terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A vida é ilusão


A vida é ilusão
1 São estas as palavras do Sábio, que era filho de Davi e rei em Jerusalém.
2 É ilusão, é ilusão, diz o Sábio. Tudo é ilusão. 3 A gente gasta a vida trabalhando, se esforçando e afinal que vantagem leva em tudo isso? 4 Pessoas nascem, pessoas morrem, mas o mundo continua sempre o mesmo. 5 O sol continua a nascer, e a se pôr, e volta ao seu lugar para começar tudo outra vez. 6 O vento sopra para o sul, depois para o norte, dá voltas e mais voltas e acaba no mesmo lugar. 7 Todos os rios correm para o mar, porém o mar não fica cheio. A água volta para onde nascem os rios, e tudo começa outra vez. 8 Todas as coisas levam a gente ao cansaço — um cansaço tão grande, que nem dá para contar. Os nossos olhos não se cansam de ver, nem os nossos ouvidos, de ouvir. 9 O que aconteceu antes vai acontecer outra vez. O que foi feito antes será feito novamente. Não há nada de novo neste mundo. 10 Será que existe alguma coisa de que a gente possa dizer: “Veja! Isto nunca aconteceu no mundo”? Não! Tudo já aconteceu antes, bem antes de nós nascermos. 11 Ninguém lembra do que aconteceu no passado; quem vier depois das coisas que vão acontecer no futuro também não vai lembrar delas.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Ponha a sua vida nas mãos do Senhor, confie nele, e ele o ajudará.

O fim dos maus e o fim dos bons
De Davi.
1 Não se aborreça por causa dos maus, nem tenha inveja dos que praticam o mal.
2 Pois eles vão desaparecer logo como a erva, que seca; eles morrerão como as plantas, que murcham.
3 Confie em Deus, o Senhor, e faça o bem e assim more com toda a segurança na Terra Prometida. 
4 Que a sua felicidade esteja no Senhor!
Ele lhe dará o que o seu coração deseja.
5 Ponha a sua vida nas mãos do Senhor, confie nele, e ele o ajudará.
6 Ele fará com que a sua honestidade seja como a luz e com que a justiça da sua causa brilhe como o sol do meio-dia.
7 Não se irrite por causa dos que vencem na vida, nem tenha inveja dos que conseguem realizar os seus planos de maldade. Tenha paciência, pois o Senhor Deus cuidará disso.
8 Não fique com raiva, não fique furioso. Não se aborreça,  pois isso será pior para você.
9 Aqueles que confiam em Deus, o Senhor, viverão em segurança na Terra Prometida, porém os maus serão destruídos.
10 Dentro de pouco tempo, os maus desaparecerão; você poderá procurá-los, porém não os encontrará.
11 Mas os humildes viverão em segurança na Terra Prometida e terão alegria, prosperidade
e paz.
12 Os maus fazem planos contra os bons e olham com ódio para eles.
13 O Senhor ri dos maus porque sabe que o dia deles está chegando.
14 Os maus puxam da espada e curvam os seus arcos para matar os pobres e os necessitados
e para assassinarem os que são honestos.
15 Mas os maus serão mortos pelas suas próprias espadas, e os seus arcos serão quebrados.
16 É melhor o pouco que os bons têm do que as riquezas de muitos maus.
17 Pois o poder dos maus acabará, mas o Senhor protege os bons.
18 Todos os dias o Senhor cuida dos que são corretos; a Terra Prometida será deles para sempre.
19 Quando os tempos forem difíceis, eles não sofrerão e terão o que comer em tempos de fome.
20 Porém os maus morrerão; os inimigos de Deus, o Senhor, desaparecerão como as flores do campo, sumirão como a fumaça.
21 Os maus pedem emprestado e não pagam, mas os bons são generosos em dar.
22 Aqueles que são abençoados por Deus viverão em segurança na Terra Prometida, mas os que ele amaldiçoa serão destruídos.
23 O Senhor nos guia no caminho em que devemos andar e protege aqueles cuja vida é agradável a ele.
24 Se eles caírem, não ficarão caídos porque o Senhor os ajudará a se levantarem.
25 Fui moço e agora sou velho, mas nunca vi um homem bom abandonado por Deus e nunca vi os seus filhos mendigando comida.
26 Ele sempre é generoso em dar e emprestar, e os seus filhos são uma bênção.
27 Afaste-se do mal e faça o bem, e você sempre morará na Terra Prometida.
28 Pois o Senhor ama aquilo que é direito e certo e não abandona os seus servos fiéis.
Ele sempre protege o seu povo, mas os descendentes dos maus serão destruídos.
29 Os bons possuirão a Terra Prometida e sempre morarão nela.
30 Eles dizem coisas sábias e sempre falam o que é direito e certo.
31 Guardam no coração a lei do seu Deus e nunca se afastam dela.
32 Os maus espiam os bons e procuram matá-los.
33 Porém o Senhor Deus não abandonará os bons nas mãos do inimigo; e, quando forem julgados, não deixará que sejam condenados.
34 Ponham a sua esperança no Senhor e obedeçam aos seus mandamentos.
Ele lhes dará a honra de possuírem a Terra Prometida, e vocês verão os maus serem destruídos.
35 Vi um homem mau, um dominador cruel, que era grandioso como um cedro dos montes Líbanos.
36 Porém um dia passei por ali, e ele já havia desaparecido; eu o procurei, porém não pude encontrá-lo.
37 Preste atenção nos bons, e observe os honestos, e você verá que as pessoas que amam a paz deixam descendentes.
38 Mas os que desobedecem às leis de Deus serão completamente destruídos, e os seus descendentes desaparecerão.
39 O Senhor Deus salva do perigo os que são bons e os protege em tempos de aflição.
40 O Senhor os ajuda e livra; e, porque eles procuram a sua proteção, ele os salva dos maus.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O Senhor Deus me ensina o que devo dizer...


1 O Senhor Deus diz ao seu povo:
“Será que vocês acham que eu os mandei embora como um homem manda embora a sua mulher? Então onde está o documento de divórcio? Ou acham que eu os vendi como escravos a fim de pagar as minhas dívidas? Não! Vocês foram levados prisioneiros por causa dos seus pecados; eu os mandei embora por causa das suas maldades.
2 Por que é que ninguém foi me encontrar quando eu vim salvá-los? Por que ninguém respondeu quando eu chamei? Será que agora não tenho poder para salvá-los? Será que já perdi toda a minha força? Não! É só eu dar uma ordem, e o mar seca. Faço os rios virarem um deserto; assim, por falta de água, os peixes morrem de sede e começam a cheirar mal.
3 Posso cobrir de escuridão o céu, posso fazê-lo vestir roupa de luto.”

O sofrimento e a fidelidade do servo de Deus 
4 O Senhor Deus me ensina o que devo dizer a fim de animar os que estão cansados.
Todas as manhãs, ele faz com que eu tenha vontade de ouvir com atenção o que ele vai dizer.
5 O Senhor Deus me deu entendimento, e eu não me revoltei, nem fugi dele.
6 Ofereci as minhas costas aos que me batiam e o rosto aos que arrancavam a minha barba.
Não tentei me esconder quando me xingavam e cuspiam no meu rosto.
7 Mas eu não me sinto envergonhado, pois o Senhor Deus me ajuda. Por isso, eu fico firme como uma rocha e sei que não serei humilhado, 8 pois o meu defensor está perto.
Alguém tem uma causa contra mim? Então vamos juntos ao tribunal. Alguém quer me processar? Que venha e apresente a sua acusação!
9 O Senhor Deus é quem me defende, e por isso ninguém poderá me condenar.
Todos os meus inimigos desaparecerão; serão como um vestido que as traças destruíram.
10 Escutem, vocês que temem o Senhor e obedecem às ordens do seu servo: se o caminho em que andam é escuro, sem nenhum raio de luz, confiem no Senhor, ponham a sua esperança no seu Deus.
11 Mas vocês que acendem uma fogueira e se armam com flechas incendiárias, todos vocês cairão no fogo que acenderam e serão mortos pelas suas próprias flechas.
O Senhor mandará esse castigo; um sofrimento horrível os espera.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Chegado o momento, o amor e a morte atacarão


Assim, não se pode aprender a amar, tal como não se pode aprender a morrer. E não se pode aprender a arte ilusória – inexistente, embora ardentemente desejada – de evitar suas garras e ficar fora de seu caminho. Chegado o momento, o amor e a morte atacarão – mas não se tem a mínima ideia de quando isso acontecerá. Quando acontecer, vai pegar você desprevenido.

Em todo amor há pelo menos dois seres, cada qual a grande incógnita na equação do outro. É isso que faz o amor parecer um capricho do destino – aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, que deve ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido. Amar significa abri-se ao destino, a mais sublime de todas as condições humanas, em que o medo se funde ao regozijo num amálgama irreversível. Abrir-se ao destino significa, em última instância, admitir a liberdade no ser: aquela liberdade que se incorpora no outro. “A satisfação no amor individual não pode ser atingida... sem a humildade, a coragem, a fé e a disciplina verdadeiras”, afirma Erich Fromm – apenas para acrescentar adiante, com tristezas que “em uma cultura na qual são raras essas qualidades, atingir a capacidade de amar será sempre, necessariamente, uma rara conquista”.

E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exigem esforços prolongados, receitas testadas, garantias de seguro total e devolução do dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a “experiência amorosa à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem e exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultado sem esforço.
Sem humildade e coragem não há amor. Essas duas qualidades são exigidas, em escalas enormes e contínuas, quando se ingressa numa terra inexplorada e não-mapeada. É a esse o território que o amor conduz ao se instalar entre dois ou mais seres humanos.
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Quando se trata de amor, posse, poder, fusão e desencanto são Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse.
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O desafio, a atração e a sedução do Outro tornam toda distância, ainda que reduzida e minúscula, insuportavelmente grande. A abertura tem a aparência de um precipício. Fusão e subjugação parecem ser as únicas curas para esse tormento. E não há senão uma tênue fronteira, à qual facilmente se fecham os olhos, entre a carícia suave e gentil e a garra que aperta, implacável. Eros não pode ser fiel a si mesmo sem praticar a primeira, mas não pode praticá-la sem correr o risco da segunda. Eros move a mão que se estende na direção do outro – mãos que acariciam também podem prender e esmagar.
...
O amor pode ser e, freqüentemente é, tão atemorizante quanto a morte. Só que ele encobre essa verdade com a comoção do desejo e do excitamento. Faz sentido pensar na diferença entre amor e morte como na que existe entre atração e repulsa. Pensando bem, contudo, não se pode ter tanta certeza disso. As promessas do amor são, via de regra, menos ambíguas do que suas dádivas. Assim a tentação de apaixonar-se é grande e poderosa, mas também o é a tentação de escapar. E o fascínio da procura de uma rosa sem espinhos nunca está muito longe, e é sempre difícil de resistir.
... 
Os produtos de consumo atraem, os refugos repelem. Depois do desejo vem a remoção dos refugos. É, ao que parece, como forçar o que é estranho a abandonar a alteridade e desfazer-se da carapaça dissecada que se congela na alegria da satisfação, pronta a dissolver-se tão logo se conclua a tarefa. Em sua essência, o desejo é um impulso de destruição. E, embora de forma oblíqua, de auto-destruição: o desejo é contaminado, desde o seu nascimento, pela vontade de morrer. Esse é, porém, seu segredo mais bem guardado – sobretudo de si mesmo.

O amor, por outro lado, é a vontade de cuidar, de preservar o objeto cuidado. Um impulso centrífugo, ao contrário do centrípeto desejo. Um impulso de expandir-se, ir além, alcançar o que “está lá fora”. Ingerir, absorver e assimilar o sujeito no objeto, e não vice-versa, como no caso do desejo. Amar é contribuir para o mundo, cada contribuição sendo o traço vivo do eu que ama. No amor e eu é, pedaço por pedaço, transplantado para o outro. O eu que ama se expande doando-se ao objeto amado. Amar diz respeito a auto-sobrevivência através da alteridade. E assim o amor significa um estímulo a proteger, alimentar, abrigar; e também à carícia, ao afago e ao mimo, ou a – ciumentamente – guardar, cercar, encarcerar. Amar significa estar a serviço, colocando-se à disposição, aguardar a ordem. Mas também pode significar expropriar e assumir a responsabilidade. Domínio mediante renúncia, sacrifício resultado em exaltação. O amor é irmão xifópago da sede de poder – nenhum dos dois sobreviveria à separação.

Tal como o desejo, o amor é uma ameaça ao seu objeto. O desejo destrói seu objeto, destruindo a si mesmo nesse processo; a rede protetora carinhosamente tecida pelo amor em torno de seu objeto escraviza esse objeto. O amor aprisiona e coloca o detido sob custódia. Ele prende para proteger o prisioneiro.
Desejo e amor encontram-se em campos opostos. O amor é uma rede lançada sobre a eternidade, o desejo é um estratagema para livrar-se da faina de tecer redes. Fiéis a sua natureza, o amor se empenharia em perpetuar o desejo, enquanto esse se esquivaria aos grilhões do amor.
...
É exatamente isso que faz o amor: destaca um outro “de todo mundo”, e por meio desse ato remodela “um” outro transformando-o num “alguém bem definido”, dotado de uma boca que se pode ouvir e com quem é possível conversar de modo a que alguma coisa seja capaz de acontecer.

Postado por: Raio de Luz
Compartilhado por: Lucineia Rodrigues

Tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam...


Os pais de Samuel
1 Havia um homem da tribo de Efraim, chamado Elcana, que vivia na cidade de Ramá, na região montanhosa de Efraim. Ele era filho de Jeroão, neto de Eliú, bisneto de Toú e trineto de Zufe. 2 Elcana tinha duas mulheres, Ana e Penina. Penina tinha filhos, porém Ana não tinha. 3 Todos os anos Elcana saía da sua cidade e ia a Siló a fim de adorar e oferecer sacrifícios ao Senhor Todo-Poderoso. Hofni e Fineias, os filhos de Eli, eram sacerdotes do Senhor Deus, em Siló. 4 Cada vez que Elcana oferecia o seu sacrifício, ele dava uma parte para Penina e outra para todos os seus filhos e filhas. 5 Mas para Ana ele dava duas vezes mais. Elcana a amava muito, embora o Senhor não permitisse que ela tivesse filhos. 6 Penina, sua rival, provocava e humilhava Ana porque o Senhor não permitia que ela tivesse filhos. 7 Isso acontecia ano após ano. Sempre que iam ao santuário do Senhor, Penina irritava tanto Ana, que ela ficava só chorando e não comia nada. 8 Um dia o seu marido Elcana lhe perguntou:
— Ana, por que você está chorando? Por que não come? Por que está sempre triste? Por acaso, eu não sou melhor para você do que dez filhos?
Ana pede a Deus um filho
9 Certa vez eles estavam em Siló e tinham acabado de comer. Eli, o sacerdote, estava sentado na sua cadeira, na porta da Tenda Sagrada. 10 Aí Ana se levantou aflita e, chorando muito, orou a Deus, o Senhor. 11 E fez esta promessa solene:
— Ó Senhor Todo-Poderoso, olha para mim, tua serva! Vê a minha aflição e lembra de mim! Não esqueças a tua serva! Se tu me deres um filho, prometo que o dedicarei a ti por toda a vida e que nunca ele cortará o cabelo.
12 Ana continuou orando ao Senhor durante tanto tempo, que Eli começou a prestar atenção nela 13 e notou que os seus lábios se mexiam, porém não saía nenhum som. Ana estava orando em silêncio, mas Eli pensou que ela estava bêbada 14 e disse:
— Até quando você vai ficar embriagada? Veja se para de beber!
15 — Senhor, — respondeu ela —, eu não estou bêbada. Não bebi nem vinho nem cerveja. Estou desesperada e estava orando, contando a minha aflição ao Senhor. 16 Não pense que sou uma mulher sem moral. Eu estava orando daquele jeito porque sou muito infeliz e sofredora.
17 Então Eli disse:
— Vá em paz. Que o Deus de Israel lhe dê o que você pediu!
18 — Que o senhor sempre pense bem de mim! — respondeu ela. E saiu. Então comeu alguma coisa e já não estava tão triste.
O nascimento de Samuel
19 Na manhã seguinte Elcana e a sua família se levantaram cedo e adoraram a Deus, o Senhor. Aí voltaram para casa, em Ramá. Elcana teve relações com a sua esposa Ana, e o Senhor respondeu à oração dela. 20 Ela ficou grávida e, no tempo certo, deu à luz um filho. Pôs nele o nome de Samuel e explicou:
— Eu pedi esse filho a Deus, o Senhor.
21 Elcana e a sua família foram a Siló para oferecer ao Senhor o sacrifício anual e o sacrifício especial que ele havia prometido. 22 Ana, porém, não foi. Ela disse ao marido:
— Assim que o menino for desmamado, eu o levarei ao santuário de Deus, o Senhor, para que ele fique lá toda a sua vida.
23 Elcana respondeu:
— Faça o que achar melhor. Fique em casa até que ele seja desmamado. E o Senhor faça com que, de fato, se cumpra a promessa que você fez.
Então Ana ficou em casa e amamentou o filho.
24 Depois que ele foi desmamado, ela o levou a Siló. Levou também um touro de três anos, dez quilos de farinha e um odre cheio de vinho. Samuel era muito novo quando a sua mãe o levou à casa do Senhor, em Siló. 25 Os pais de Samuel ofereceram o touro em sacrifício e levaram o menino para Eli. 26 Ana disse:
— Meu senhor, juro pela sua vida que sou aquela mulher que o senhor viu aqui de pé, orando. 27 Eu pedi esta criança a Deus, o Senhor, e ele me deu o que pedi. 28 Por isso agora eu estou dedicando este menino ao Senhor. Enquanto ele viver, pertencerá ao Senhor.
Então eles adoraram a Deus ali.

Comentário:

Introdução: Quando Deus quis dar um salvador a Israel, escolheu Ana. Quando quis dar o Salvador ao mundo, escolheu Maria. Ana era temente a Deus e desejava ser mãe, mas era estéril e sofria as injúrias da sua rival. Mas o Senhor ouviu sua oração e lhe deu um filho que se tornou um tipo de Jesus em seu triplo ministério: sacerdote, profeta e rei. Samuel foi o último juiz em Israel e julgou o povo durante toda sua vida (1 Sm 7.15).

1 - A angústia de Ana
a - "Orou ao Senhor" (v.10). "Com amargura de alma... chorou abundantemente". Era sincera e fervorosa (v.13,15). Às vezes, temos de chorar como Ana para receber a resposta de Deus. 

b - "Amargura". Com aflição, pediu um filho. Agar e Léia também (Gn 16.11; 29.32). Hoje, muitas estão evitando ter filhos e deixando de cumprir um propósito de Deus na terra. 

c - Não era uma oração vingativa. Penina tinha muitos filhos e escarnecia de Ana e a irritava (v.6), mas Ana não pediu vingança contra ela. 

d - Sua oração foi definida e clara (v.11). Não perdeu tempo com pedidos confusos. Pediu uma só coisa: um filho.

e - Não foi uma oração interesseira (v.11). Pediu um filho para consagrá-lo ao Senhor. 
- Ana pediu Samuel a Deus, e ele livrou seu povo da decadência espiritual.
- Com três anos de idade, Samuel já adorava a Deus (v.28), e na adolescência era sacerdote (1 Sm 2.18,19)

f - Oração perseverante (v.12). Não desanimava do propósito. 
- Analise as instruções de Jesus na Parábola da Viúva Persistente em Lc 18.1-8, quando Ele diz da necessidade de orar sempre e nunca desanimar.

2 - A Alegria e Gratidão de Ana
a - Creu antes de ver o milagre (v.18). "E o seu semblante já não era triste". 

b - Veja Marcos 11.24: "portanto, eu lhes digo: Tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá".

c - Ana cumpre o voto (v.24,28). Apenas desmamou o menino, entregou-o ao Senhor (Ec 5.4,5).

d - Ações de graças (1 Sm 2.1-11). Agora a oração não era de aflição, mas de gratidão.
- Deus deu Samuel e mais três filhos e duas filhas a Ana (1 Sm 2.21).
- Ana deu Samuel a Deus. 

Conclusão: Dedica seu filho a Deus, crê que Ele, o Pai, vai salvá-lo.
Wade C. Smith, ao completar 21 anos de idade, em Chicago, resolveu gastar aquela noite no pecado, dizendo: "Uma noite só não faz diferença". Mas no caminho ele teve uma visão de sua mãe orando por ele. Resolveu voltar para casa, deitou sua cabeça no colo de sua mãe e contou-lhe a visão. Então sentiu que as lágrimas de sua mãe molhavam seu pescoço, enquanto ela lhe dizia ter passado todo aquele tempo orando por ele. Não cesses de orar por seu filho. Deus ouvirá a sua oração. 
Deus é fiel!


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O amor quando acontece...

O amor quando acontece...
A alma sente
O corpo responde
O mundo estremece

O toque dos lábios é muito mais que um beijo
Movimentos involuntários 
As bocas brincam... despertando o desejo

Os corpos se atraem
Com uma força divina e natural
O céu se une a  terra
Em um momento imortal

O prazer não acaba depois do êxtase
Assim... Entregues... Abraçados
Ele apenas começa... 
Dois corpos desarmados

A vida ganha sentido
Poucos conhecem, O Éden existe...
Basta tentar... 
O que precisa é tão pouco,
Apenas AMAR!


Rosa Soares

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O meu querido é meu, e eu sou dele.

1 Eu sou a rosa dos campos de Sarom; sou o lírio dos vales.
Ele
2 Como um lírio entre os espinhos, assim é a minha amada entre as outras mulheres.
Ela
3 Como a macieira entre as árvores da floresta, assim é o meu amado entre os outros homens. Eu me sinto feliz nos seus braços, e os seus carinhos são doces para mim.
4 Ele me levou ao salão de festas, e ali nós nos entregamos ao amor.
5 Tragam passas para eu recuperar as minhas forças e maçãs para me refrescar, pois estou desmaiando de amor.
6 A sua mão esquerda está debaixo da minha cabeça, e a direita me abraça.
7 Mulheres de Jerusalém, prometam e jurem, pelas gazelas e pelas corças selvagens, que vocês não vão perturbar o nosso amor.
Segunda canção
Ela
8 Estou ouvindo a voz do meu amor. 
Ele vem depressa, descendo as montanhas, correndo pelos montes.
9 O meu amado é como uma gazela; é como um filhote de corço.
O meu querido está ali, do lado de fora da nossa casa.
Ele está olhando para dentro, pelas janelas; está me espiando pelas grades.
10 O meu amor está falando comigo.
Ele
Venha então, minha querida; venha comigo, meu amor.
11 O inverno já foi, a chuva passou, 12 e as flores aparecem nos campos.
É tempo de cantar; ouve-se nos campos o canto das rolinhas.
13 Os figos estão começando a amadurecer, e já se pode sentir o perfume das parreiras em flor.
Venha então, meu amor.
Venha comigo, minha querida.
14 Você está escondida como uma pomba na fenda de uma rocha.
Mostre-me o seu rosto; deixe-me ouvir a sua voz; pois a sua voz é suave, e o seu rosto é lindo.
15 Peguem as raposas, apanhem as raposinhas, antes que elas estraguem a nossa plantação de uvas, que está em flor.
Ela
16 O meu querido é meu, e eu sou dele.
Ele leva as suas ovelhas para pastarem entre os lírios, 17 enquanto o dia ainda está fresco e a escuridão está desaparecendo.
Meu querido, volte depressa, correndo como uma gazela, como um filhote de corço nos montes de Beter.