domingo, 23 de agosto de 2015

Seremos os caçadores e não mais a presa...


Estava frio, mais não eram brisas gélidas que lhe abraçava...
Era noite, mais escuridão nunca foi e nunca será mais densa, que a solidão...
Aonde eu lhe encontrara desprotegida, olhos meigos, silenciosas palavras...
Encolhida, abraçada a si mesma,  acariciava-lhe com suas próprias mãos...
Estava alheia aos meus movimentos, quanta docilidade ali" naquele cantinho"...
Quanta bravura, demonstravam seus traços tenros ,de conotações quentes...
O que lhe faltará não eram as garras , ou forças e sim  "Carinhos!"
Um ombro oferecido, e um  amor " Destemido" que tenha vigor e seja Valente  !
Ave de ventos fortes, pombinha solitária que espera a sorte!
Capaz de vencer o mundo, mais indefesa lá no fundo...
Qual tal será chamado de nobre, o teu amado o teu "Forte!"
Não sãos as guerras que te cobrem, e tampouco desejas o espólio deste mundo...
(Através destes versos meu amor a ti confesso)  
Estou indefeso diante desta provocação...
Mais não temo o frio, nem as densas trevas da solidão...
Receio por ti e por seu carinho se me terás por aceito, és tão forte quanto indefesa...
Vem comigo vem!  Seremos caçadores e não mais a presa!

Lourisvaldo Lopes da Silva