segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Sinto Deus nas palavras deste homem....

Ser Consciente. O que é isso?

Falamos tanto sobre expansão de consciência, “ser consciente”, mas, afinal, o que isso realmente significa? Mais do que um “slogan”, bem além de seguir determinadas cartilhas, consciência tem a ver com significados, a capacidade de enxergar a si mesmo e vincular-se com a vida, conectar-se em simplicidade com gente aparentemente diferente, superar barreiras de condicionamento, ser humano.

Consciência é arejamento de mente, amplitude de olhar, disponibilidade interior, abertura para a vida que somos e está em toda parte. Tem a ver com desprendimento em relação a esteriótipos ou qualquer caminho que pareça absoluto; o ser consciente não se sente dono de nada por saber que faz parte de tudo, humilde, sincero, grato pelo simples fato de estar no dia chamado hoje experimentando esse mergulho no espaço/ tempo.

O ser consciente pode ser ajudado por ferramentas exteriores, mas sabe que são apenas ferramentas. Não se impressionará com ideias, discursos, religiões, “mestres iluminados” ou quem quer que se arrogue na condição de promover o que é absolutamente pessoal: consciência é um movimento interior, silencioso, jamais poderá ser mensurado por réguas inventadas por quem quer ter controle sobre almas.

Quem caminha em consciência, caminha em liberdade. Sabe que poderá tropeçar aqui ou ali, mas isso faz parte do processo. Não teme errar, não barganha com a vida, não se violenta fingindo ser ou crer em nada. Ser consciente tem a ver com simplicidade e o entendimento que a paz deve ser o árbitro de todas as escolhas, de cada passo no caminho.

Flavio Siqueira

Felizes



Felizes os que fogem dos excessos.
Em tudo o equilíbrio é mais adequado do que o de menos ou o de mais.

Felizes os que amam.
Amar nos catapulta para outra dimensão de percepção, de vínculos, de experiências, dando significado ao que, de outra forma, não parece fazer sentido.

Felizes os que aprenderam a viver no hoje.
Por pior que as coisas sejam, nada supera a força que temos para suportá-la e superá-la hoje. Passado e futuro são miragens, um só aconteceu no hoje, outro, quando vier, virá no hoje. Vivamos a cada dia sua própria porção porque na verdade isso é tudo o que temos.

Felizes os que entenderam que o valor das coisas não está no tamanho, na quantidade, na altura ou profundidade, mas nos significados e, esses, somos nós quem damos.

Todo o poder é relativo, toda grandeza que se apoia em dimensões é frágil, geralmente o que tem mais valor parece pequeno no primeiro momento.

Felizes os que buscam conhecimento ao invés de poder.

Só quando de fato abrirem mão de serem poderosos é que conhecerão o verdadeiro poder.

A vida é feita de pequenas coisas e o sentido natural do seu fluxo é de dentro pra fora.

Entender e praticar a vida com simplicidade, renovando-se todos os dias, sabendo que crescerei enquanto caminhar.

Ainda que haja tropeços, felizes os que tentam. – do livro Mensagens que chegam pela manhã

Flavio Siqueira

SE EU PUDESSE VOAR

Eu, o Senhor, falei.


O livro de Jeremias contém muitas profecias. Este capítulo é dirigido a cinco povos que tinham relações com o povo de Judá.
A primeira seção é a profecia contra a capital dos amonitas, que eram os descendentes de Ben-Ami, filho da filha mais nova de Ló. Eles viviam no lado oriental do rio Jordão. Os amonitas tinham seu próprio deus, Moloque, que significa “Rei Divino.” No tempo dos juízes os amonitas eram hostis contra os israelitas (Juízes 3:13).  Eles ridicularizavam Israel, dizendo que Israel perdera o domínio da terra que havia sido concedida à tribo de Gade e agora o deus Moloque morava lá (v. 1). Eles trouxeram contra si o desagrado de Deus porque mostraram-se infiéis (v. 4) ao verdadeiro Deus.
A segunda parte deste capítulo é a profecia contra Edom. Os edomitas eram os descendentes de Esaú. Quando os israelitas estavam no Egito, a cidade de Temã, em Edom, era famosa por sua sabedoria. Deus, através do Seu Espírito atuou nas pessoas em Temã enquanto os israelitas estavam adorando ídolos no Egito (Josué 24:14). Infelizmente, Edom acabara se tornando como Sodoma e Gomorra (v. 18) porque os edomitas se deixaram enganar por seu orgulho e coragem (v. 16).
A terceira seção é a profecia contra Damasco, a qual era uma antiga cidade aramaica na beira do deserto que prosperara por causa de seu oásis fértil. Esta cidade teve verdadeiros adoradores de Deus, como Naamã e Hazael, no passado. No entanto, como eles haviam abandonado ao verdadeiro Deus, esta “cidade da alegria” (v. 25 NVI) de Deus seria abandonada.
A quarta seção é a profecia contra Quedar e Hazor. Quedar era filho de Ismael (Gên 25:14). A tribo de Quedar era famosa por suas ovelhas (v. 29) e seus arqueiros hábeis (Isaías 21:17). No tempo dos juízes Israel não foi capaz de conquistar a forte cidade canaanita de Hazor [provavelmente também ismaelita]. Mais tarde, Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou ambas as cidades. 
A quinta profecia é contra o Elão, terra a leste da Babilônia. Esta profecia foi cumprida quando o Elão tomou o lado dos babilônios, que mais tarde foram derrotados pelos assírios. Se os elamitas tivessem se arrependido, Deus os teria restaurado e os abençoado com prosperidade.
Todas as profecias mencionadas acima eram condicionais. Naquela época, Deus queria que as pessoas – individualmente e como um povo – se arrependessem e retornassem para Deus. Deus tem o mesmo desejo para nós hoje.

Yoshitaka Kobayashi
Japão

A condenação dos amonitas
1 O Senhor Deus disse o seguinte a respeito dos amonitas:— Onde estão os homens de Israel? Será que não há alguém que defenda a terra que Deus lhes deu para ser sua propriedade? Por que foi que deixaram que o deus Moloque tomasse a terra da tribo de Gade e que os seus adoradores fossem morar lá? 2 Mas está chegando o dia em que farei o povo da cidade de Rabá ouvir barulho de guerra. Essa cidade amonita ficará arrasada, e os seus povoados serão destruídos pelo fogo. Então o povo de Israel tomará outra vez a sua terra daqueles que a tomaram dele. Sou eu, o Senhor, quem está falando. 3 Grite, povo de Hesbom! A cidade de Ai está destruída! Chorem, mulheres de Rabá! Vistam roupa feita de pano grosseiro e lamentem. Corram de um lado para outro, sem rumo. Moloque, o deus de vocês, será levado como prisioneiro, junto com os seus sacerdotes e todas as autoridades. 4 Povo infiel, por que é que vocês se gabam? O seu poder está no fim. Por que é que vocês confiam na sua própria força e dizem que ninguém terá coragem de atacá-los? 5 De todos os lados, eu vou fazer com que o terror caia sobre vocês, e todos fugirão. Correrão para salvar a vida, e não ficará ninguém para reunir de novo as suas tropas. Sou eu, o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, quem está falando. 6 — Porém no futuro farei com que os amonitas voltem a ser o que eram antes. Eu, o Senhor, estou falando.
A condenação de Edom
7 O Senhor Todo-Poderoso disse o seguinte a respeito do país de Edom:— Será que o povo da cidade de Temã perdeu o juízo? Será que os seus conselheiros não sabem mais dar conselhos? A sabedoria deles acabou? 8 Moradores de Dedã, virem e corram! Fujam e se escondam! Eu vou destruir os descendentes de Esaú, pois chegou a hora de castigá-los. 9 Quando alguém colhe uvas, sempre deixa algumas nos pés; e, quando os ladrões chegam de noite, levam apenas o que interessa. 10 Mas eu tirei todos os tesouros dos descendentes de Esaú e acabei com os seus esconderijos, e assim eles não podem mais se esconder. O povo de Edom e os seus parentes e vizinhos estão destruídos. Não escapou ninguém. 11 Deixem os seus órfãos comigo, que eu tomarei conta deles. As suas viúvas podem confiar em mim. 12 O Senhor disse ainda:— Se até os que não mereciam foram castigados, será que você está pensando que ficará sem castigo? É claro que você também será castigado. 13 Eu mesmo jurei que a cidade de Bosra vai se tornar um espetáculo horrível e um lugar deserto; os outros vão zombar dela e usar o seu nome para rogar pragas. E todos os povoados em volta da cidade ficarão arrasados para sempre. Eu, o Senhor, estou falando. 14 Então eu disse:— Recebi uma mensagem de Deus, o Senhor. Ele enviou um mensageiro para dizer às nações o seguinte: “Reúnam os seus exércitos e ataquem Edom!” 15 O Senhor fará de você, Edom, uma nação fraca, e ninguém o respeitará. 16 O seu orgulho o enganou. Não pense que alguém tem medo de você. Você vive nas cavernas das rochas, lá no alto da montanha; mas, embora more tão alto como uma águia, o Senhor o derrubará. Eu, o Senhor, estou falando. 17 O Senhor disse:— Cairá sobre Edom uma destruição tão horrível, que todos os que passarem ficarão espantados e horrorizados com o que virem. 18 Acontecerá com Edom o que aconteceu com Sodoma e Gomorra, quando foram destruídas junto com as cidades vizinhas. Ninguém viverá mais lá, nem mesmo por pouco tempo. Sou eu, o Senhor, quem está falando. 19 Assim como um leão sai da floresta na beira do rio Jordão e sobe até a terra de pastos verdes, assim eu virei e farei com que os edomitas fujam correndo da sua terra. Então o chefe que eu escolher governará a nação. Quem pode se comparar comigo? Quem tem coragem de me desafiar? Que governador poderia me enfrentar? 20 Por isso, prestem atenção no plano que eu, o Senhor, fiz contra o povo de Edom; escutem o que vou fazer com os moradores da cidade de Temã. Até as crianças e os velhinhos serão arrastados, e todos ficarão horrorizados. 21 Quando Edom cair, o barulho será tão grande, que a terra tremerá, e os gritos de pavor serão ouvidos até no golfo de Ácaba. 22 O inimigo atacará a cidade de Bosra como uma águia que, com as asas abertas, se atira lá do alto contra a sua vítima. Naquele dia, os soldados de Edom terão tanto medo como a mulher que está com dores de parto.
A condenação de Damasco
23 O Senhor Deus disse o seguinte a respeito de Damasco:— Os moradores das cidades de Hamate e Arpade estão preocupados e assustados porque ouviram más notícias. O medo rola em cima deles como o mar, e eles não têm descanso. 24 O povo de Damasco está fraco e virou para fugir apavorado. Estão cheios de dor e de angústia como uma mulher que está com dores de parto. 25 Essa famosa cidade, que era feliz, agora está completamente abandonada. 26 Portanto, naquele dia os moços e todos os soldados serão mortos nas ruas da cidade. Sou eu, o Senhor Todo-Poderoso, quem está falando. 27 Eu queimarei as muralhas de Damasco, e o fogo destruirá os palácios de Ben-Hadade.
A condenação de Quedar e de Hazor
28 O Senhor Deus disse o seguinte a respeito da tribo de Quedar e das autoridades da cidade de Hazor, que foram derrotadas pelo rei Nabucodonosor, da Babilônia:— Saiam e ataquem o povo de Quedar; destruam essa tribo do Oriente! 29 Peguem as suas barracas, os seus rebanhos, as cortinas das suas barracas e tudo o que encontrarem nelas. Tomem os seus camelos e digam: “Em toda parte, o povo está com medo!” 30 — Povo de Hazor, eu, o Senhor, estou avisando vocês: fujam para longe e se escondam. O rei Nabucodonosor, da Babilônia, que planejou atacá-los, diz o seguinte: 31 “Vamos! Ataquem aquela gente que pensa que está firme e segura! A cidade deles fica longe das outras e não tem portões nem fechaduras.” Sou eu, o Senhor, quem está falando. 32 — Tomem os camelos e todo o gado deles! Eu espalharei por toda parte essa gente que corta o cabelo bem curto e farei com que a desgraça caia sobre eles de todos os lados. Sou eu, o Senhor, quem está falando. 33 Hazor vai virar para sempre um deserto, um lugar onde somente lobos viverão. Ninguém vai morar ali, nem por pouco tempo.
Elão é condenado
34 Logo depois que Zedequias se tornou rei de Judá, o Senhor Deus me falou sobre o país de Elão. 35 O Senhor Todo-Poderoso disse:— Eu matarei todos os flecheiros que fizeram de Elão um país poderoso. 36 Farei com que os ventos soprem de todos os lados contra Elão, e o seu povo se espalhará por toda parte, até que não haja mais nenhum país para onde eles não tenham fugido. 37 Vou fazer com que o povo de Elão fique com medo dos seus inimigos, daqueles que os querem matar. Na minha grande ira, eu acabarei com eles; mandarei exércitos contra eles até que sejam completamente destruídos. Sou eu, o Senhor, quem está falando. 38 Destruirei os reis e os líderes de Elão e colocarei ali o meu trono. 39 Porém no futuro farei com que o país de Elão volte a ser como era antes. Eu, o Senhor, falei.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Faço tudo para te esquecer...

O CHORO DA DISTÂNCIA

Como um artista que vê


“Nunca haverá explicações satisfatórias, se a visão do todo ainda é parcial” – Livro O Éden

Se pudesse ver sua vida inteira de uma vez, sem os limites do tempo, como quem enxerga uma foto com cada movimento, abrangendo todos os planos, caminhos interconectados, desvios, prolongamentos, começo, meio e fim, certamente ganharia outra percepção em relação a si mesmo e ao significado de tudo o que já viveu.

Veria que não havia necessidade de tantas angústias e medos, que – agora você vê – foram criadas por você.

Olhando para trás, ficaria claro que cada situação, sejam as “boas” ou “más”, seguiam um fluxo harmônico, exatamente como acontece na natureza, colaborando para o desenvolvimento de sua própria flora, no seu caso, sua construção pessoal, transformando, expondo sua mente à novas experiências, amadurecendo seu olhar, podando, regando, semeando, colhendo.

O inverno que parecia sem explicação, se encaixaria na próxima estação, criando um ciclo de equilíbrio e suprimento para cada fase.

Olhando de longe você lamentaria não ter percebido.

Seria como um tapete cheio de alinhavamentos, desvios, desconexões sem nenhum sentido na parte de baixo, mas tudo muda quando você olha o outro lado e percebe que nada foi por acaso.

Talvez, vendo a vida sem os limites do tempo, se arrependa de tantas reclamações lamurientas, projeções do que acreditava ser o ideal sem lhe dar chance para calar e ouvir.

Aprenderia a ficar quieto quando ao redor só tem barulho, escutar sua própria voz interior que sussurra e não grita, observaria melhor quanta gente apareceu para te ajudar e você desprezou, quantas oportunidades desperdiçadas, quantas chances sufocadas pela sua cegueira, pela pena de si mesmo que você tanto adulou.

Valorizaria atitudes que pareciam banais, mas estavam lá para fazer toda a diferença. Se chocaria ao perceber quantas e quantas e quantas oportunidades teve, mas você não viu, com suas reticencias, suas insistências, seus autossabotamentos.

Mas hoje, na relatividade, vivendo as relações contraditórias, mergulhado nos limites do tempo e do espaço, olhando a partir de uma única perspectiva que segue um mesmo fluxo, isso tudo parece loucura.

O fato é que mesmo assim alguns vêem.

Esses aprenderam a projetar-se sobre seus condicionamentos e arbitraram a si mesmos a prerrogativa de serem mais do que serzinhos que reclamam entre uma refeição e outra, entre o bom dia e o boa noite, entre o nascer e o morrer.

Dentro de nós, existe uma dimensão que não se tangencia pelo que vê. Que não se limita pelo campo visual e enxerga as conexões que se tocam, as experiências que nos melhoram, as percepções que dão significado o caos.

Dê a essa dimensão o nome que quiser – não importa como a chame-  resgate-a.

Temos uma chance de sairmos da caverna, de olharmos lá fora, de entendermos um pouco mais sobre a vida e nós mesmos. Tudo coopera para que assim seja e todas as experiências são materiais para nossa construção interior.

Afaste-se do quadro. Mude a perspectiva. Olhe a partir de outro ângulo.

Flavio Siqueira