sábado, 27 de setembro de 2014

Criminosos virtuais adotam artimanhas para enganar mulheres que buscam relacionamentos

Criminosos virtuais adotam artimanhas para enganar mulheres que buscam relacionamentos

Criminosos virtuais adotam artimanhas para enganar mulheres que buscam relacionamentos Os homens chegam a prometer casamento, para conseguir dinheiro e outros bens de mulheres por meio de relacionamento pela internet

Valquiria Lopes
Publicação: 03/08/2014 06:00 Atualização: 03/08/2014 09:42

'Foi um grande susto, porque descobri que aquele homem romântico fazia parte de uma máfia que aplica golpes em mulheres no mundo inteiro' - L., de 51 anos, que chegou a acreditar no criminoso (Beto Novaes/EM/D.A.Press)
"Foi um grande susto, porque descobri que aquele homem romântico fazia parte de uma máfia que aplica golpes em mulheres no mundo inteiro" - L., de 51 anos, que chegou a acreditar no criminoso

O medo de descobrir que as doces palavras do Don Juan virtual podem ser uma farsa também faz com que as mulheres resistam antes de procurar a polícia. “O número de vítimas pode ser maior do que os casos que recebemos, porque elas se sentem envergonhadas. Algumas não contam nem mesmo para a família”, explica a delegada titular da 1ª Delegacia de Crimes Cibernéticos, Paloma Kairala. Vítima de um golpe no ano passado, quando perdeu R$ 56,5 mil, a dona de casa S., de 52 anos, diz não acreditar que caiu na história contada pelo falso engenheiro civil norte-americano James, com o qual chegou a se casar pela internet em menos de dois meses de relacionamento. A dívida, que hoje chega a R$ 90 mil, perturba o sono e ela se viu obrigada a pôr o apartamento à venda para pagar o débito.

“Ele me enviou um convite pelo Skype, começamos a conversar e a namorar. Ele dizia que queria um novo amor, uma companheira para dividir um lar e que viria morar no Brasil. Eu só queria ser amada, queria ter alguém”, conta, ressentida. Nos momentos íntimos do casal, mantidos sempre pelo meio virtual, James prometia amor e afirmava que o que mais queria era estar ao lado dela. Ele chegou a apresentar a S. uma filha, Emily, de 20 anos, da qual ela ficou amiga.

Os problemas começaram com os primeiros pedidos de transferência bancária. Segundo a mulher, James disse que participaria de uma concorrência para construir 60 prédios no Peru, para onde viajou. De lá, recorri a S. para pagar a emissão e o envio de um documento muito importante para o processo. Foi o primeiro dos muitos depósitos feitos por ela. Em seguida, o golpista e a falsa filha inventaram dramas envolvendo doença, acidentes de carro, coma, falta de dinheiro para pagar diárias de hotel e alimentação.

“Ele me disse que estava passando fome no Peru e que não tinha como voltar para os EUA. Me pedia para salvar a vida da filha, que tinha ido para um safari na África e se acidentou. Um médico de Gana começou a entrar em contato comigo e pedir dinheiro para o tratamento da garota. Eu a tinha como filha e fiz de tudo para salvá-la”, lembra. Todas as despesas seriam pagas com dinheiro de uma herança de James, como ele lhe informou. “Mas a mala, enviada por um diplomata da Inglaterra, havia ficado presa na alfândega no Brasil. Tive que pagar várias taxas para liberá-la. Era tudo uma farsa”, conta.

DOR
A partir das histórias mirabolantes, S. começou a entrar numa roda viva de prejuízo e dor. “Peguei dinheiro emprestado onde pude para ajudá-lo. No banco, nas lojas de departamento onde eu tinha crédito, com agiotas, vizinhos e parentes. Minha irmã e meu afilhado me alertaram que era golpe, mas eu não acreditava. Estava me sentindo amada. Não fazia aquilo pelo dinheiro, mas pelo sonho de se sentir querida, ter alguém para me perguntar como foi meu dia, para dormir abraçada, e ele se aproveitou disso”.

S. conta que o golpista não roubou apenas o dinheiro. “Ele roubou meus sonhos. Hoje vivo um pesadelo. Envelheci. Minha pele está envelhecida, meus cabelos ficaram brancos. Engordei e não estou me arrumando.” Um dos maiores dramas que S. ainda vive é a rejeição do pai. “Peguei R$ 7 mil com meu pai e depois o ouvi me chamar de pilantra, parou de me atender ao telefone. Todos acreditaram em mim e eu decepcionei todos”, afirma, aos prantos. Para ela., fica a certeza de que antes de se relacionar com alguém na internet é preciso ter cuidado: “Fiquei cega, não fiz nenhuma busca na internet, nada. Hoje sei que não se pode acreditar em alguém assim”. O desespero chegou ao extremo quando S., sem dinheiro e com as todas as contas atrasadas, começou a passar fome. Orientada pela família, ela procurou a polícia.

Sem solução
O caso é investigado pela Polícia Civil. Um morador de BH chegou a ser rastreado, mas nem ele nem os comparsas estrangeiros foram presos. Em todo o estado, são apenas duas delegacias especializadas em crimes cibernéticos, ambas na capital. Os crimes no interior são apurados nas delegacias de área. Em BH, os processos se acumulam em pilhas nas salas de dois delegados.

Especialista em direito virtual, o advogado Alexandre Atheniense diz que a legislação evoluiu para punir crimes na rede, depois da aprovação do Marco Civil, que prevê, entre outras medidas, que a vítima solicite diretamente ao provedor a retirada de conteúdo difamatório.

Um falso militar sedutorFoi por pouco que L., de 51, não caiu no conto do vigário virtual. O falso militar norte-americano Jefferey Willian, como se apresentou, surgiu na vida dela há dois meses, tempo suficiente para tentar lesá-la com pedido de depósitos em contas bancárias no exterior. A aproximação surgiu em um site de conversas. “Ele se mostrou um homem carinhoso, honesto e bem formado. Disse que era viúvo e que tinha um filho de 5 anos, que estava indo servir na guerra da Síria, mas que quando voltasse queria vir ao Brasil para ficar comigo”, lembra.

O golpe começou a tomar forma quando Jefferey perguntou sobre o patrimônio de L., divorciada há 17 anos, que mora com os dois filhos no Bairro São Marcos, na Região Nordeste de BH: “Ele passou a perguntar se eu morava em casa ou apartamento, se era meu ou alugado, quanto valia”. Ela, então, estranhou. O homem chegou a enviar uma foto falsa dele e do filho. Dizia o tempo todo pelas mensagens na internet que precisava de L. para ajudar a criar o menino.

“Há três semanas, resolvi pesquisar o nome dele na internet e tudo foi desvendado. Foi um grande susto, porque descobri que aquele homem romântico fazia parte de uma máfia nigeriana que aplica golpes em mulheres no mundo inteiro”, conta, decepcionada. Contra os scrammers, como são chamados, já haviam denúncias de transferências vultosas e de muito prejuízo. “Para mim, foi um alívio, mas confesso que o processo é muito sedutor. Graças a Deus, descobri tudo antes.”


PALAVRA DE ESPECIALISTA:
Roberto Chateaubriand domingues, Psicólogo e presidente do Conselho regional de psicologia

Dependência emocional
O que diz se uma mulher será ou não vítima é a fragilidade dela, o quanto ela se entrega e acredita em histórias fantasiosas para se sentir desejada. As questões de gênero no Brasil estabelecem uma hierarquia que coloca a mulher em um papel emocionalmente dependente do homem, algo que precisa ser enfrentado. Outro motivo é a construção subjetiva da mulher que, quando madura, passa a acreditar que está fora do mercado, que não é desejada, que está fora dos padrões de beleza. Essa mulher cria uma fantasia de que a vida se encerrou e fica cada vez mais susceptível a cair em meia dúzia de palavras românticas. É como se esse homem a trouxesse de volta à juventude e ela faz tudo para manter essa situação, inclusive se desfaz de seu patrimônio e se endivida. E se já era uma mulher fragilizada, ao descobrir o golpe ela vai ao ‘subsolo’. Muitas caem em depressão. Apesar dos casos individuais, a solução para esse tipo de comportamento é coletiva e passa pela valorização pessoal.

CUIDADODicas para evitar ser vítima de crimes na internet
Pesquise sobre a pessoa com que está mantendo contato. Uma simples busca no Google pode revelar se ela está envolvida em crimes
Nunca revele dados pessoais a alguém que você não conheça nem confie, como endereço e dados bancários
Não se deixe levar por histórias dramáticas que resultem em pedidos de depósitos bancários
Compartilhe com um familiar ou amigo que está se relacionando com alguém na internet
Se for marcar encontros, prefira sempre locais públicos e, de preferência, leve um acompanhante
Não aceite que a pessoa vá te buscar em casa, nem dê carona na volta
Não envie fotos íntimas a pessoas desconhecidas, porque o material pode ser publicado na rede e causar sérios danos
Se for a festas marcadas por desconhecidos pela internet, leve acompanhantes e não aceite caronas na volta pra casa
Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais

Mais que ir a Igreja é preciso ser Igreja


O que vem a ser templo? Diante um mundo pós-moderno repleto de relativismo onde o que é pode não ser e o que parece não ser pode ser, corremos o risco de pensar estar indo a um lugar e encontrar outro. Como alguém que sempre esteve em contato com um açougue e como que pela força do hábito chega ao rotineiro local para pedir um quilo de carne e só encontra peixe. Mas aqui sempre fora um açougue? Pergunta o cliente. Tem placa de açougue, jeito de açougue, açougueiros, mas, agora, o que encontro para consumo é peixe? De imediato responde o dono do estabelecimento. O nome é açougue, porém a partir de hoje só estaremos vendendo peixe, entende?
O relativismo tem encontrado um solo fértil em nossa sociedade fazendo com que conceitos indiscutivelmente firmados percam a sua robustez adquiridas por anos em detrimento ao relativo que se apodera de uma verdade particular de cada um de nós. O rompimento com o passado em detrimento a um presente livre de preconceitos que na visão de muitos não tem problema algum trocar açougue por peixaria, sem perder o nome de açougue, quebrando o estigma de que açougueiro vestido de açougueiro, dentro de um açougue pode sem problema algum vender peixe sem ser chamado de peixeiro, mantendo o rótulo de açougueiro, mesmo vendendo peixe, sem trocar a placa de açougue por peixaria, pois na sua visão vender peixe em lugar de carne dentro de um açougue faz com que o açougue não necessariamente seja uma peixaria, continua sendo um açougue.
Grande tem sido o apelo ao relativo em inúmeras questões. Ao olhar uma mulher ou um homem, diante o relativo, pode ser que o homem não seja homem, ou a mulher não seja mulher, ou que o pai seja mãe, ou a mãe pai e, com isto, novos padrões de famílias relativas se formem dentro de conceitos que outrora eram considerados improváveis.
Torna-se preciso ter certeza e convicção de quem nós somos. Somos aquilo o que somos ou aquilo o que o relativo diz que somos? Na verdade, se tudo é relativo, até o relativo deixa de ser relativo, criando em si um absoluto por afirmar que tudo é relativo. Diante esta constatação faz-se necessária uma análise a partir de algo que possamos confiar, pois se um mesmo objeto sendo fruto de diferentes verdades, nunca chegará a uma conclusão de senso comum, mas a uma verdade pluralizada.
Ao fazer parte de uma igreja, precisamos saber se estamos trocando os propósitos do ambiente eclesiástico sem remover a placa da fachada escrita igreja. Tem sido muito comum entrar em igrejas e não encontrar aquilo o que estamos procurando. Assim como narramos a pouco, pensando encontrar carne no açougue, encontramos peixe. Estaria a igreja em sua grande maioria relativizando suas funções? Aquela que fora chamada para iluminar e temperar agora estaria preocupada com outros assuntos? O que procuramos quando vamos a igreja? O que encontramos quando vamos a igreja? Igreja não é clube. Igreja não é discoteca. Igreja não é casa de investimentos. Igreja não é objeto de enriquecimento. Igreja não é lugar de comércio. Igreja é casa de Oração!!! Adoração coletiva. Lugar onde Deus fala e nós escutamos. Lugar onde encontramos afeto, carinho, amor, paz, alegria, cura e salvação. Diante a imperativa e concluída restauração do templo que agora não mais pode ser construído por mãos humanas [Marcos 14:58], antes de ir ao templo, e esperar que o templo seja templo, precisamos ser templo. É tempo de viver como templo, para que o ajuntamento dos muitos templos seja verdadeiramente reconhecido como lugar de oração, adoração e proclamação coletiva de que só o Senhor é Deus. Que em tempo de pós modernidade a igreja continue sendo igreja. Que não encontremos peixe no lugar que se espera encontrar carne. Que possamos encontrar nas mais diversas igrejas espalhadas sobre a face da terra, aquilo o que estamos buscando, Jesus Cristo o nosso Senhor e Salvador.

Luiz Carlos Gomes

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Almas Gêmeas


O encontro das almas gêmeas acontece muito antes do que no plano físico.
Primeiro é o IDEAL ESPIRITUAL ou seja missão. Nesse estágio, juntas, as almas gêmeas tem um desenvolvimento que jamais conseguiriam estando separadas. Há uma imensa felicidade e se brigam ou se separam, parecem decair ou chegam mesmo a perder a razão da vida.
Segundo estágio é o IDEAL INTELECTUAL. Nesse estágio as almas gêmeas tem os mesmos ideais, gostam dos mesmos assuntos. Ambas querem obter uma elevação cultural e intelectual.
O terceiro estágio é CONSCIÊNCIA E INTERESSE. Nesse estágio, não há lamentações, pois sabem que são como um todo, um único e perfeito. O estado de ânimo reflete como um espelho no outro. A doença de um entristece o outro. Aqui é onde o sentimento enobrece, e esse estágio geralmente acaba quando um dos parceiros falecem.
O quarto estágio SIMPATIA. Elas se atraem geralmente quando são bem humoradase tem uma vida sempre ativa. Aqui não há sentimento de raiva, de ódio, de rancor. Nesse estágio, as almas gêmeas por estarem unidas por uma consciência superior,não existe, a necessidade de palavras de baixo calão.
O quinto estágio DESEJO. Aqui, as almas gêmeas, homem e mulher, se entregam a paixão, à procura. Existe a consciência de diálogo a fio, respeito e planos para o futuro.
O sexto estágio é o FÍSICO. É o período do contato, do abraço,dos beijos, dos carinhos, do ato sexual, é onde tudo se torna mais intenso, é onde há a libertação kármica (êxtase sexual). É a evolução dos dois. Esses são os estágios das Almas Gêmeas.
A procura das Almas Gêmeas são intuitivas, são desejos puros.
Quando há esse encontro, não existe quotidiano, regras, ou sentimentos mais puros. Há uma harmonia de espírito, intelecto, desejos, conquistas.


Os encontros das Almas Gêmeas, não como regra, mas sim pelos elementais, têm seus  encontros.

Almas Gêmeas autor: Monica Buonfiglio  
Fonte: Bethynha

 

DESEJOS.

Desejo que sua alma cante.
Desejo que seu sorriso encante.
Desejo que seus olhos brilhem de amor.
Desejo que sua vida tenha muita cor.

Desejo que viaje.
Pelas estrelas que criou.
Desejo que realize.
Os sonhos que sonhou.

Desejo que ouça só melodias suaves
do coração.
Desejo que tragam boas notícias
durante a canção.

Desejo que seus desejos.
Venham com esperança.
Desejo que os sentimentos.
Sejam fiéis como de criança.

Desejo que pise relva macia com
seus pés nus.
Desejo que céu iluminado lhe cubra
eternamente de luz.

Desejo que todas as suas tristezas
cheguem ao fim.
Desejo que no passar do tempo
nunca se esqueça de mim!


(Fred Costa).

Fonte: Pelos caminhos da vida

As lições que a morte nos traz


Na última sexta-feira, nove dias antes do meu aniversário, um amigo de quem eu gostava/gosto muito deixou este mundo, aos 27 anos. Não o via todos os dias e só o conhecia há pouco mais de três anos, mas ainda assim sofri sua perda. Depois da dor de saber que não o veria mais com toda aquela alegria que lhe era peculiar, parei de chorar e observei que a dor era bem maior em outras pessoas. A namorada e a amiga dele – ambas minhas amigas – que moravam na mesma casa em que ele viveu nos últimos meses, assim como a família, que estava em outro estado, e o amigo-sócio, acostumado a tê-lo sempre por perto, com certeza sofrem muito mais.
Apesar de ser espírita e ter estudado a morte a vida inteira (e saber que ela é só uma mudança, um abandono do corpo), a única vez que tive que lidar com uma perda física tão próxima assim foi aos 17 anos, quando meu avô faleceu. Chorei, fiquei triste por um tempo. Mas, ainda que não quisesse acreditar, eu já esperava aquilo. Ele era velhinho, estava muito doente. E era meu avô. Avós e avôs velhinhos morrem daqui a pouco – todo mundo sabe disso. Todo mundo sabe também que todo mundo vai morrer um dia. Mas nem por isso estamos preparados. Para a morte de um jovem cheio de vida em um acidente, ninguém está preparado nunca. E, mesmo entendendo o lado espiritual da morte, minha reação imediata foi sofrer.
Porém, observar a despedida do Álvaro e a dor da família e dos amigos mais próximos dele me fez respirar fundo e analisar melhor a situação. Constatei: a morte nos traz muitas lições.
Lição número 1: o Álvaro era uma pessoa alegre, engraçada. Todos que conviveram com ele foram unânimes: nunca o viram reclamar da vida, uma vez sequer. E aí pensei como seria se eu morresse hoje. No meu velório, não diriam assim, pelo contrário. “Coitada, ela era muito triste, não conseguia ficar animada com o que tinha por muito tempo. Talvez tenha sido melhor para ela mesmo”, é o que se ouviria de todos os presentes. E será que é essa a lembrança que quero deixar? De jeito nenhum!
Lição número 2: a segunda completa a primeira. Que marca estamos deixando na vida das pessoas? Quantas ajudamos? Quantas ignoramos? Nos preocupamos em apoiar, ouvir, compartilhar alegrias? Damos tanta importância aos problemas de quem amamos quanto para os nossos? Ou passamos o tempo inteiro falando de quão difícil é nossa vida, como se fôssemos os únicos com dificuldades? Ensinamos algo a alguém? Aprendemos com todos? Fazemos a diferença?
Lição número 3: meu amigo morava bem pertinho de mim e eu não o via com tanta frequência. Se eu me senti mal por isso, imagina quem brigou com ele alguma vez, ou quem não aceitou um convite recente!? A situação me fez pensar em quanto tempo perdemos com coisas bobas, discussões por besteira, televisão, internet, quando poderíamos estar aproveitando os amigos, os parentes, os amores. Tudo ficou muito menor. O que temos de mais precioso é a vida. E por que não aproveitá-la da melhor maneira possível ao lado de quem amamos? O que custa dizer “eu te amo” para quem faz diferença em nosso dia a dia?
Lição número 4 [atualizada]: Ninguém pode se sentir culpado pela morte do outro, a não ser que a tenha provocado intencionalmente. Nada é por acaso e as coisas acontecem em seu tempo certo. Para quem fica, a morte deve ser apenas uma breve separação, um momento de refletir, de recomeçar. Cultivar o luto, a tristeza, o apego, só vai fazer mal. A despedida é um sinal de que é hora de mudar o rumo, descobrir coisas novas, ajudar alguém, dividir, ainda que sejam só palavras e abraços. Não pense que não conseguirá viver sem aquela pessoa. Quem partiu já havia cumprido seu papel, vencido seu tempo. E cada um tem o seu, não há regras. Aproveite a vida que você ainda tem.
Ainda estou pensando em muitas outras coisas, nem todas vou colocar aqui agora. Mas queria registrar as principais para dividir com vocês um pouquinho do que, espero, vai fazer parte da mudança que estou tentando fazer dentro de mim. Quem sabe alguém se inspira e recomeça também! Acho que meu amigo ficará feliz quando souber que inspirou boas resoluções.
Porque a morte pode ser uma perda, mas serve para ganharmos mais fé, mais confiança, mais alegria, mais gratidão à vida que temos. Assim, a tristeza se transforma em boas lembranças, a única coisa que realmente devemos guardar de quem se foi…


Postado por Adriana Caitano em 03/04/2011

Como pedir desculpas e assumir seus erros


Escrevi esse guia, antes de tudo, para mim mesmo. Claro que ele não serve para todas as situações, não vai resolver todos os problemas e conflitos do mundo. Sei que há questões muito mais complexas e que podem tornar bastante difíceis aproximações e pedidos de desculpas, por melhores que sejam as intenções.
Compartilho com vocês essas ideias justamente na esperança de poder lapidá-las um pouco mais e, quem sabe, melhorar a forma como eu mesmo tenho tentado assumir meus erros e reparar as mancadas que sigo dando pela vida.
Ouvindo histórias por aí, às vezes tenho a impressão de que em muitas das nossas fantasias, não precisaríamos pedir desculpas. Muitos de nós cultivam secretamente delírios nos quais somos infalíveis, honrados, dignos, fortes.
Sabemos, porém, que não é tão fácil quanto no discurso. Somos desajeitados, orgulhosos, temos pouquíssima habilidade ao agir e nos comunicar. Frequentemente causamos danos e perdemos a consciência a respeito de nossos atos. Saímos falando sem pensar, nos arrependemos e sentimos a necessidade de tentar reparar as consequências do que fizemos.
Diante disso, surgem vários conflitos. Será que devemos admitir nossa fragilidade? E se formos rejeitados? Como lidar com a vergonha por ter errado?
Como pudemos relaxar e, diante de algo que foge às nossas expectativas, lidar com isso sem adicionar camadas de culpa e vitimização?
Por que não admitimos o erro?
Se alguém erra na nossa frente, é muito fácil culpar, punir e tirar disso um sentimento de que a justiça foi feita. Se somos nós errando, melhor que ninguém perceba. Se o flagrante é inevitável, então a situação pode até atingir extremos de raiva, frustração. Relações podem terminar.
Nessas situações, somos rápidos em cair na tentação de evitar a falha, de querer maquiar o deslize. Para isso, muitos não poupam esforços.
Se você perde o prazo, a vontade de mudar um detalhe no cronograma sem que ninguém perceba surge. Talvez você tenha feito intriga por causa de um objeto que não lembrava onde deixou e, de repente, encontra sozinho, depois de fazer várias acusações. Melhor que ninguém saiba, né? Por que não deixar no local anteriormente dito para que as pessoas o encontrem “por acaso”?
Quem sabe, pode ter feito algo diferente do combinado com sua mãe, irmão, irmã, amigo, amiga, namorada, etc. É preciso dar um jeito nisso.
Mentir, enganar, disfarçar provas, culpar outros. Esses são apenas alguns dos pequenos truques que podem ganhar maiores proporções à medida que damos importância a algo que saiu do nosso roteiro.
Somos incapazes de admitir uma falha porque começamos a nos enxergar como se fôssemos nossos próprios erros.
Ninguém quer se ver feio, falível, errado, quase um criminoso, um incapaz.
Uma boa alternativa pode ser não entrar nesse padrão. Não culpar e não reforçar o impulso de se culpar. Surgindo um enrosco, talvez seja mais apropriado se colocar na posição de ajudar, se livrando da identificação direta com o erro.
Uma relação construída de forma a não haver culpa, tende a tornar desculpas cada vez menos necessárias. As duas partes vão estar mais atentas ao fato de que nossas ações se dão por condições e que nem sempre elas são favoráveis e, por isso, cometemos deslizes. Se alguém erra, os dois vão ser capazes de enxergar aquilo de uma forma impessoal. Não é o fulano, é o deslize. Assim, é mais fácil agir e resolver qualquer que tenha sido o problema decorrente da falha. Ombro a ombro, sem inimigos.
“O verdadeiro perdão não é aquele que perdoa. O verdadeiro perdão é aquele que não culpa.” – Lama Padma Samten
Como pedir desculpas e assumir seus erros
Mesmo com tudo isso em mente, pode ser importante aceitar que errou e fazer um pedido de desculpas. Não por você querer se punir, aceitando uma posição de vítima, mas como um meio-hábil, uma forma de resolver conflitos, de aproximar, de tocar e abaixar as barreiras que alguém pode ter construído na relação. É para isso que pedidos de desculpas podem ser úteis.
Por isso, separei aqui um pequeno passo-a-passo para lidar com minha própria dificuldade de pedir desculpas.
1. Abaixe a guarda
Em situações de trabalho, na família, ou em relacionamentos, pode ser importante se aproximar com as guardas baixas. Reconhecer o ponto de vista do outro, respirar e falar de coração.
Você não vai conseguir diminuir uma eventual rusga se seu pedido de desculpas for feito com clara má vontade, envolto em raiva ou orgulho.Você não quer mais guerra. Se o objetivo é encerrar os ataques, abaixe suas defesas.
2. Ouça
Quando enfrentamos um sofrimento, especialmente se isso envolve uma relação, temos uma forte tendência a querer que o outro nos ouça e nos entenda. Queremos perdão para nos livrarmos da nossa culpa e, por isso, acabamos atropelando tudo, sentando e tagarelando, tentando explicar nossas motivações numa tentativa de minimizar o peso.
A hora de falar virá. Mas, antes de qualquer coisa, é essencial ouvir. Fazer perguntas, ser curioso, realmente querer entender o que o outro está pensando e talvez tenha levado todo o enrosco a surgir. Muitas vezes esquecemos o valor do feedback de alguém que tem uma crítica ou insatisfação a nosso respeito.
É desse processo que surgem as bases para o diálogo, para a conexão que pode permitir o surgimento de uma relação ainda mais madura do que a anterior ao erro.
3. Peça desculpas
Esse pode ser o momento mais difícil, mas não pense que há como evitar. Você pode até achar que passar por todo o processo de assumir o erro, não se justificar, tomar a responsabilidade e reparar os danos é suficiente. Mas não é. Apenas fale.
Não falar pode dar a péssima impressão de que você sabe o que fez mas se orgulha, que está batendo no peito.
Portanto, peça desculpas.
4. Não tente se sair bem
A melhor forma de aumentar os danos em uma situação embaraçosa é ter a motivação de se sair bem, jogar o problema para debaixo do tapete e fingir que nada aconteceu.
É muito mais efetivo se debruçar sobre o problema, admitir a derrota. Ao invés de tentar fugir ou evitar expor as feridas, melhor escancarar tudo – nem preciso dizer aqui que “escancarar tudo” não significa chutar o pau da barraca e soltar a metralhadora de ofensas, né?
Erramos, ponto. Vamos olhar pra isso sem medo e tentar seguir em uma direção melhor.
5. Assuma responsabilidade, não se vitimize
Todos nós já cometemos erros. Sem exceção. Isso não é motivo para sair agindo de maneira irresponsável e não ligar para as consequências dos próprios atos. Mas também não significa que devemos nos culpar e nos posicionar como vítimas.
Se você chegou ao ponto de se dispor a pedir desculpas, expresse seu conhecimento a respeito da falha que cometeu. Seja claro e honesto.
E lembre-se: o foco não é você. É o erro.
6. Ofereça-se para reparar os danos
Uma das partes principais de assumir a responsabilidade é oferecer-se para reparar os danos. Se você reconhece que houve algum tipo de prejuízo, seja ele material ou emocional, é de bom tom ajudar ou tentar de alguma forma trazer as coisas o mais próximo possível de seu estado anterior.
Claro, nem sempre é possível. Há coisas que não podem ser reparadas.
Mas, se puder, faça.
7. Não tente escapar do erro se explicando
Não se explicar não é deixar a pessoa no escuro, sem informação alguma a respeito do que ocorreu. Errou, conte o que aconteceu. Explique a situação, mas não use isso como justificativa. Há uma boa razão para algo ter ocorrido, conte. Não use isso para evitar encarar a responsabilidade.

Esse é o tipo de terreno que você entra quando tenta se justificar
Um parâmetro que uso para ligar o radar da autoexplicação é perceber se estou com vontade de falar “aconteceu uma coisa, mas…”. Quando isso acontece, é certo: estou evitando assumir de verdade a falha.
Não se explique, não adicione nenhum “mas…”, não tente justificar. Não passe seu erro adiante, fique com ele.
8. Peça ajuda
Você falhou. Agora, pode se blindar das melhores intenções, desenvolver métodos e até listas como essa, mapeando todo o terreno do engano no qual se meteu. Porém, não adianta: vai voltar a falhar.
Melhor do que fazer promessas é pedir ajuda. Estamos todos no mesmo barco.
“Hoje, eu errei. Me desculpe. Quero cometer erros menos grosseiros, mas sei que sozinho não tenho chance alguma. Me ajuda a evitar cair nos mesmos enganos?”
Pronto, além de resolver um conflito, podem se tornar parceiros. Podem caminhar lado a lado, criar laços mais fortes e crescerem juntos.

Quero saber, como vocês pedem desculpas? O que já funcionou? Quais dificuldades encontram?



Por Luciano Ribeiro
 Fonte: Papo de Homem

- Você Acredita em Milagres? -


Você acredita em milagres? Vamos pensar da seguinte forma: você consegue fazer com suas mãos um ser humano? Você consegue fazer com que um ser humano se capacite a andar se não puder por problema de nascença, a falar se estiver incapacitado por condição genética e a ouvir se não possuir audição? Você consegue fazer um cadáver ressuscitar? Então você acredita em milagres? Vamos dizer que uma grande quantidade de pessoas acredite em milagres e outras não, mas, ambas não sabem como seu corpo está vivo, perfeito, estando apto a se movimentar, vivendo a cada dia sua história, suas experiências estando em pleno desenvolvimento e expansão. Logo podemos crer que já somos um verdadeiro milagre! Uma vez que funcionamos diariamente e nem sequer sabemos explicar como, devido a complexidade desse funcionamento, podemos dizer que todo esse universo é um milagre, desde o micro até o macro universo, é o milagre da vida. Então mais uma vez eu te pergunto: Você acredita em milagres? A medicina conhece muito a respeito do que nós temos do pescoço para baixo, pois, conseguem curar, consertar e remediar de certa forma tantos males que aparecem em diversos “Você Acredita em Milagres? Podemos transformar as coisas, os fatos e acontecimentos, pelo milagre do nosso melhor, podemos fazer acontecer, basta acreditar” órgãos, contudo, naquilo que temos dentro da caixa craniana, nosso cérebro, o conhecimento ainda é insuficiente. Se não temos como explicar e nem fazer um ser humano por completo, pense bem... Somos um milagre! Porém se já somos um milagre; porque duvidamos do Criador, porque duvidamos das nossas capacidades? Porque brigamos tanto defendendo nossa inferioridade ou “ego”? É muito bom questionar nossa existência, pois só assim, podemos parar de defender nossos pontos fracos, pois estes não existem. Se somos um milagre na concepção da palavra e temos em nossa essência a energia que gera o milagre, a verdadeira centelha divina, porquê duvidar... mas para isso precisamos trocar de lado, mudar o foco dessa desconfiança, deixando de lado a defesa e a pequenez da nossa visão, concretizando nosso esforço na união com as possibilidades, com tudo o que podemos promover em relação ao nosso desenvolvimento, gerando capacidades e movendo nossas habilidades a nosso favor e a favor da vida humana, pois somos integrantes de uma só fonte, e essa fonte é Divina. E então, você acredita em milagres? Somos todos criados de um só ponto, onde temos permissão de estar aqui para o nosso aprimoramento. Vamos espargir esta energia do milagre que somos para os quatro cantos da terra, escolhendo conscientemente o lado positivo da vida e com isso trazendo a tona todas nossas capacidades e transmiti-las onde quer que vamos. Podemos transformar as coisas, os fatos e acontecimentos, pelo milagre do nosso melhor, podemos fazer acontecer, basta acreditar. Entenda que, na troca constante que é a vida, quando somos tocados e tocamos as pessoas com a crença no melhor, colaboramos para que o melhor aconteça a todos, pense nisso...

- Texto escrito por: Vera Luz -

Reconhecimento


Por que será que a maioria de nós sente tanta necessidade de reconhecimento? Mesmo quando realiza um trabalho bem feito, original, que lhe proporciona uma satisfação interior, o ser humano não consegue senti-la completamente, se não obtiver como resultado adicional o reconhecimento do mundo.

Muitas vezes, ainda que tenhamos feito o melhor, e nossa satisfação seja grande, ela é imediatamente minada se alguma crítica exterior nos é direcionada. É como se nossa própria avaliação tivesse pouco ou nenhum valor e apenas a opinião e a visão que o outro tem de nós é que avaliza nossa competência.

Visto que o julgamento do outro está sempre contaminado por suas próprias expectativas, frustrações ou projeções, dar a ele tamanho peso só pode resultar em muitos problemas para nossa vida.

Enquanto não aprendermos a aceitar que nunca conseguiremos satisfazer a maioria das pessoas e que nossas qualidades devem ser respeitadas, inicialmente por nós, continuaremos vivendo na ansiedade de satisfazer os outros em primeiro lugar.

Quantas pessoas se sentem infelizes, mas prosseguem realizando coisas que não gostam apenas para corresponder às expectativas alheias? Esta é a principal armadilha do ego, ele se alimenta de elogios, palavras nem sempre sinceras, mas que lhe dão a ilusão de que está no caminho certo.

Afinal, para obter o respeito alheio vale qualquer coisa no mundo em que a vaidade e o orgulho predominam sobre quaisquer outros sentimentos.

Somente uma autoestima sólida e uma confiança absoluta em nossa voz interior é que poderá nos ajudar a enfrentar as críticas alheias com serenidade. Para tanto, é fundamental que nossas ações sejam aprovadas, antes de tudo, por nossa própria consciência.

É muito bom receber demonstrações exteriores de admiração e apreço mas, melhor ainda é quando estes sentimentos brotam de nosso próprio coração, pois eles nos libertam da dependência à aceitação alheia, que tanto nos escraviza e impede nosso crescimento.

“... É preciso lembrar que a necessidade de obter aprovação e de ser reconhecido é uma questão que diz respeito a todo mundo. A estrutura de toda a nossa vida é essa que nos foi ensinada: a menos que exista um reconhecimento, nós somos ninguém, nós não temos valor.

O trabalho não é o importante, mas sim o reconhecimento. E isso coloca as coisas de cabeça para baixo. O trabalho deveria ser o importante – uma alegria em si mesmo. Você deveria trabalhar, não para ser reconhecido, mas porque você curte ser criativo, você ama o trabalho em si mesmo.


E esta deve ser a maneira de ver as coisas: você deve trabalhar se amar aquele trabalho. Não peça reconhecimento. Se ele vier, aceite-o tranquilamente; se ele não vier não pense a respeito. A sua realização deve estar no próprio trabalho. E se todos aprendessem esta simples arte de amar o seu trabalho, seja qual ele for, curtindo-o sem pedir por qualquer reconhecimento, nós teríamos um mundo mais belo e mais celebrante.

Do jeito que o mundo é, vocês têm estado presos num padrão miserável. O que você faz é bom, não porque você ama fazê-lo, não porque você o faz perfeitamente, mas porque o mundo o reconhece, lhe dá uma premiação, lhe dá medalhas de ouro, prêmios Nobel.

... Eles têm tirado todo o valor intrínseco da criatividade e destruído milhões de pessoas – pois você não pode dar prêmios Nobel a milhões de pessoas. E têm criado o desejo por reconhecimento em todo mundo, de modo que ninguém consegue trabalhar em paz, curtindo qualquer coisa que esteja fazendo. E a vida consiste em pequenas coisas. Para as pequenas coisas não existem premiações, nenhum título concedido pelos governos, nenhuma graduação honorária dada pelas universidades.

... Por que você deve se preocupar com reconhecimento? Preocupação com reconhecimento somente faz sentido se você não ama o seu trabalho, nesse caso ele não tem significado, então o reconhecimento parece ser um substituto. Você detesta o trabalho, não gosta dele, mas você o faz porque será reconhecido, será apreciado e aceito. Ao invés de pensar no reconhecimento, reconsidere o seu trabalho. Você gosta dele? – então ponto final. Se você não gosta, então, troque-o!

... Olhe no fundo de si mesmo. Talvez você não goste do que está fazendo, talvez você tenha medo de encarar que está no caminho errado. A aceitação irá ajudá-lo a achar que está certo. O reconhecimento irá fazê-lo achar que está indo para o objetivo correto.

A questão diz respeito aos seus próprios sentimentos internos, ela nada tem a ver com o mundo externo. Por que depender dos outros?

... Para ser um indivíduo, viva em total liberdade, apoiado em seus próprios pés, beba a sua própria fonte. Isso é o que torna um homem verdadeiramente centrado, enraizado. Este é o início do seu florescimento supremo...”


OSHO – Beyond Psychology
Fonte: STUM