sábado, 11 de junho de 2016

O MUNDO INVISÍVEL DE UMA MULHER - Página 43

Hoje enquanto tomava o meu banho pela manhã, já com a página 43 pronta, as palavras novamente vem em minha cabeça, e imediatamente tudo muda, parece que nesta hora não só o meu corpo é lavado, minha alma também... (risos). E assim sinto que este assunto é necessário ser comentado... A dor!
Tive uma experiência por algumas horas, sentia uma dor insuportável, fiz uma cirurgia em meu dente, necessária por causa de um problema de infiltração na raiz do mesmo, a cirurgia correu tudo bem, incômodo, a anestesia extremamente desagradável, mas suportável... antes da mesma passar, eu comecei a sentir a dor, pensei comigo, isso não vai prestar. Chamei a auxiliar do médico que me atendeu e comentei com ela, perguntei se poderia tomar outro remédio que eu tinha para dor em minha bolsa, pois antes da cirurgia eu já havia tomado por prescrição do médico quatro comprimidos, dois antibióticos e dois com cortisona, achei que mais uma droga seria uma bomba para o meu organismo, mas ela me disse que não teria problema nenhum, odeio remédios, pois sei que cura uma coisa mas acaba nos afetando em outra, mas sei também que há momentos que não podemos evitar.
Assim fiz, tomei o remédio e fui pegar o carro, estava sozinha, não deu tempo de entrar nele, a dor começou, pensei comigo, tenho que esperar o efeito, vai dar certo, doce engano, não aconteceu assim. Liguei o carro, e naquele momento pedi a Deus... Me leve pra casa, pois sinto que não tenho condições nenhuma de seguir, eu não conseguia controlar os meus pés ( nunca fui boa nisso... (risos)), a dor estava tão intensa que eu já não enxergava mais nada em minha frente, subindo uma ladeira em uma curva, fechei os olhos, pois sentir que ia chocar com um ônibus que estava descendo, e não aconteceu, eu sorri e disse, você realmente está comigo olhando para o banco do lado do passageiro.
Chegando em casa, a minha diarista se assustou, ficou preocupada comigo, estes são os anjos que Deus prepara para nos ajudar nos momentos difíceis. Ela me pediu que deitasse, e eu falei, vou sim, não estou chorando acho que de vergonha.... mas está insuportável. Deitei mas não conseguia pensar, até o meu cérebro doía, sangrava muito. Comecei a conversar com Deus, e disse, Pai não consigo falar com você, e ainda falta muito tempo para que eu possa tomar o próximo medicamento, e eu não estou mais aguentando, deixa eu colocar o meu rosto em teu peito e alivia só um pouco para que eu consiga pelo menos respirar direito. Eu achei que naquele momento não iria funcionar, não conseguia me concentrar...
Meu Deus, a dor foi aliviando, e por mais fé que a gente tenha, eu não estava acreditando no que estava acontecendo, dei um pulo da cama e em lágrimas corri para a cozinha onde a Andreia estava ( a minha diarista), ela olhou pra mim e disse, a senhora tem que voltar na clínica e conversar com o dentista que lhe atendeu, a senhora não pode ficar sozinha, comecei a sorrir, e falei a dor passou, ela me respondeu com uma pergunta, e é agora que senhora chora? Sim.... Lágrimas de fé, alívio, alegria e acima de tudo GRATIDÃO!
E é isso aí, as vezes a dor nos aproxima de Deus, quase que cem por cento... outras, dependendo da intensidade e de nossa preparação, nos afasta Dele, pode ser uma dor no corpo, ou na alma... E eu peço, não desistam, mantenham-se firme, espera no Senhor... ela vai passar.


Página 43