quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A luz



16 Jesus continuou:— Ninguém acende uma lamparina e depois a coloca debaixo de um cesto ou de uma cama. Pelo contrário, a lamparina é colocada no lugar próprio para que todos os que entram vejam a luz. 17 Pois tudo o que está escondido será descoberto, e tudo o que está em segredo será conhecido e revelado. 18 — Portanto, tomem cuidado e vejam como vocês ouvem. Porque quem tem receberá mais; mas quem não tem, até o que pensa que tem será tirado dele.

O semeador


Mateus 13.1-9; Lucas 8.4-8
1Jesus começou a ensinar outra vez na beira do lago da Galileia. A multidão que se ajuntou em volta dele era tão grande, que ele entrou e sentou-se num barco perto da praia, onde o povo estava. 2Jesus usava parábolas para ensinar muitas coisas. Ele dizia: 3— Escutem! Certo homem saiu para semear. 4E, quando estava espalhando as sementes, algumas caíram na beira do caminho, e os passarinhos comeram tudo. 5Outra parte das sementes caiu num lugar onde havia muitas pedras e pouca terra. As sementes brotaram logo porque a terra não era funda. 6Mas, quando o sol apareceu, queimou as plantas, e elas secaram porque não tinham raízes. 7Outras sementes caíram no meio de espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas. Por isso nada produziram. 8Mas as sementes que caíram em terra boa brotaram, cresceram e produziram na base de trinta, sessenta e até cem grãos por um. 9E Jesus terminou, dizendo:— Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam.
Por que Jesus usava parábolas
Mateus 13.10-17; Lucas 8.9-10
10Quando a multidão foi embora, as pessoas que ficaram ali começaram, junto com os doze discípulos, a fazer perguntas a Jesus sobre parábolas. 11Jesus disse a eles:— A vocês Deus mostra o segredo do seu Reino. Mas para os que estão fora do Reino tudo é ensinado por meio de parábolas, 12para que olhem e não enxerguem nada e para que escutem e não entendam; se não, eles voltariam para Deus, e ele os perdoaria.
Jesus explica a parábola do semeador
Mateus 13.18-23; Lucas 8.11-15
13Então Jesus perguntou:— Se vocês não entendem essa parábola, como vão entender as outras? 14E continuou:— O semeador semeia a mensagem de Deus. 15Algumas pessoas que a ouvem são como as sementes que caíram na beira do caminho. Logo que ouvem, Satanás vem e tira a mensagem que foi semeada no coração delas. 16Outras pessoas são como as sementes que foram semeadas onde havia muitas pedras. Quando ouvem a mensagem, elas a aceitam logo com alegria; 17mas depois de pouco tempo essas pessoas abandonam a mensagem porque ela não criou raízes nelas. E, quando por causa da mensagem chegam os sofrimentos e as perseguições, elas logo abandonam a sua fé. 18Ainda outras são parecidas com as sementes que foram semeadas no meio dos espinhos. Elas ouvem a mensagem, 19mas, quando aparecem as preocupações deste mundo, a ilusão das riquezas e outras ambições, estas coisas sufocam a mensagem, e ela não produz frutos. 20E existem aquelas pessoas que são como as sementes que foram semeadas em terra boa. Elas ouvem, e aceitam a mensagem, e produzem uma grande colheita: umas, trinta; outras, sessenta; e ainda outras, cem vezes mais do que foi semeado.
A luz
Lucas 8.16-18
21Jesus continuou:— Por acaso alguém acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto ou de uma cama? Claro que não! Para iluminar bem, ela deve ser colocada no lugar próprio. 22Pois tudo o que está escondido será descoberto, e tudo o que está em segredo será conhecido. 23Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam. 24Disse também:— Cuidado com o que vocês ouvem! Deus usará para julgar vocês a mesma regra que vocês usarem para julgar os outros. E com mais dureza ainda! 25Quem tem receberá mais; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele.
A semente
26Jesus disse:— O Reino de Deus é como um homem que joga a semente na terra. 27Quer ele esteja acordado, quer esteja dormindo, ela brota e cresce, sem ele saber como isso acontece. 28É a própria terra que dá o seu fruto: primeiro aparece a planta, depois a espiga, e, mais tarde, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas ficam maduras, o homem começa a cortá-las com a foice, pois chegou o tempo da colheita.
A semente de mostarda
Mateus 13.31-32; Lucas 13.18-19
30Jesus continuou:— Com o que podemos comparar o Reino de Deus? Que parábola podemos usar para isso? 31Ele é como uma semente de mostarda, que é a menor de todas as sementes. 32Mas, depois de semeada, cresce muito até ficar a maior de todas as plantas. E os seus ramos são tão grandes, que os passarinhos fazem ninhos entre as suas folhas.
O uso das parábolas
Mateus 13.34-35
33Assim, usando muitas parábolas como estas, Jesus falava ao povo de um modo que eles podiam entender. 34E só falava com eles usando parábolas, mas explicava tudo em particular aos discípulos.
Jesus acalma uma tempestade
Mateus 8.23-27; Lucas 8.22-25
35Naquele dia, de tardinha, Jesus disse aos discípulos:— Vamos para o outro lado do lago. 36Então eles deixaram o povo ali, subiram no barco em que Jesus estava e foram com ele; e outros barcos o acompanharam. 37De repente, começou a soprar um vento muito forte, e as ondas arrebentavam com tanta força em cima do barco, que ele já estava ficando cheio de água. 38Jesus estava dormindo na parte detrás do barco, com a cabeça numa almofada. Então os discípulos o acordaram e disseram:— Mestre! Nós vamos morrer! O senhor não se importa com isso? 39Então ele se levantou, falou duro com o vento e disse ao lago:— Silêncio! Fique quieto!O vento parou, e tudo ficou calmo. 40Aí ele perguntou:— Por que é que vocês são assim tão medrosos? Vocês ainda não têm fé? 41E os discípulos, cheios de medo, diziam uns aos outros:— Que homem é este que manda até no vento e nas ondas?!

Por que será que o tolo não tem juízo?


1 A mulher sábia constrói o seu lar, mas a que não tem juízo o destrói com as próprias mãos. 2 Quem é honesto mostra que teme o Senhor, mas a pessoa que se desvia dos caminhos do Senhor o está desprezando. 3 O tolo orgulhoso sofre por causa das coisas que diz, mas os sábios são protegidos pelas suas próprias palavras. 4 Quem não põe um animal para puxar o arado colhe bem pouco, mas aquele que põe colhe muito. 5 A testemunha verdadeira não mente, mas a falsa diz muitas mentiras. 6 Quem zomba de tudo quer ser sábio e não consegue, mas quem tem juízo aprende com facilidade. 7 Afaste-se das pessoas sem juízo porque gente assim não tem nada para ensinar. 8 Por que será que a pessoa ajuizada é sábia? É porque ela sabe o que faz. Por que será que o tolo não tem juízo? É porque ele apenas pensa que sabe o que faz. 9 Os tolos pecam e não se importam, mas os bons querem ser perdoados. 10 Só você conhece a sua própria amargura e você também não pode repartir a sua alegria com os estranhos. 11 A casa dos maus será destruída, mas a cabana dos bons continuará de pé. 12 Há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando para a morte. 13 O sorriso pode esconder a tristeza; quando a felicidade vai embora, a tristeza já chegou. 14 Os maus terão o que merecem, mas os bons serão recompensados pelo que fazem. 15 A pessoa simples acredita em tudo, mas quem tem juízo está sempre prevenido. 16 Quem tem juízo toma cuidado a fim de não se meter em dificuldades, mas o tolo é descuidado e age sem pensar. 17 Quem se zanga facilmente faz coisas tolas, mas o sábio permanece calmo. 18 Os tolos recebem o que a sua tolice merece, mas os ajuizados são recompensados com o conhecimento. 19 Os maus terão de respeitar os bons e pedir humildemente a sua ajuda. 20 O pobre é desprezado até pelo seu vizinho, mas o rico tem muitos amigos. 21 Desprezar os outros é pecado, mas aquele que faz o bem aos pobres é feliz. 22 Quem trabalha para o bem ganha a confiança e o respeito dos outros, mas quem trabalha para o mal está cometendo um erro. 23 Quem trabalha tem com o que viver, mas quem só conversa passará necessidade. 24 Os sábios são recompensados com riquezas, mas a recompensa do tolo são as suas próprias tolices. 25 A testemunha que diz a verdade pode salvar vidas, mas a que diz mentiras é traidora. 26 No temor ao Senhor, o homem encontra um forte apoio e também segurança para a sua família. 27 O temor ao Senhor é uma fonte de vida e ajuda a evitar as armadilhas da morte. 28 A grandeza de um rei depende do número de pessoas que ele governa; sem elas ele não é nada. 29 A pessoa que se mantém calma é sábia, mas a que facilmente perde a calma mostra que não tem juízo. 30 A paz de espírito dá saúde ao corpo, mas a inveja destrói como câncer. 31 Quem persegue os pobres insulta a Deus, que os fez, mas quem é bom para eles honra a Deus. 32 A maldade leva os maus à desgraça, mas a honestidade protege os bons. 33 No coração das pessoas sensatas mora a sabedoria, mas os tolos não a conhecem. 34 A justiça engrandece um povo, mas o pecado é uma desgraça para qualquer nação. 35 Os reis recompensam os servidores competentes, mas castigam os que não agem bem.