sexta-feira, 18 de novembro de 2016

O meu amado é meu, e eu sou dele.


1 Eu sou a rosa dos campos de Sarom; sou o lírio dos vales.
Ele
2 Como um lírio entre os espinhos, assim é a minha amada entre as outras mulheres.
Ela
3 Como a macieira entre as árvores da floresta, assim é o meu amado entre os outros homens.
Eu me sinto feliz nos seus braços, e os seus carinhos são doces para mim.
4 Ele me levou ao salão de festas, e ali nós nos entregamos ao amor.
5 Tragam passas para eu recuperar as minhas forças e maçãs para me refrescar, pois estou desmaiando de amor.
6 A sua mão esquerda está debaixo da minha cabeça, e a direita me abraça.
7 Mulheres de Jerusalém, prometam e jurem, pelas gazelas e pelas corças selvagens, que vocês não vão perturbar o nosso amor.
Segunda canção
Ela
8 Estou ouvindo a voz do meu amor.
Ele vem depressa, descendo as montanhas, correndo pelos montes.
9 O meu amado é como uma gazela; é como um filhote de corço.
O meu querido está ali, do lado de fora da nossa casa.
Ele está olhando para dentro, pelas janelas; está me espiando pelas grades.
10 O meu amor está falando comigo.
Ele
Venha então, minha querida; venha comigo, meu amor.
11 O inverno já foi, a chuva passou, 12 e as flores aparecem nos campos.
É tempo de cantar; ouve-se nos campos o canto das rolinhas.
13 Os figos estão começando a amadurecer, e já se pode sentir o perfume das parreiras em flor. Venha então, meu amor. Venha comigo, minha querida.
14 Você está escondida como uma pomba na fenda de uma rocha.
Mostre-me o seu rosto; deixe-me ouvir a sua voz; pois a sua voz é suave, e o seu rosto é lindo.
15 Peguem as raposas, apanhem as raposinhas, antes que elas estraguem a nossa plantação de uvas, que está em flor.
Ela
16 O meu querido é meu, e eu sou dele.
Ele leva as suas ovelhas para pastarem entre os lírios, 17 enquanto o dia ainda está fresco e a escuridão está desaparecendo.
Meu querido, volte depressa, correndo como uma gazela, como um filhote de corço nos montes de Beter.