quarta-feira, 22 de abril de 2015

Será, então, que Deus não vai fazer justiça a favor do seu próprio povo, que grita por socorro dia e noite?

A viúva e o juiz
1 Jesus contou a seguinte parábola, mostrando aos discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar: 2 — Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava ninguém. 3 Nessa cidade morava uma viúva que sempre o procurava para pedir justiça, dizendo: “Ajude-me e julgue o meu caso contra o meu adversário!” 4 — Durante muito tempo o juiz não quis julgar o caso da viúva, mas afinal pensou assim: “É verdade que eu não temo a Deus e também não respeito ninguém. 5 Porém, como esta viúva continua me aborrecendo, vou dar a sentença a favor dela. Se eu não fizer isso, ela não vai parar de vir me amolar até acabar comigo.” 6 E o Senhor continuou:— Prestem atenção naquilo que aquele juiz desonesto disse. 7 Será, então, que Deus não vai fazer justiça a favor do seu próprio povo, que grita por socorro dia e noite? Será que ele vai demorar para ajudá-lo? 8 Eu afirmo a vocês que ele julgará a favor do seu povo e fará isso bem depressa. Mas, quando o Filho do Homem vier, será que vai encontrar fé na terra?

O fariseu e o cobrador de impostos
9 Jesus também contou esta parábola para os que achavam que eram muito bons e desprezavam os outros: 10 — Dois homens foram ao Templo para orar. Um era fariseu, e o outro, cobrador de impostos. 11 O fariseu ficou de pé e orou sozinho, assim: “Ó Deus, eu te agradeço porque não sou avarento, nem desonesto, nem imoral como as outras pessoas. Agradeço-te também porque não sou como este cobrador de impostos. 12 Jejuo duas vezes por semana e te dou a décima parte de tudo o que ganho.” 13 — Mas o cobrador de impostos ficou de longe e nem levantava o rosto para o céu. Batia no peito e dizia: “Ó Deus, tem pena de mim, pois sou pecador!” 14 E Jesus terminou, dizendo:— Eu afirmo a vocês que foi este homem, e não o outro, que voltou para casa em paz com Deus. Porque quem se engrandece será humilhado, e quem se humilha será engrandecido.
Jesus e as crianças
Mateus 19.13-15; Marcos 10.13-16
15 Depois disso, algumas pessoas levaram as suas crianças a Jesus para que ele as abençoasse, mas os discípulos viram isso e repreenderam aquelas pessoas. 16 Então Jesus chamou as crianças para perto de si e disse:— Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças. 17 Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele.
O moço rico
Mateus 19.16-30; Marcos 10.17-31
18 Certo líder judeu perguntou a Jesus:— Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna? 19 Jesus respondeu:— Por que você me chama de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 20 Você conhece os mandamentos: “Não cometa adultério, não mate, não roube, não dê falso testemunho contra ninguém, respeite o seu pai e a sua mãe.” 21 O homem respondeu:— Desde criança eu tenho obedecido a todos esses mandamentos. 22 Quando Jesus ouviu isso, disse:— Falta mais uma coisa para você fazer. Venda tudo o que você tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga. 23 Quando o homem ouviu isso, ficou muito triste, pois era riquíssimo. 24 Vendo a tristeza dele, Jesus disse:— Como é difícil os ricos entrarem no Reino de Deus! 25 É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha. 26 Os que ouviram isso perguntaram:— Então, quem é que pode se salvar? 27 Jesus respondeu:— O que é impossível para os seres humanos é possível para Deus. 28 Aí Pedro disse:— Veja! Nós deixamos a nossa família e seguimos o senhor. 29 Jesus respondeu:— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: aquele que, por causa do Reino de Deus, deixar casa, esposa, irmãos, parentes ou filhos 30 receberá ainda nesta vida muito mais e, no futuro, receberá a vida eterna.
Jesus anuncia outra vez a sua morte e a sua ressurreição
Mateus 20.17-19; Marcos 10.32-34
31 Jesus levou os doze discípulos para um lado e disse:— Escutem! Nós estamos indo para Jerusalém, onde vai acontecer tudo o que os profetas escreveram sobre o Filho do Homem. 32 Ele será entregue aos não judeus, e estes vão zombar dele, insultá-lo, cuspir nele 33 e bater nele; e depois o matarão. Mas no terceiro dia ele ressuscitará. 34 Os discípulos não entenderam nada do que Jesus disse. O que essas palavras queriam dizer estava escondido deles, e eles não sabiam do que Jesus estava falando.
Jesus cura um mendigo cego
Mateus 20.29-34; Marcos 10.46-52
35 Jesus já estava chegando perto da cidade de Jericó. Acontece que um cego estava sentado na beira do caminho, pedindo esmola. 36 Quando ouviu a multidão passando, ele perguntou o que era aquilo. 37 — É Jesus de Nazaré que está passando! — responderam. 38 Aí o cego começou a gritar:— Jesus, Filho de Davi, tenha pena de mim! 39 As pessoas que iam na frente o repreenderam e mandaram que ele calasse a boca. Mas ele gritava ainda mais:— Filho de Davi, tenha pena de mim! 40 Jesus parou e mandou que trouxessem o cego. Quando ele chegou perto, Jesus perguntou: 41 — O que é que você quer que eu faça? Senhor, eu quero ver de novo! — respondeu ele. 42 Então Jesus disse:— Veja! Você está curado porque teve fé. 43 No mesmo instante o homem começou a ver e, dando glória a Deus, foi seguindo Jesus. E todos os que viram isso começaram a louvar a Deus.