10 Até os meus ossos doem quando os meus inimigos me ofendem, perguntando todos os dias: “Onde está o seu Deus?” 11 Por que estou tão triste? Por que estou tão aflito? Eu porei a minha esperança em Deus e ainda o louvarei. Ele é o meu Salvador e o meu Deus.


Comentário devocional:

Para um hebreu, buscar a Deus significava ir ao templo em Jerusalém para as grandes festas e se aproximar dEle para confessar seus pecados e oferecer sacrifício. Encontrar-se com Deus, significava fazer uma peregrinação a Sião para estar em Sua presença. O autor do Salmo 42 está no exílio, ansiando por Deus, sentindo que para estar com Ele, teria que estar em Jerusalém. Ele se lembra dos pontos altos de sua jornada espiritual quando se aproximava do monte santo do templo (v. 4).

O desespero toma conta de seu coração ao pensar em sua situação atual, longe de casa, longe do templo. Ondas de desespero se precipitam sobre a sua alma.

Pouco depois, entretanto, sua esperança começa a crescer novamente. Ele percebe que a luz da verdade divina irá guiá-lo até a presença de Deus, mesmo estando numa terra pagã. Recordando as promessas de Deus, o exilado recobra a confiança de que Jerusalém será restaurada e lá o povo de Deus voltará a adorá-Lo.

Em tempos de desânimo, muitas vezes sentimos que fomos violentamente levados pelo inimigo para longe de nossa casa espiritual, para longe de Deus. Podemos olhar para trás com saudades de nossas vitórias passadas, para aqueles tempos e lugares em que nos sentimos bem perto de Deus. Assim como os judeus exilados na Babilônia, a nossa vontade é pendurar nossas harpas e parar de cantar completamente. Mas à medida que lemos este Salmo, a despeito de nossos vários momentos de desânimo, vemos a confiança nas promessas de Deus tornar-se cada vez mais forte. Essa bipolaridade espiritual (ora estarmos para cima, ora para baixo) é normal para a condição humana. No entanto, Deus oferece-nos libertação de tais ciclos. Não precisamos permanecer exilados, apenas lembrando de nossa casa. Podemos ir à Deus diretamente e encontrar nEle o nosso lar.

Obrigado, Pai, por que aonde quer que eu vá, posso ir a Ti com a certeza de que me ouvirás. E porque estás comigo em qualquer lugar, eu posso estar sempre “em casa”. Amém.

Helen Pyke

Professora aposentada

Universidade Adventista do Sul

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

DOCE SINFONIA



Lá fora o vento sopra...
Sopra uma doce melodia...
As folhas dançam uma dança triste
Embaladas pela doce sinfonia...
Às vezes caem por terra
Outras rodopiam no ar.
Sinto no vento a doce carícia
Trazendo-me a delícia
De um carinho de Amor...
E nesse bailado silencioso
Trazem lembranças para mim.
Fico aqui a imaginar
Se em cada folha que cai
Eu pudesse escrever um verso.
Faria um enorme tapete
Cheio de sonhos e carinhos
Como pedaços coloridos de esperança
Para te ofertar...
Ai se eu tivesse o poder de transformar!!!
Transformaria esta saudade na tua presença.
Transformaria o meu pranto em alegria.
Cada lágrima que caísse dos meus olhos
Seriam flores coloridas e perfumadas
Que te oferecia para acalentar a alma...
Quisera eu poder escrever algo mais....
Mas esta saudade...
Ai esta saudade!!!! ....
A lágrima não deixa!!!!!Doce sinfonia
Lá fora o vento sopra...
Sopra uma doce melodia...
As folhas dançam uma dança triste
Embaladas pela doce sinfonia...
Às vezes caem por terra
Outras rodopiam no ar.
Sinto no vento a doce carícia
Trazendo-me a delícia
De um carinho de Amor...
E nesse bailado silencioso
Trazem lembranças para mim.
Fico aqui a imaginar
Se em cada folha que cai
Eu pudesse escrever um verso.
Faria um enorme tapete
Cheio de sonhos e carinhos
Como pedaços coloridos de esperança
Para te ofertar...
Ai se eu tivesse o poder de transformar!!!
Transformaria esta saudade na tua presença.
Transformaria o meu pranto em alegria.
Cada lágrima que caísse dos meus olhos
Seriam flores coloridas e perfumadas
Que te oferecia para acalentar a alma...
Quisera eu poder escrever algo mais....
Mas esta saudade...
Ai esta saudade!!!! ....
A lágrima não deixa!!!!!

Ilustre Desconhecido

Defesa final de Jó - Deus iluminava o meu caminho


1 E Jó continuou a sua fala e disse: 2 “Ah! Se eu pudesse voltar meses atrás, para os dias em que Deus me protegia! 3 Naquele tempo, Deus iluminava o meu caminho, e com a sua luz eu podia andar na escuridão.
4 Naqueles dias, eu estava bem de vida, e a amizade de Deus era a proteção do meu lar. 5 O Todo-Poderoso estava comigo, e os meus filhos viviam ao meu redor. 6 Em casa sempre havia leite à vontade
e também azeite, tirado das oliveiras plantadas entre as pedras.
7 Quando eu saía para a reunião do tribunal e me assentava entre os juízes, 8 os moços me viam e abriam passagem, e os idosos se punham de pé. 9 As pessoas mais importantes paravam de falar e ficavam em silêncio. 10 As autoridades se calavam; não diziam mais nada. Eu era pai dos pobres
11 “Quem me ouvia falar me dava parabéns; os que me viam falavam bem de mim, 12 pois eu ajudava os pobres que pediam ajuda e cuidava dos órfãos que não tinham quem os protegesse.
13 Pessoas que estavam na miséria me abençoavam, e as viúvas se alegravam com o meu auxílio.
14 A minha justiça e a minha honestidade faziam parte de mim; eram como a roupa que eu uso todos os dias. 15 Eu era olhos para os cegos e pés para os aleijados.
16 Era pai dos pobres e defensor dos direitos dos estrangeiros. 17 Eu acabava com o poder dos exploradores e livrava das suas garras as vítimas. Todas as pessoas me davam atenção
18 “Eu pensava assim: ‘Vou viver uma vida longa e morrer em casa, com todo o conforto.
19 Serei como uma árvore de raízes que chegam até a água, uma árvore que todas as noites é molhada pelo orvalho. 20 Todos só falarão bem de mim, e eu serei sempre vigoroso e forte.’
21 Todas as pessoas me davam atenção e em silêncio escutavam os meus conselhos.
22 Quando acabava de falar, ninguém discordava. As minhas palavras entravam na cabeça deles
como se fossem gotas de água na areia. 23 Todos as esperavam ansiosos, como se espera a chuva no tempo de calor. 24 Eu sorria para aqueles que tinham perdido a esperança; o meu rosto alegre lhes dava coragem. 25 Eu era como um chefe, decidindo o que eles deviam fazer; eu os dirigia como um rei à frente do seu exército e os consolava nas horas de aflição.

Comentário devocional:
Este capítulo é conhecido como as “Reminiscências de Jó” ou o “Resumo da Defesa de Jó.” É como se alguém estivesse contando histórias de seu passado. O desejo de Jó no capítulo 29 é de “voltar aos bons velhos tempos”. E estes dias incluíam a Deus em todas as circunstâncias: “…como nos dias em que Deus me guardava” (v. 2). 
A luz de Deus brilhava sobre a cabeça de Jó e Ele conduzia Jó através dos tempos de incerteza (“trevas”, v. 3). Jó desfrutava da amizade de Deus (v. 4) e da companhia dos filhos (v. 5). E mesmo dos terrenos rochosos [as dificuldades] as oliveiras lhe concediam abundância de azeite [benefícios e conforto](v. 6).
Ao dizer que possuía um assento na praça da cidade (v. 7), Jó destaca a honra e respeito que lhe concediam. Mesmo os jovens lhe davam lugar e os idosos se levantavam em sua presença (v. 8). Príncipes e nobres ficavam em silêncio em sua presença (v. 9, 10). Os que o ouviam apreciavam suas palavras e os que o viam o elogiavam, prontos a testemunhar de suas boas ações (v. 11). Ele acudia e livrava o miserável, o órfão e a quem mais não tinha quem o socorresse (v. 12); ele era abençoado por aqueles a quem salvava da morte e tornava felizes as viúvas a quem acudia (v. 13). A justiça e o equilíbrio de Jó o cobriam como se delas estivesse vestido (v. 14); Jó ajudava os “cegos” a verem a realidade e ajudava os “coxos” a saírem de situações difíceis (v. 15). Ele era um pai para os necessitados e defendia o direito até mesmo daqueles a quem não conhecia(v. 16). Socorria os inocentes, salvando-os do poder (“seus dentes”) dos injustos (v. 17).

 Percebe-se que a motivação de Jó era a voz tranquilizadora do Espírito Santo, que o aconselhava sobre o que era certo e errado. Jó sabe que será abençoado porque morrerá em paz, em sua casa, com longa idade. Ele se fortalecerá como árvore plantada junto a águas (ver Sl 1:3) e que mesmo à noite recebe orvalho (v. 19). A honra de Jó será renovada, assim como sua força, tornando-o novamente capaz de retesar um arco forte e atirar a flecha longe, como antes (v. 20). 

Depois de falar sobre a sua maneira de lidar com os outros, Jó retorna à lista de manifestações de consideração e respeito que ele, como um rei, recebia. Todos o ouviam e esperavam até que ele terminasse de falar, aguardando pelo seu conselho (v. 21), sem questionar suas decisões (v. 22), recebendo suas palavras como a terra recebia as chuvas da primavera, que amadureciam os frutos (v. 23). 
A apreciação de Jó era muito valiosa para as pessoas que o procuravam: “Quando eu lhes sorria, mal acreditavam” (v. 24, NVI). Como um rei à frente de suas tropas, Jó lhes indicava o melhor caminho a seguir, confortando os que choravam (v. 25), mostrando força, capacidade de liderança, motivação, com sensibilidade.

Querido Deus,
Teu desejo é que vivamos como Teus filhos e filhas, tendo a certeza do nosso valor como príncipes e princesas do grande Rei. Como Jó, queremos ser bênção aos que nos rodeiam, enquanto trabalhamos para aproximá-los de Ti. Para tua honra e glória. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul